Ano: 2020

JOÃO DO VALE, O POETA DO POVO Texto de Nonato Reis

Ainda menino, a pobreza grassando por todos os lados, ele negro e sem voz, sentiu o peso de carregar nas veias o sangue ancestral africano. Matriculara-se na escola em que o filho do rico também achou de estudar. Não havia mais vagas, alguém tinha que ceder o lugar. Sobrou para quem?

Cantor e compositor JOÃO DO VALE

Completou 14 anos e viu que na sua Pedreiras, ou mesmo em São Luís, onde já estivera seguindo o eco de matracas e pandeirões, não havia futuro, só muros.

João Batista do Vale queria ser cantor e mostrar sua arte. A bordo de boleias de caminhão pegou estrada e saiu perambulando. Aportou em Fortaleza e escreveu carta ao pai, explicando por que deixara a terra natal, praticamente fugido. “Eu não tenho nada, mas sei fazer versos. Vou me tornar conhecido, ganhar dinheiro e ajudar a família”.

Chegou ao Rio dois anos depois, e além de escrever versos, só sabia carregar pedras e fazer massa de cimento. Foi trabalhar como ajudante de pedreiro nas construções de Copacabana. Era a época de ouro do rádio e dos programas de auditório. João sabia que ali estava o seu território. Queria ter suas músicas gravadas por Zé Gonzaga, umas das estrelas da época, mas foi com Marlene que ingressou no universo da música com “Estrela Miúda”.

“Estrela miúda que alumeia o mar

Alumiar terra e mar

Pra meu bem vem me buscar

Há mais de mês que ela não

Que ela não vem me olhar

A garça perdeu a pena

Ao passar no igarapé

Eu também perdi meu lenço

Atrás de quem não me quer…”

João era um matuto sem instrução, mas tinha a musicalidade e sabia traduzir a alma do sertão, forjada na aridez do solo e na força do sentimento. Logo perceberam a beleza poética de seus versos que falavam tão bem ao coração e à consciência.

Conheceu Nara Leão e Zé Kéti, nomes já consagrados da MPB. Nara era inconformada com a situação do País, então sob a égide do regime fardado. Kéti, excelente letrista. João lia a realidade das ruas e do mato e as transformava em poesia. Foi como juntar a fome, o prato e o garfo.

Da parceria entre os três surgiu o show Opinião, que sacudiu a sonolenta Bossa Nova e deu um novo rosto à MPB. Na esteira do “Opinião”, João comporia músicas que iam do baião ao xote e até ao rock (as batidas de “Coronel Antônio Bento”, imortalizada na voz de Tim Maia, sugerem uma mistura de baião e de rock caipira). Até samba ele compôs. E qual seria o samba de João do Vale?

“Meu samba é a voz do povo

Se alguém gostou

Eu posso cantar de novo

Essa música, na voz de Paulinho da Viola, fez um sucesso estrondoso, não apenas pela força melodiosa, mas por misturar com extrema leveza dois signos nem sempre harmônicos: poesia e protesto.

Protesto, que aparece nitidamente nesta sequência de versos:

“Eu fui pedir aumento ao patrão

Fui piorar minha situação

O meu nome foi pra lista

Na mesma hora

Dos que iam ser mandados embora”

E implícito neste jogo de metáforas:

“Eu sou a flor que o vento jogou no chão

Mas ficou um galho

Pra outra flor brotar

A minha flor o vento pode levar

Mas o meu perfume fica boiando no ar”.

Nara Leão era o grande nome do show Opinião, mas foram as músicas de João que entraram para a história. “Pisa na Fulô”, “Peba na Pimenta”, “Canto da Ema” “De Teresina a São Luís”. Nenhuma, porém, igual a “Carcará”, que junto com “Triste partida”, de Luiz Gonzaga/Patativa do Assaré, é considerada o hino do sertão.

Carcará, responsável por lançar Maria Bethania ao estrelato, é uma música nitidamente sertaneja, que fala da crueza da seca e da resistência do homem, simbolizada na força da ave que dá nome à canção.

“Carcará, lá no sertão

É um bicho que avoa que nem avião

É um pássaro malvado

Tem o bico volteado que nem gavião”.

Certa vez perguntaram a João quantas músicas ele havia feito. “Mais de 400”, respondeu. Mesmo assim gravou pouco como cantor. Seu negócio era compor e entregar aos outros.

Conviveu com a nata da intelectualidade musical e dela granjeou respeito e admiração. Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano, Gil, Bethânia… Chico, aliás, seu parceiro de muitas incursões, gravaria em 82 “João do Vale convida”, com participação de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha e Elba Ramalho. O disco seria premiado como a melhor produção daquele ano.

