Mês: maio 2020

Dos Betanistas

Dirceu Azevedo Vasconcelos

Subi o monte

Virei a primeira página do livro da minha vida

Fui julgado, absolvido e amado

Amei mais do que fui amado

Vivi a madrugada e muito pouco o pôr do sol

Andei no meio da multidão sozinho

Chorei baixinho no canto do salão

Subi o monte, para de cima, ver-te melhor!

Não mais desci

Vivo hoje, no alto do morro, perto das estrelas

Lua como amiga

Conversamos muito, e cada dia entendo mais as estrelas do que você!

Um dia descerei do morro amando mais,

Pois, aprendi com as estrelas,

Que para amar, tem que ter luz própria

E o coração sempre disposto a amar.

Subirei o monte sempre que necessário

Quando cai a noite, cintilantemente, conversamos!

Temos nosso código secreto!

Ah! Estrelas andam cintilando mais do que o costume!

Algum astro as ameaçam!

Astro sem coração, deixes minhas estrelas!

Elas estão chorando!

No meu quarto, pedaços de estrelas, entram pela minha janela,

Enchendo-me de luz, que me move nesta escuridão

Da vida que levo.

Dia do Geógrafo

A CIÊNCIA GEOGRÁFICA por Aninha Martins

Por si, é interdisciplinar

Pois, depende e influencia

A História e a Economia

A Ciência e a Biologia

Unificada ou dividida

Em Humana ou Natural.

Descobriu-se várias correntes:

Determinista, Possibilista,

Crítica e Tradicional

Hartshorne reconheceu a Regional.

Investiga o tempo e o espaço,

As Eras geológicas,

A deriva continental,

Os fusos horários

E a Nova Ordem Mundial.

Considerada “matéria decoreba”

Por anos, foi Estudos Sociais

Mas, foi visto que era muito mais.

Demarcada em vários ramos

Que se completam e se integram

Investigando de maneira singular

Cada elemento a se verificar:

A superfície terrestre é visto na Geomorfologia,

Suas alterações na Geologia,

Os solos na Pedologia,

Os mapas na Cartografia

E as águas na Hidrografia.

Divide-se o relevo

Cada parte com sua definição

Em montes, montanhas e outeiro

Serras, serrotes, morros e colinas

Planaltos, vales, planícies e depressão.

A mistura de vegetação e climas

Resulta em nossos biomas

Florestas e a Savana

Classificada em Cerrado e Caatinga

Tundra, Pantanal e Desértica

Carnaúba e Mata dos Cocais

São consideradas como vegetais de transição.

Analisa os paralelos divididos em latitudes

Os meridianos repartidos em longitudes

A Teoria Gaia  e as Zonas Térmicas,

Os ventos e as marés,

Os terremotos em suas magnitudes.

É estudado o mundo fragmentado

Em dois pólos de poder

Entre Socialismo e Capitalismo

Que deu início a “Guerra Fria”

Uma batalha de ideologia.

As relações de trabalho

Que modifica e transforma

A Paisagem, o Lugar, a Região

Conceitos parecidos

Mas, cada um com sua descrição.

O processo de urbanização,

A criação das metrópoles,

Milton Santos e a Globalização

São analisados com precisão.

Quem não gosta(va) de Geografia

Agora precisa pensar

Em sua importância e glória

E saber o que irá falar

Pois, isso é só uma amostra

Do que se tem pra averiguar.

Geógrafa, Professora, Poetisa e Escritora Ipuense

Dos Betanistas

JUAREZ CONTANDO A HISTÓRIA:

Eu e o François já estávamos conhecidos nos cursinhos –  CIPAM, Gregório Mendel, Humberto de Campos, CEPREMA, Cabral, Cursão (1971), Equipe (surgiu em 1973), Skema (surgiu em 1975)quando encontramos o Pimpão e, para ele, conseguimos umas aulas.

Em pouco tempo o danado fez nome e começou a ganhar um bom dinheiro. Escondeu o apelido e todos só o conheciam como Professor Paulo Monteiro.