João do Vale, considerado o maranhense do século, foi sem dúvida o artista local de maior prestígio no universo da música popular brasileira. Um talento que, mesmo sem o suporte das letras, delas fez a sua grande obra-prima e por elas se imortalizou. Como disse o jornalista Zuza Homem de Mello, “João do Vale não é antigo nem moderno, ele é eterno”.

(*) NONATO REIS, jornalista de São Luis do Maranhão. Nascido em Viana, Ma. “Escrevi este texto em dezembro de 2018, após assistir ao espetáculo “João do Vale, o musical”, no Teatro Arthur Azevedo. E me emocionei ao ver o nosso João tão bem projetado em texto, músicas e cenas. Uma obra-prima, que deveria ser levada a todos os palcos do País, pela qualidade e concepção do trabalho”.

Integra o livro de memórias “Lembranças de Repórter”, previsto para 2021.

Seminário da Betânia: As bases necessárias para a vida

Início de 1964. Com treze anos completos chego ao Seminário São José de Sobral, vindo de uma pequena e seca fazenda de Santana do Acaraú onde era vigário o Pe. Joviniano Loiola Sampaio. Foi ele que providenciou para mim uma vaga lá, a pedido de meus pais e tias. Ia cursar a quarta série do ginasial.

O Seminário Menor de Sobral – agora Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA

A experiência de Seminário não era nova para mim, pois já havia estado por três anos na Escola Apostólica Nossa Senhora de Fátima, no bairro da Floresta (Álvaro Weyne), em Fortaleza que era, na realidade, um seminário da Congregação do Sagrado Coração de Jesus – SCJ, originária da Holanda. Deste seminário fui convidado a sair pelo reitor sob a alegação de que eu era muito novo e que se quisesse poderia voltar mais tarde. Meus pais resolveram insistir. Naquela época eu não tinha muita noção da minha questão vocacional, mas já tinha colocado uns olhares bem gordos numa menina também santanense, Neila, que viria a ser minha esposa dez anos depois.

Logo de início estranhei bastante a quantidade de livros não religiosos da Biblioteca, pois do outro seminário de onde eu vinha só havia leitura de livros católicos. E mais impressionado fiquei na insistência de nosso professor de português, Pe. Osvaldo que sempre nos estimulava a leitura: “Leiam Machado!”. A partir daí passei a me acostumar com os livros.

Deste ano lembro ainda dos professores: Pe. Lira (História); Pe. Manfredo (Religião); Pe. Moésia ”Monsieur”; Temístocles (Matemática). Já não lembro dos professores das demais matérias.

Este ano foi muito rico para mim em todos os aspectos, principalmente por sermos tratados já quase como adultos, quase decidindo sobre nosso comportamento, diferentemente de dos anos anteriores no outro seminário.

Das lembranças mais marcantes que ficaram deste ano cito algumas agora: Sexta-Feira Santa. Nós seminaristas saímos de batina preta sob o sol escaldante para as cerimônias das 15 horas na Catedral. Eu com sapatos de borracha preta já um pouco rasgados e meia de nylon mal lavada e já com alguns dias de uso. Durante o percurso foram acumulando nos sapatos suor e terra. Ao chegar na nossa posição na igreja resolvi tirar o sapato para aliviar o incômodo. O resultado foi catastrófico, mau cheiro e reclamações imediatas…

– Início de abril passeando pala livraria “Feira do Livro” li num jornal sobre a “gloriosa”, foi nessa ocasião que tomei ciência que existia um governo no país, pois até aquele dia não tinha a real noção disto.

– Recreio após o almoço. O indefectível serviço de som, à época comandado por Miguel Milério Lira (Massapê). Boleros e tangos de toda ordem. Ele próprio se cognominava Miguel Aceves Mejia.

– Domingos à tarde: Horário de visitas. Divertimento meu e de outros colegas. Olhar as mocinhas parentes dos seminaristas que vinham visitá-los.

– Lembro dos comentários sobre bispos taxados de “comunistas”, o que era muito estranho para mim que já havia visto muitos filmes de propaganda dos USA.

Dos colegas ainda lembro de alguns: Regis (Sobral); Vanderlan (Reriutaba); Macário (Ipueiras); Juarez (Novo Oriente), deste eu tinha certa inveja por ele ter um tio padre; Israel (Crateús); Lucivan (Ubajara); os Aguiar Moura (Sobral); Edmilson (Sobral); Matos (Itarema); Haroldo (Santana).

Vai chegando o final do ano e nosso reitor, à época, Pe. Zé Linhares foi, subitamente, convidado a fazer um curso na Alemanha. Acho que por incompatibilidade com o povo da “gloriosa”. Antes porém de transmitir o cargo para o novo reitor, Pe. Sadoc, ele chamou todos os seminaristas para uma conversa pessoal. A mim ele disse: “Ramiro, você não tem vocação para ser Padre, se eu fosse continuar aqui você não iria para a Prainha. Mas vou deixar isso a cargo do Sadoc”. Fui. Passei o ano de 1965 no Seminário da Prainha. Ao final do ano fui convidado pela terceira vez a sair por falta de vocação. Não por meu critério mas pelo dos padres de lá. Chorei como uma criança.

E agora? O que fazer? Voltar para a enxada? Meus pais não tinham condições de me colocar em outro colégio. Novamente a intervenção do Pe. Joviniano me colocou de novo na Betânia. Agora não mais como seminarista. Morava lá num quarto, tomava as refeições após os seminaristas, estudava no Colégio Estadual Professor Arruda e fazia alguns trabalhos esporádicos para o seminário e para o “Correio da Semana”. Mas a irresponsabilidade do agora rapazote foi tal que fui reprovado, perdi a vaga no Colégio e a “boquinha” no seminário.

Novamente, a ameaça da enxada. Mas fui acolhido por um tio em Caucaia. Este me pôs no prumo. Trabalhei na lanchonete dele por um ano e meio e a partir daí trilhei caminhos mais retos.

Comecei a trabalhar aos dezessete anos no Serviço Telefônico de Fortaleza (depois Teleceará) como datilógrafo e logo em seguida como Programador e Analista de Sistemas.

Entrei na Faculdade de Ciências Econômicas da UFC em 1969, mas só fui terminar o curso em 1978 já em Brasília. Em 1974 me casei e logo em seguida fui morar em Brasília. Aqui trabalhei na Telebrasília (OI), Telebrás e Ministério das Comunicações como Analista de Sistemas.

Desde 1998, aos 48 anos estou aposentado, após 30 anos de serviço, antecipado por ter sido vitimado de doença coronariana. Mas estou me sentindo muito bem agora aos 64 anos. Bem vividos.

A família aos poucos foi crescendo. Hoje tenho duas filhas e um filho, todos casados, trabalhando e bem na vida. Tenho também oito netinhos, alegrias de meu início de velhice.

Detalhando mais sobre minha família:

Sou casado desde 1974 com Maria Neila Araújo Pereira, de Santana do Acaraú, formada em Engenharia Civil e em Fisioterapia, aposentada como funcionária do Banco Central do Brasil;

Ramiro Pereira e a esposa Neila Araújo Pereira

Nossa primeira filha é Andréa Araújo Pereira, brasiliense, bacharela em Relações Internacionais, Gestora Pública do Ministério do Planejamento, casou-se com João Aurélio Mendes Braga de Sousa, baiano, Engenheiro Civil e Bacharel em Direito, Gestor Público no Ministério da Justiça. Têm três filhos, Pedro Luís Pereira Braga de Sousa, Davi Pereira Braga de Sousa e Manuela Pereira Braga de Sousa. Nossa segunda filha é Denise Maria Araújo Pereira, brasiliense, bacharela em Direito, trabalha no Superior Tribunal de Justiça, casou-se com Thiago Cezar Gomes Melo, mato-grossense, bacharel em Ciência da Computação, artesão. Têm três filhos, Matheus Pereira Melo, Tomás Pereira Melo. e José Pereira Melo. Nosso caçula é Lucas Araújo Pereira, brasiliense, bacharel em Ciência da Computação, Major do Corpo de Bombeiro do DF, casou-se com Fernanda de Souza Nogueira, brasiliense, bacharela em Turismo e técnica em Hematologia e trabalha no Hospital das Forças Armadas. Têm duas filhas, Isabela de Souza Pereira e Marina de Souza Pereira.

Para concluir quero registrar que os cinco anos de seminário foram de suma importância, tanto nos aspectos de formação física e de caráter quanto de formação escolar e religiosa, propiciando as bases necessárias para a vida.

(*) FRANCISCO RAMIRO PEREIRA, na Betânia de 1964 a 1967 -Texto extraído do livro SEMINARIO DA BETÂNIA – AD VITAM – 65 DECLARAÇÕES DE AMOR, de Leunam Gomes e Aguiar Moura – Edições UVA, 2015

Verbos de Ação – Texto de Cícero Matos de Castro

CÍCERO MATOS DE CASTROProfessor, Advogado e Trovador

As estradas desoladas proliferam pelo mundo. Nelas há samaritanos e salteadores. A narração simples e linear abraça o dinamismo da luta interior e da identidade da criatura humana ao encontro da fraternidade e da sua dignidade.

Começa com os salteadores, consumindo um assalto. Hoje um fato banalizado. Exibe as sombras tensas do abandono e da violência. Os olhares se voltam para aqueles que passam ao largo. Distantes. Indiferentes. Um sacerdote e um levita. Não fora novidade. Eram pessoas religiosas. Os ¨salteadores do caminho¨ os contabilizaram como cúmplices.