Um dia, o Curso Djacir Menezes deu uma festa para comemorar o aniversário do já afamado Prof. Monteiro.

Nesse dia resolvi entregar, pra todo mundo, o velho apelido dos tempos de seminário.

Então produzi uma paródia do famoso soneto do padre Antônio Thomaz, A Meretriz.

Pimpão ficou sem jeito no início, mas depois me agradeceu porque o cognome era muito mais comercial e de certo modo singular, original.

O MODERNISMO – por Aninha Martins

O Modernismo teve início com a tão conhecida Semana de 22 ou Semana de Arte Moderna, onde artistas de vários segmentos queriam quebrar com as amarras, com as normas e regras implantadas, sobretudo, pelos Parnasianos.

De fevereiro de 22 em diante, pretendia-se escrever, pintar, tocar, cantar, dançar e atuar mais livremente. Mas todo período literário ou Escola Literária, acontece dentro de um contexto histórico, em que os artistas denunciam, louvam e mostram os sentimentos em relação ao que está acontecendo. Os artistas ou literatos, por serem pessoas de grande sensibilidade, costumam refletir sobre o sentido de estar no mundo e sobre tudo que acontece ao seu redor que influencia no seu universo interior.

E o ano de 2020, será um marco na vida de todos os indivíduos no mundo inteiro.

Assim, como o ano de 1922 foi para todo o Brasil artístico. Este momento de reclusão, de medo, ansiedade e também de superação, para muitos, será um tempo em que a arte, sobretudo, a literatura terá um ambiente propício para muitas mudanças.

Nossa escrita falará de dor, de tristeza, de incertezas de forma bonita, como os poetas fazem. Assim, como fez o “poetinha” Vinícius de Morais que falou, lindamente, sobre uma das maiores catástrofes que ocorreu, uma bomba destruidora, ele amenizou o estrago comparando-a a uma rosa. Como fez Clarice, ao romantizar a morte de Macabea intitulando sua obra de A Hora da Estrela ou Drumond que levantou tantas questões sociais só com uma indagação: E AGORA, JOSÉ?

Mas o artista/poeta/escritor não vive somente de metáforas, não vive somente no mundo dos sonhos, não viaja somente, nas asas da imaginação. Ele precisa se alimentar do pão real, ler livros impressos, atravessar fronteiras em viagens de verdade, pisar na areia branca e banhar os pés em águas salgadas, necessita fazer compras e tomar vinho.

Por isso, o artista pede aos demais que estão acima, hierarquicamente, que entendam e atendam suas necessidades físicas para que ele possa continuar criando e contribuindo para o mundo da emoção!

Professora Aninha Martins, de IPU – Poetisa e Escritora

A PANDEMIA E SEUS REFLEXOS NA SAÚDE, NA ECONOMIA E NA POLÍTICA DO BRASIL. por Francisco Jose Rodrigues Bezerra de Menezes (Franzé Bezerra) (*)

Dr. FRANZÉ BEZERRA

 A pandemia de 2020, decorrente do avassalador inimigo invisível que surgiu na China, denominado Covid-19, na cidade Wuhan, surpreendeu o mundo científico diante de sua fácil propagação e letalidade, escancarando as deficiências dos sistemas de saúde, até mesmo dos países chamados de primeiro mundo, os quais se demonstraram incapazes de atender a grande demanda de vítimas.

Ao lado da crise pandêmica, uma outra é igualmente preocupante: a desestabilização da economia, aqui e mundo afora, bem como a letargia dos governantes em identificar a gravidade do vírus, adiando ações indispensáveis para conter a sua disseminação; outros são negacionistas da própria pandemia, no primeiro momento; e os que permanecem subestimando-a, inclusive com bravatas incompreensíveis para a catástrofe  que se confirma, como se dá com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que, mesmo diante do colapso do sistema de saúde, contribui com crises institucionais (vide as mudanças frequentes no Ministério da Saúde, bem como a tentativa de impor protocolos que não são recomendados pela ciência e pela Organização Mundial de Saúde – OMS).