Neste fato aparece o bom samaritano, o caminhante da Samaria. Ele cuida do outro, do ferido. No ato, não agiu sozinho. Estende o seu olhar lateral e encontra um estalajadeiro. Assume dívida a despesa. Continua a sua lida. Não espera reconhecimento nem, tampouco, agradecimentos.

Finalmente, olhemos os feridos de hoje. Quantos! As Marias do Rosário continuam existindo e os delinquentes impunes. A Maria da Penha banalizada por magistrados que não honram a toga que vestem. Delegatários de poderes e investidos de múnus público. Incluam-se os deputados machistas que maculam o mandato que receberam do povo.

Minhas expectativas para 2021: que respeitem o sagrado, restabelecendo a dignidade da pessoa humana, imagem e semelhança de Deus.

No vácuo das madrugadas,

chegam os verbos de ação.

Passam Penhas e boiadas,

no plenário? Passa a mão.

(*) Cícero Matos de Castro, de Nova Russas – Ce.                                                                                             Betanista, Professor, Advogado e Trovador

São Gonçalo/RJ, 20 de dezembro de 2020.

AULAS QUE DEIXARAM MARCAS

A nossa experiência com a disciplina LITERATURA CEARENSE, na Universidade Estadual Vale do Acaraú- UVA, foi muito marcante. Para mim, como Professor e para o grupo de alunos.

Adotamos uma Metodologia que privilegiava a participação e o conhecimento dos alunos, oriundos de vários municípios da região norte do Ceará. Vinham diariamente e retornavam após as aulas. Todos tinham trabalhos no dia seguinte.

O envolvimento do conteúdo da disciplina com a realidade de cada aluno em suas comunidades os fez descobrir muitos valores locais. É o que dizem em seus testemunhos.

O depoimento de LUCIANA LINHARES, de Camocim – Ce.

Muitas eram as descobertas. Uns mais, outros menos, mas todos tinham algo a dizer, como nos confirma Luciana Linhares, de Camocim, hoje já exercendo o magistério: “Falar das aulas de Literatura Cearense hoje é voltar aos bons tempos de faculdade. Durante os seis meses da disciplina ministrada pelo prof. Leunam, nós alunos descobrimos a importância da literatura em nossos municípios. De valorizar o que é nosso e de mostrar para os outros municípios ou estados que também temos escritores espetaculares e que também fazemos parte da literatura cearense. Movida por essa importância, durante as aulas de Literatura Cearense levei o autor, Raimundo Sotero, grande poeta cearense que mora em Camocim. Foi um momento especial e de muito conhecimento.”. 

VANESSA NOBRE, de Forquilha – Ce. Hoje Professora e Psicóloga

Vanessa Nobre destaca as descobertas que fez: “Confesso que até então não dava a devida importância à literatura local. A carga horária da disciplina era reduzida e o tempo, muito corrido. Mas ao mergulhar no universo da Literatura Cearense (Mais tarde pude reforçar nas aulas de Tópicos Especiais) foi uma experiência única. Ver o Ceará como berço de grandes escritores que contribuíram com nossa cultura, bem como conhecer melhor os autores e as obras através de aulas dinâmicas foi muito proveitoso para minha vivência acadêmica, além de contribuir para meu crescimento como profissional e ser humano”.


Vanessa Nobre, de Forquilha – Ceará, Graduada em Letras pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, Professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação pela rede municipal da cidade de Sobral-CE.

MAYUME PASSOS LOPES, de Reriutaba, hoje Gestora Escolar, em Fortaleza.

Mayume Passos Lopes, de Reriutaba, hoje Especialista em Gestão e Coordenação Escolar – Coordenadora Pedagógica da EEEP Comendador Miguel Gurgel, em Fortaleza: “Aulas do professor Leunam, um treino para a vida! Recordo-me, com imensa alegria, do significado de trabalhar no coletivo, do valor existente nas relações e das valiosas lições de humildade. Um conhecimento que ultrapassou as quatro paredes e que nos proporcionou ser profissionais mais humanos, mais empáticos e, consequentemente, melhores. Foram momentos em que, por meio do lúdico, exercitamos a epistemologia da prática, tudo de uma forma tão intensa, que naturalmente mergulhávamos nas profundezas do nosso íntimo…” 

Estes depoimentos, estão no nosso livro PROFESSOR COM PRAZER e estão sendo compartilhados aqui para que todos os Professores percebam que podem fazer diferente em suas salas de aula. Basta saber envolver os alunos. Desde o Ensino Fundamental até a pós graduação. Já fiz e sempre deu certo. É questão de saber ousar e sair da rotina. Não pode ser de qualquer jeito. É preciso ter uma fundamentação. Os alunos precisam perceber a segurança do Professor quando adota uma forma diferente de conduzir a sala de aula. Não é fazer por fazer. Inovar por inovar, mas ter consciência do alcance de sua metodologia. Estude, planeje, experimente e que dará certo.