É, frente a esse espectro, que se pretende analisar a maior crise sanitária já registrada, trazendo informações de como os estados federados estão enfrentando o coronavírus, observando as deficiências do Sistema Único de Saúde, SUS, além de suas imbricações socioeconômicas.

As tristes notícias vindas do continente europeu, notadamente da Itália, assustaram o mundo, pois dia a dia se registrava na região da Lombardia, havida como o epicentro italiano da pandemia, a morte diária de mais de 800 vítimas do coronavírus. As elevadas perdas levaram o governo a adotar medidas restritivas de circulação de pessoas, o chamado isolamento social. Decretos foram editados para regular o funcionamento de várias atividades essenciais, do fechamento do comércio, de escolas, de universidades e de seus tracionais pontos turísticos, naturalmente trazendo abalo na economia do país. O turismo consiste em uma das principais fontes da receita da Itália.

Ao mesmo tempo, o coronavírus avançava noutros países, como se deu na Espanha – com igual gravidade da Itália – chegando com muita força no Reino Unido, Rússia, Américas do Norte e do Sul, alastrando-se, praticamente, sobre todos os continentes.

Com o avanço do vírus no território brasileiro, o que se assistiu foi a pronta resposta dos governadores, notadamente no estabelecimento de diretrizes para o distanciamento social, cuja medida é a mais eficaz para estancar a propagação, aliás, experiência vivenciada nos primeiros países atingidos. É de se frisar que o então Ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta, seguiu os protocolos de orientação da OMS, e pautou o trabalho do Ministério dentro da regra comum da ciência, atraindo descontentamento de seguidores do governo e do próprio Presidente.

 Ao mesmo tempo que a pandemia se alastrava, mesmo com as medidas restritivas decorrentes do necessário isolamento social, a crise econômica já se fazia notar nos mais diversos recantos do país, evidenciando a urgência do necessário socorro do Governo Federal para atender o universo de desempregados, de informais e de outras categorias de trabalhadores atingidos com a paralisação de suas atividades.

No entanto, o silêncio da equipe econômica, especialmente, do liberal Paulo Guedes, assustava, pois se mantinha inerte, sem saber o que fazer, demonstrando que não se valia de plano algum para enfrentar a crise social agravada com a pandemia. Naquele momento, surge o protagonismo do Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que mobilizou as lideranças para discutir, em sessão virtual, um plano emergencial para socorrer a grande massa de brasileiros, resultando na aprovação do chamado AUXÍLIO EMERGENCIAL. De início, foi proposto pela equipe econômica do Governo Federal em R$ 200,00, mas a oposição emplacou os atuais R$ 600,00, podendo chegar até R$ 1.200,00 para grupo familiar, pelo período de 3 (três) meses.

Com o avanço da pandemia mundo afora, já presente em vários estados brasileiros, os governadores iniciaram verdadeira batalha contra o tempo para enfrentar o mortal inimigo, obstaculizada pelo esvaziamento dos recursos do SUS pelo Governo Temer, através da famigerada PEC 241/2016, que retirou bilhões da saúde, como também pela omissão do atual governo Bolsonaro, mesmo com a boa intenção e transparência do Ministro Mandetta. Os mandantes estaduais tiveram que fazer operação de guerra para construir hospitais de campanha, adquirir insumos e equipamentos, a fim de atender a um número cada vez maior de infectados, com criação de leitos de UTI, uma vez que o sistema pré-existente já estava colapsado, sem condições de abrigar os doentes graves.

É imperioso registrar que as ações dos governadores foram e ainda são de importância crucial para o combate ao Sars-CoV-2, que vai além da imposição legal de diretrizes do isolamento social, e da implantação de leitos exclusivos para pacientes. Tiveram, também, que enfrentar o permanente boicote do Presidente da República ao isolamento social, este imbuído na defesa de que “a economia não pode parar, e que o desemprego matará mais do que o vírus”.