PASSANDO EM BETÂNIA João Batista da Silva, (de 1964/1967)

Mesmo estorricado pela inclemência do demorado estio, há um rio que logo correrá pela minha aldeia.

Meu vilarejo, encravado na cordilheira da Ibiapaba, Quatiguaba, é o encontro das águas vindas do Tianguá com as que descem da Viçosa do Ceará.

Dr. João Batista da Silva, de Quatiguaba, Viçosa do Ceará

Meu vilarejo, encravado na cordilheira da Ibiapaba, Quatiguaba, é o encontro das águas vindas do Tianguá com as que descem da Viçosa do Ceará.


Assim também era o relacionamento da aldeia com os brancos.
Da Viçosa desciam urnas para apanhar votos, que de quatro em quatro anos os nativos alienadamente entregavam.

Do Tianguá vinha o ensinamento e a palavra da fé que a desobriga permitia acontecer bimestralmente.

Éramos do município da Viçosa, porém pertencíamos à paróquia de Tianguá.


Foi dessa terra isolada, que passando por Tianguá e Juazeiro do Norte (colégio dos salesianos), numa espécie de pré seminário, cheguei à Betânia. Pe. Tibúrcio Gonçalves de Paula , homem generoso, humanista e amigo de meu avô, um dos líderes do vilarejo, conduziu-me neste itinerário.


Era o princípio de um aprendizado inesquecível.


Em 1964, quando cheguei ao seminário, ainda avistei o Pe. Edmilson Cruz já de saída para Fortaleza e convivi com o Pe. Zé Linhares, ambos fazendo-me recordar suas passagens pela minha aldeia em datas diferentes, a serviço da OVS, da qual fui beneficiário. Homens sérios, responsáveis e cultos, os padres, faziam-nos ter-lhes reverentemente como referência.


Pe. Zé, o impecável comandante, Pe. Osvaldo, o mestre por excelência, deixaram suas marcas numa geração de vencedores. Julgo-me no rol dos vitoriosos !
Sou grato a Deus pela vida dos magníficos mestres da Betânia que se doaram para nos ensinar para a vida.João Batista da Silva, um nome muito simples entre os mais comuns.

Para o Pe. Tibúrcio Gonçalves de Paula, vigário de Tianguá, nossa paróquia, eu era o João.Para o Pe. José Linhares Ponte, reitor do seminário, Batista.
Para o Pe. Osvaldo Carneiro Chaves, mestre por excelência, eu era o Da Silva.
Para mim, estes homens enriqueceram cada pedaço do meu nome, concedendo-me o privilégio de usá-lo na plenitude.Que o Pai que vê, em secreto,os recompense!

Ao Sr. José Cândido da Silva e à D. Francisca Maria de Olivindo, meus pais, a minha eterna gratidão por terem me dado o melhor.

Batista, de braços cruzados
Minha amada Rosa Lúcia e nossos filhos João Marcos/Lígia (médicos), Daniel/Fernanda(Ministério Público Federal/Nutricionista), Lucas/Priscila(Oficial Marinha Mercante/Direito), até aqui Sara, Sofia e Samuel, nossos netos, loiros de uma jornada vitoriosa.

Os alunos: construtores do conhecimento. Texto de Mirian Araújo

Lecionar no Ensino Superior sempre foi um dos meus grandes desejos. Isto se tornou possível com o incentivo de uma pessoa que acreditou no meu potencial de educadora, o grande mestre professor Leunam Gomes. Suas orientações metodológicas, na perspectiva da Educação Biocêntrica, me fizeram acreditar que “Em educação sem participação, não há mudança”.  Pude comprovar tudo isso na prática em sala de aula, sob suas orientações.  

Professora Mirian Araújo, de Ipueiras, com atuação em Croatá – Ce.

A  cada encontro nas aulas de graduação, seguindo o roteiro que construí seguindo suas instruções, sentia os resultados positivos.  A metodologia proporcionava momentos de interação com trabalhos em grupos, pesquisa de campo, simpósios, seminários, entrevistas com a comunidade e debates.  Era perceptível o envolvimento dos alunos nos assuntos abordados, porque eles tinham a oportunidade de opinar, aumentando a sua autonomia e, ao mesmo tempo, a sua autoconfiança.