Mesmo com o avanço da pandemia, o PR segue relativizando a gravidade da doença, fazendo manifestações inapropriadas, com desdém até do número de mortos, verdadeira agressão à memória das vítimas e à dor de seus familiares (sem se olvidar  das pérolas ‘gripezinha”,  ‘histeria’, ‘não sou coveiro’, ‘e daí’), além de apologia a cloroquina, cujo remédio, para os mais diversos especialistas do mundo, não possui consistência de que seja útil no tratamento da síndrome respiratória ocasionada pelo vírus, pelo contrário, traz efeitos colaterais devastadores à saúde, podendo, inclusive, matar o paciente.

Ao lado da indiferença do Governo à pandemia, mesmo que se pareça legítimo defender o retorno das atividades econômicas, passou a fritar publicamente o seu próprio Ministro da Saúde, através de atos contrários ao isolamento social, provocando aglomerações, relevando as orientações da OMS e, por último, tentou forçar o médico a assinar protocolo de uso da cloroquina, contrariando a própria ciência, culminando na saída do ministro Mandetta, que foi substituído pelo oncologista Nelson Teich.

Frise-se que o ministro exonerado adquiriu prestígio junto à população e à comunidade científica, e, com o anúncio de sua saída da pasta, eclodiu Brasil afora panelaço contra a decisão do Presidente, somando-se a dezenas de outros dias que ecoaram nas principais cidades e capitais, tamanho o descontentamento da sociedade com Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia.

A decisão do PR de demitir o Ministro Mandetta foi criticada não só pela comunidade científica, como também pelas lideranças de Partidos Políticos, Governadores e entidades representativas de várias categorias profissionais, que reconheciam o seu bom desempenho à frente da pasta da saúde.

Por outro lado, a imprensa internacional, que já fazia fortes críticas ao Presidente brasileiro em razão do negacionismo à pandemia, passou a execrar mais e mais a imagem de Bolsonaro, elegendo-o como o pior gestor de enfrentamento da atual crise sanitária, notadamente quando disse “que o brasileiro tinha que ser estudado, pois mergulhava em esgoto e nada pegava, e não iria ser abatido pelo coronavírus”. Mas não ficou somente aí: em menos de 30 dias, o recém empossado ministro Teich pede demissão, motivado pela ingerência do Presidente na relativização do isolamento social, na definição de atividades essenciais e, novamente, na insistência do protocolo da cloroquina.

É igualmente importante registrar que o Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe aos Governadores e Prefeitos definir as Políticas Públicas para o enfrentamento da pandemia, além de ter barrado a propaganda governamental que agredia as orientações da OMS, como o distanciamento social, e era pretensão do Governo Federal fazer apologia oficial de que “O PAÍS NÃO PODE PARAR”, cuja intervenção do Poder Judiciário foi de grande relevância, caso contrário o colapso do sistema único de saúde teria se registrado muito antes das ações dos governadores na criação de leitos e na aquisição de respiradores. Teria sido uma catástrofe.

Por outro lado, o Presidente não está só no boicote às medidas de distanciamento social. Empresários, deputados governistas e associações com ligações diretas com o mundo econômico-financeiro também se juntam no propósito, inclusive com ingresso de medidas judiciais, como se sucedeu através do Habeas Corpus 580653-PE, impetrado pela deputada estadual do PSL, Érica Larissa Borba Cordeiro de Moura, em favor de todos os cidadãos residentes ou em trânsito do Estado de Pernambuco.

Foi relatado pelo Ministro do Superior Tribunal de Justiça ROGERIO SCHIETTI CRUZ, e que sobre o pedido de salvo conduto, se transcreve excerto da louvável decisão: […] “Talvez em nenhum, além desses dois países, o líder nacional se coloque, ostensiva e irresponsavelmente, em linha de oposição às orientações científicas de seus próprios órgãos sanitários e da Organização Mundial de Saúde. Em nenhum país, pelo que se sabe, ministros responsáveis pela pasta da saúde são demitidos por não se ajustarem à opinião pessoal do governante máximo da nação e por não aceitarem, portanto, ser dirigidos por crenças e palpites que confrontam o que a generalidade dos demais países vem fazendo na tentativa de conter o avanço dessa avassaladora pandemia”.