Na introdução da disciplina adotávamos sempre dinâmicas de apresentação dos alunos, com oportunidades para que mostrassem o que já sabiam sobre o assunto. Sem pressa e dando muita atenção. Desta forma, os alunos exercitavam técnicas que podiam adotar em suas próprias aulas, visto que a maioria já exercia o magistério.                                              

Os questionamentos feitos aos alunos na graduação, eles levavam, como tarefas, para entrevistar outros professores da comunidade. Assim eles podiam verificar até que ponto os conteúdos estavam próximos da realidade.  Na aula seguinte os alunos apresentavam as respostas concedidas pelos profissionais e, a partir daí, tornava-se um debate participativo, onde todos tinham a oportunidade de expressar também as suas ideias. Nessa perspectiva, as aulas não se tornavam monótonas e os alunos participavam, construindo o conhecimento de forma prazerosa. Daí então, o encadeamento dos assuntos da disciplina partia dos conhecimentos dos alunos. O aprofundamento dos conteúdos sempre partia do que os alunos traziam para a sala de aula. Isto fazia com que tivessem mais vontade de aprender e aprofundar o que já sabiam.  Os alunos estavam sempre se sentindo construtores do conhecimento. As avaliações dos encontros, realizadas pelos alunos, sempre foram muito boas e isso  só aumentava  o meu desejo de fazer bem melhor e diferente.

Pretendo continuar utilizando esta metodologia, pois acredito na educação participativa, onde o conhecimento é construído coletivamente. “Sempre temos algo para aprender e ensinar”. Posso assegurar que se a gente tiver coragem de ousar e criar oportunidade de participação dos alunos, como diz o prof. Leunam, o aprendizado é garantido, gerando prazer para quem ensina e para quem aprende. 

Mirian Araújo é de Ipueiras, graduada em Pedagogia, Letras, Habilitação em Física e Química. Tem Especialização em Gestão Escolar.  Foi Secretária de Educação em Croatá, Ceará

Comissão Especial de Anistia analisou requerimentos de indenização

Na última quarta-feira, 2 de dezembro, os novos componentes da Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou, nomeados pelo Governador Camilo Santana reuniram-se para avaliar  Processos de Requerimento de indenizações pelos danos causados pela ditadura, no Estado do Ceará.

Reunião dos Conselheiros da Comissão Especial de Anistia WANDA SIDOU

A reunião aconteceu no auditório da Casa dos Conselhos da Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos, com a participação dos Conselheiros: FRANCISCO LEUNAM GOMES – Presidente, MÁRCIO DE SOUSA PORTO, representante da Secretaria de Cultura; LEILIANE DOS SANTOS SILVA, Conselheira- titular, representante da Casa Civil; KENNEDY REIAL LINHARES, Conselheiro-titular, representante da OAB-Ce; RICARDO MARIA NOBRE OTHON SIDOU – Conselheiro-titular, representante do CREMEC; FÁTIMA MARIA LEITÃO  ARAÚJO – Conselheira-titular, representante da UECE e FRANCISCO  ANDERSON CARVALHO DE LIMA – Conselheiro titular, representante do Conselho Regional de Psicologia -RP 11 – Ce. Secretário Executivo: Célio Miranda de Albuquerque.

Todas as medidas de segurança foram adotadas para a reunião presencial em que também estiveram presentes familiares e representantes dos autores dos Requerimentos. Demais representantes e convidados tiveram acesso ao local da reunião quando era feito, formalmente, o pedido de desculpas, pelo Estado.

A reunião teve inicio às 14,30 e prolongou-se até às 19 horas para que todos os requerimentos, distribuídos para análise e Parecer dos Conselheiros fossem apreciados e votados, seguindo os procedimentos estabelecidos pelo Regimento Interno da Comissão. Dos 13 Requerimentos, apenas um não foi apresentado, em virtude da ausência do Conselheiro responsável pela apreciação e emissão de Parecer.

Após a apresentação de cada Parecer, tendo sido aprovado pelos Conselheiros, o beneficiário ou seus representantes e convidados eram chamados ao recinto para que, na presença de todos, um dos Conselheiros, autorizado pelo Presidente da Comissão de Anistia Wanda Sidou, em nome do Estado, fizesse, formalmente, um pedido de desculpas pelos danos que lhe foram causados pela ditadura, no Ceará. Alguns dos presentes não contiveram as lágrimas naquele momento emocionante e tão, ansiosamente, esperado. 

Momento mais emocionante: Pedido de desculpas do Estado, representado por Conselheiros, pelos danos causados pela ditadura

PROCESSOS DEFERIDOS:

Raimundo Nonato Teixeira; Lylia da Silva Guedes Galleti; Carlos Costa Jatahy;

Maria Nadja Leite Oliveira; José Eudes Freire Norões; Maria Daciane Lycarião Barreto;

José Arruda Lopes; Rafael Cordeiro de Sousa; José Gentil Lopes; Carlos Thmosekhenko de Sales; Amadeu Alves de Lima e Nilo Rodrigues da Silva.

PRIMEIRO PLANO – 27/11/20 Lecy Brandão: NA SALA DE AULA É QUE SE FORMA O CIDADÃO

Na próxima quarta-feira, dia 2 de dezembro, acontecerá a primeira reunião da Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou, com sua nova composição.