E vai além o Ministro: […] “Mas não é só: simulações de sepultamentos, com gracejos sobre as trágicas perdas de centenas de famílias, bloqueios de passagem de ambulâncias, protestos em frente a hospitais etc. somam-se à absoluta falta de empatia e um mínimo de solidariedade a quem teve filhos, pais, avós, esposos levados, em muitos casos de maneira dolorosa e sem direito a despedida ou luto, pelo novo coronavírus”. Frise-se que o Julgador se refere aos medíocres atos praticados por simpatizantes do Presidente, na cidade de São Paulo.

Este, infelizmente, é o perfil do governante brasileiro, que se tem mostrado inepto para gerir a nação em momento gravíssimo, notabilizando-se pelas bravatas e chacotas com as milhares de vítimas da pandemia, contagem que, nesta data, já ultrapassa de vinte mil. Assim também se comportam seus seguidores, verdadeiros homens da caverna de Platão (A República, diálogo VII, O Mito da Caverna), que não conseguem ir além da imagem de seu líder, e que os mantêm em estado de alienação política e incapazes de distinguir o falso do verdadeiro.

Some-se a tudo, os permanentes ataques à imprensa, feitos pelo Presidente, e seus adeptos ensandecidos partindo para agressões descabidas, até às instituições da República, sempre flertando com o período de exceção de triste memória. São muitos os equívocos de leitura da crise que se abateu no Brasil, e nenhuma dessas vias contribuem para resolver as dificuldades do país. É certo dizer, também, que falta consciência de setores da sociedade que resistem em dar sua parcela mínima de contribuição, com destaque para os privilegiados de sempre, verdadeira casta intocável, diferente da avassaladora maioria dos trabalhadores que estão sofrendo redução de salários. Neste ponto, o grito do Governo é legítimo e encontra eco na sociedade, pois o momento é de compreensão, jamais para obtenção de vantagens.

Muitos outros temas merecem reflexão, mas deixar-se-á para enfrentar noutra oportunidade, como a investigação por suposta interferência na Polícia Federal, que levou à renúncia do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e que é objeto de inquérito no  STF – Supremo Tribunal Federal, sob a condução do Ministro Celso de Melo, o mais antigo da Corte; a transformação de um governo democraticamente eleito, em essencialmente Militar, e que não deixa de ser um paradoxo, e sem precedente na história; o papel das Forças Armadas, como instituição de Estado,  e os militares deveriam ficar equidistantes de ideologias e de governos, para lembrar as lições de Samuel Huntington, na sua festejada obra O Soldado e o Estado.

Enfim, a humanidade foi surpreendida pela pandemia, ninguém estava preparado para enfrentá-la, perdas de vidas valiosas acontecem e ainda serão registradas, bem como a crise econômica se acentua, aprofundando mais e mais a desigualdade social. E o pós-pandemia é uma incógnita na relação entre os povos, a exigir muito equilíbrio e trabalho dos governantes e da classe política, sem esquecer do relevante trabalho da imprensa para fomentar o debate do papel do Estado para superar a crise.

(*) Francisco Jose Rodrigues Bezerra de Menezes (Franzé Bezerra)

Advogado. Pós-graduado em Direito Processual Civil e Direito e Processo Eleitoral. Especialista em Direito Civil. Sócio fundador da Bezerra de Menezes Advogados Associados (E-mail: [email protected])

LITERATURA CEARENSE – VIVA OS BONS PROFESSORES! Leunam Gomes

Tenho sido um intransigente defensor de Professores. Considero uma profissão imprescindível. Basta imaginar o que seria da vida sem eles e elas. O professor tem um poder incrível para ajudar a transformar vidas. Tenho dito, em algumas aulas de cursos de Licenciaturas, que o poder de um Professor é bem maior do que um grande prêmio de loteria.