Na pauta, apreciação de processos de pessoas que se sentem prejudicadas por perseguições durante a ditadura de 64.

A nova Lei, promulgada pelo Governador Camilo Santana, em seu parágrafo único, diz que o pedido de indenização  poderá ser apresentado a qualquer tempo, devidamente fundamentado.

O que justifica alguém esmurrar, até a morte, uma pessoa a quem não conhece. Será apenas para exibir-se para patrões ou seus representantes?

Uma parceira, com ares de diretora do espetáculo, acompanha os algozes, parecendo estar filmando tudo e ainda nega ter participado.

Uma moça, sem motivo algum, assumindo ares de autoridade, dizendo-se advogada, agride um rapaz que lhe parecia homossexual, numa padaria. Um absurdo.

Fatos como estes estão se repetindo com frequência, em formatos diferentes. Por que tais pessoas se sentem autorizadas a agredir?  Ou é ódio gratuito.

Insisto nisto por experiência própria. Como diz Lecy Brandão: “Na sala de aula é que se forma um cidadão. Na sala de aula é que se muda uma nação”.

Nas minhas aulas, pessoas que nunca se viram, depois de quinze a vinte minutos, já começam a parecer velhos amigos. Os trabalhos em grupo fazem descobrir afinidades.

Já testei isto inúmeras vezes e sempre tem dado certo. E dali surgem grandes amizades. Descobrem-se muitos valores. A sala de aula é para compartilhar conhecimentos.

Em Poranga, os Professores Maria José Oliveira e Fernando Lima, que fizeram o Curso de Metodologia do Ensino, com base na Educação Biocêntrica, comprovam.

Seria muito bom que os prefeitos recém eleitos  valorizassem a Educação de Jovens e Adultos. É uma questão de justiça para quem não teve oportunidade no tempo certo.

Com metodologia adequada, motivação, capacitação e bom acompanhamento, é facílimo acabar com o analfabetismo de adultos, em dois anos. Recursos financeiros federais existem.

O analfabetismo de jovens e adultos é a mais visível manifestação da desigualdade social em cada município. No passado, havia que achasse vantagem ter analfabetos.

Sugiro: Procurem o Centro de Desenvolvimento Humano – CDH, em Fortaleza. É uma instituição com vasta e histórica experiência no assunto.

Como disse Leonel Brizola: “A Educação não custa caro. Caro mesmo é a ignorância”. Isto é muito fácil de constatar.

Gosto muito de acompanhar os sucessos de meus ex alunos. A Professora Vânia Pontes, de Ipueiras, hoje Doutoranda em Direito, tem ganho vários concursos com seus textos literários.

Praticamente todos ficaram entusiasmados com um jeito diferente de conduzir a sala de aula e estão exercitando, com sucesso, em suas cidades.

Por falar em cidade, vi que a rua que tem o nome de meu pai – José Raimundo Gomes – está recebendo cuidados especiais do prefeito Adail Machado. Moradores felizes. E a família também.

Alegria geral na família com a chegada do Pedrinho, filho de Pedro e Laíza. Ela, filha de Aparecida e Leildo Gomes. Portanto, sobrinha e afilhada.

O TESTEMUNHO DOS ALUNOS – por Leunam Gomes

Das minhas experiências em sala de aula, a oportunidade de ministrar a disciplina Literatura Cearense, no Curso de Letras da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, foi das mais gratificantes. Era minha intenção fazer diferente para mostrar que uma sala de aula pode ser um momento de prazer para o Professor e para os alunos.

Observava que aqueles alunos vinham de diversas cidades da região e tinham que passar quatro horas apenas ouvindo exposições dos professores. Depois dali, viajavam mais de uma hora para retornar aos seus municípios de origem. Um ou outro Professor fazia uso do Datashow como recursos didático. E já parecia grande avanço. Pouquíssimos eram os que envolviam os alunos no processo de aprendizagem.

E a experiência foi um sucesso. Aí estão depoimentos de uma aluna e de um aluno, de cidades diferentes. Bruna, do Ipu e Neto Muniz, de Cruz.

MARIA BRUNA PINTO, de Ipu – Ceará

Maria Bruna de Sousa Pinto, de Ipu, destaca a oportunidade de descobrir nossos autores e o exercício da comunicação durante as aulas: “Tenho lembranças muito boas!!! Foi uma disciplina a meu ver muito interessante, pois quando começamos a estudar Literatura Cearense temos uma tendência meio que involuntária e errada, de achar que nossa terra nada produziu depois de José de Alencar. Então, uma disciplina como esta, voltada para o nosso berço é muito importante para acabar com o nosso preconceito, que acontece por falta de informação, por não conhecermos realmente a nossa cultura! Outro ponto positivo desta aula foi que, mesmo muitos não se saindo bem na apresentação, o professor Leunam sempre enfatizou a importância de praticar a comunicação, o exercício da fala em público, o que deveria ser trabalhado desde os primeiros anos estudantis para hoje não ser um trauma ou obstáculo grande para a maioria das pessoas!!!! Adorei ter sido sua aluna, tê-lo conhecido! Um beijo, professor!!!