Há Professores e Professoras que fazem verdadeiros milagres nas escolas. Conseguem resultados extraordinários. São interessados, pesquisam, estudam, compram livros, trocam experiências, criam laços com os alunos e suas famílias, estão atentas aos indicadores das escolas e de sua própria turma. Sabem conversar, dão atenção aos alunos, ouvindo-os e valorizando o que dizem. E conseguem êxitos, apesar dos salários, sempre aquém da dedicação.

Mas, como em todas as categorias, há pessoas que ocupam a função de Professores sem a mínima vocação. Já ouvi, direta e indiretamente, de alguns: “Detesto ser Professor”, “Vou para a sala de aula como quem vai para uma forca”, “Sala de aula, para mim, é um martírio”.  Estas e outras frases semelhantes são ditas, explicitamente. Outras formas de insatisfação, se manifestam com relação às palestras, encontros, cursos de formação de Professores e até mesmo em relação às reuniões normais das escolas: “Lá vem a mesma conversa”, “Vão dizer tudo que a gente já sabe”, “Estou cansada de ouvir”, “Essas reuniões não dão em nada”. 

Os queixosos são sempre os mesmos e sempre arranjam culpados para seus fracassos escolares. Sem falar nas costumeiras lamentações sobre os salários. Quase sempre, com razões de sobra. Estes, que assim se comportam, será que são bons professores ou fazem mal aos alunos? Muito há, porém, que não fazem bem os seus trabalhos por que não querem. Outros, talvez a maioria, porque não sabem. Como diz a sabedoria popular: “Por causa de um grito, se perde uma boiada”.

Muitos tiveram uma formação muito teórica ou apenas com receitas não experimentadas e, portanto, não sabem como fazer melhor. Tentam imitar os seus bons professores, mas não possuem a competência e nem a experiência suficiente.

Digo isto por experiência própria. Houve um momento em que não tinha o menor prazer em ir para uma sala de aula, como Professor. Era, de fato, um sacrifício. Até quando experimentei uma forma diferente de conduzir a aula, criando oportunidade de participação para os alunos. E tudo mudou. Daí em diante, e já se vão quase cinquenta anos, descobri o prazer da sala de aula. E tenho certeza, pelas avaliações que faço, de que os meus alunos gostam.

Os testemunhos são os melhores possíveis. E eles estão escritos em meu livro PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula.

E o que fazer com os professores desmotivados ou maus professores? Um dos caminhos é a avaliação. Não aquela avaliação para punir, para encontrar erros, mas para encontrar caminhos, ajudar no crescimento. Que os alunos tenham chance de avaliar os seus professores, especialmente, considerando o relacionamento com a turma, a competência e o compromisso. Esta sugestão se baseia em experiência realizada com sucesso. Os resultados das avaliações foram entregues, pessoalmente, a cada Professor, numa conversa particular. Geraram mudanças. Às vezes, um simples remanejamento poderá fazer o Professor descobrir novas motivações para o trabalho. Mas o importante é que, estando na sala de aula, faça-o com prazer. Só se faz bem aquilo que nos dá alegria e prazer.

LITERATURA CEARENSE:

VIVA OS BONS PROFESSORES!     texto de  Leunam Gomes

Tenho sido um intransigente defensor de Professores. Considero uma profissão imprescindível. Basta imaginar o que seria da vida sem eles e elas. O professor tem um poder incrível para ajudar a transformar vidas. Tenho dito, em algumas aulas de cursos de Licenciaturas, que o poder de um Professor é bem maior do que um grande prêmio de loteria.

Há Professores e Professoras que fazem verdadeiros milagres nas escolas. Conseguem resultados extraordinários. São interessados, pesquisam, estudam, compram livros, trocam experiências, criam laços com os alunos e suas famílias, estão atentas aos indicadores das escolas e de sua própria turma. Sabem conversar, dão atenção aos alunos, ouvindo-os e valorizando o que dizem. E conseguem êxitos, apesar dos salários, sempre aquém da dedicação.