NETO MUNIZ, de Cruz – Ceará

Semelhantes observações são feitas pelo jovem Neto Muniz, de Cruz, que tanto se entusiasmou com o que descobriu, a partir da disciplina Literatura Cearense, que não só enveredou pelos caminhos da produção literária como tomou a iniciativa de criar a Academia Cearense de Letras Virtual. Sua ideia foi rapidamente aceita e inúmeras pessoas se engajaram.

 “As aulas de Literatura Cearense no Curso de Letras da UVA foram, para mim, uma experiência singular. No sentido mais amplo do termo pedagógico, as aulas eram dialogais, sem a presunção do professor-palestrante, mas com a efetiva participação do público matriculado na Disciplina. Escamoteado o método bancário de conhecimento, fazíamos reflexões e discussões em torno da literatura produzida em nosso Estado, levando em conta o saber que cada aluno já detinha.

Às quintas-feiras à noite (semestre 2009.2) eram momentos de regozijo. Sem que o nível da discussão caísse, debatíamos sobre os autores cearenses que conhecíamos e o professor Leunam Gomes, com magistral categoria, conduzia-nos a um pensamento crítico e reflexivo acerca da literatura Alencarina. Cada qual estava responsabilizado por levar um autor ou uma “lenda urbana“ de sua cidade, de modo que, além de nos prepararmos para a fala em público, ficávamos a par das histórias e historietas produzidas – e, apesar de não publicadas, não menos importantes para nossa literatura – nos mais diversos rincões da região norte cearense. “Ao Senhor professor Leunam Gomes, minhas máximas vênias”.

Neto Muniz psicólogo e mestre em Psicologia pela UFC.   Atualmente professor substituto do curso de Psicologia da UFC – Campus Sobral), responsável pelo setor de estudos Psicologia Social.

BOM DIA, HUMANOS!

Às vezes a mão é estendida, o ouvido é oferecido, mas nem sempre o orgulho nos permite aceitar.  E aí nos enchemos de sorrisos que escondem as lágrimas de um penar.

O fato é que julgamos e condenamos pelas ações superficiais das pessoas. Exigimos comportamentos que elas não podem ter. Desconhecemos a história, na íntegra, e formamos nossa visão com base em um fato.

Quando não encontramos saída para os percalços da vida, da nossa vida, atribuímos a terceiros, como forma de aliviar o sentimento de impotência mediante a realidade.

Não suportamos o bem-estar do outro, a alegria do outro e ver as conquistas do outro. E aí, de forma irracional, nos pegamos na contramão de nossas teorias, tentando apagar ou dar insignificância ao outro.

O nosso ego faz com que desprezemos as pessoas e, posteriormente, nos queixemos de indiferença. Parece ser mais fácil do que dizermos: me escuta.

A vida não está fácil. E assim seguimos, quase sempre, como ÁGUA VIVA e, audaciosamente, insultando os ANIMAIS, digo os burros, os jumentos e as cobras. BOM DIA, HUMANOS!

Texto da Professora MARIA JOSÉ OLIVEIRA, de Poranga – Ceará

Já são 7 poemas aprovados! Aguardando os livros das editoras

1. Livro: Antologia de Halloween _ 🧝‍♂️🎃Poema: “Anjo Bruxo“, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️;

2. Livro: Histórias Para Ler e Morrer de Medo  _ 🧛‍♀️🦇 Poema: “Sobrevivente“, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️;

3. Livro: Tributo do Poeta Odair Ribeiro _ ❤🤸‍♂️ Poema: “Coração Menino“, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️.

4. Livro: Tempo de Amar _ 🔥❤🔥Poema: “Filha do Fogo“, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️.

5. Livro: Nas Entrelinhas do Amor _ 💔💥Poema: “Meia Palavra“, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️.

6. Livro: 100 Anos de Clarice  _ 🧜‍♂️🧜‍♀️ Poema🎣: “Um Peixe“, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️.

7. Livro: Cotidiano Introspectivo – Centenário de Clarice Lispector  _ 🔃Poema: “Mesmice”, da Menina da Luz Encantada🙋‍♀️

VANIA PONTES, de Ipueiras, é graduada em Letras e Psicologia. Mestra em Doutoranda na área de Direito. Gestora Pedagógica do Curso de Direito da FAL/UNINTA, de Sobral – Ceará. PARABÉNS PELAS SUCESSIVAS VITÓRIAS como escritora, contista e poetisa.