Mas, como em todas as categorias, há pessoas que ocupam a função de Professores sem a mínima vocação. Já ouvi, direta e indiretamente, de alguns: “Detesto ser Professor”, “Vou para a sala de aula como quem vai para uma forca”, “Sala de aula, para mim, é um martírio”.  Estas e outras frases semelhantes são ditas, explicitamente. Outras formas de insatisfação, se manifestam com relação às palestras, encontros, cursos de formação de Professores e até mesmo em relação às reuniões normais das escolas: “Lá vem a mesma conversa”, “Vão dizer tudo que a gente já sabe”, “Estou cansada de ouvir”, “Essas reuniões não dão em nada”. 

Os queixosos são sempre os mesmos e sempre arranjam culpados para seus fracassos escolares. Sem falar nas costumeiras lamentações sobre os salários. Quase sempre, com razões de sobra. Estes, que assim se comportam, será que são bons professores ou fazem mal aos alunos? Muito há, porém, que não fazem bem os seus trabalhos por que não querem. Outros, talvez a maioria, porque não sabem. Como diz a sabedoria popular: “Por causa de um grito, se perde uma boiada”.

Muitos tiveram uma formação muito teórica ou apenas com receitas não experimentadas e, portanto, não sabem como fazer melhor. Tentam imitar os seus bons professores, mas não possuem a competência e nem a experiência suficiente.

Digo isto por experiência própria. Houve um momento em que não tinha o menor prazer em ir para uma sala de aula, como Professor. Era, de fato, um sacrifício. Até quando experimentei uma forma diferente de conduzir a aula, criando oportunidade de participação para os alunos. E tudo mudou. Daí em diante, e já se vão quase cinquenta anos, descobri o prazer da sala de aula. E tenho certeza, pelas avaliações que faço, de que os meus alunos gostam.

Os testemunhos são os melhores possíveis. E eles estão escritos em meu livro PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula.

E o que fazer com os professores desmotivados ou maus professores? Um dos caminhos é a avaliação. Não aquela avaliação para punir, para encontrar erros, mas para encontrar caminhos, ajudar no crescimento. Que os alunos tenham chance de avaliar os seus professores, especialmente, considerando o relacionamento com a turma, a competência e o compromisso. Esta sugestão se baseia em experiência realizada com sucesso. Os resultados das avaliações foram entregues, pessoalmente, a cada Professor, numa conversa particular. Geraram mudanças.

Às vezes, um simples remanejamento poderá fazer o Professor descobrir novas motivações para o trabalho. Mas o importante é que, estando na sala de aula, faça-o com prazer. Só se faz bem aquilo que nos dá alegria e prazer. A seguir, estão algumas observações e recomendações, já experimentadas, e que deram ótimos resultados.

Leunam Gomes

Curso on-line de EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA

Modulo 1: Conceituando a Educação Biocêntrica

– Aula 1: Concepção, fundamentos da Educação Biocêntrica e Tendências Pedagógicas: Facilitadora: Ruth Cavalcante – Universidade Biocêntrica

Data: 30/05/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

– Aula 2: História e Expansão da Educação Biocêntrica:

Facilitadores: Augusto Madalena (Espãnha) e Mariela Caviglia (Argentina)

Data: 30/05/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula 3: Funções Pedagógicas, criando Ambiência de Aprendizagem-Desenvolvimento:

Facilitadora: Ruth Cavalcante – Universidade Biocêntrica

Data: 13/06/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

Módulo 2: Paradigma e Marcos Epistemológicos da Educação Biocêntrica

– Aula 4: Paradigmas Civilizatórios, Cultura Biocêntrica:

Facilitador: Cezar Wagner L. Góis – Universidade Biocêntrica

Data: 13/06/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula: 5: Marcos Epistemológicos da Educação Biocêntrica (Princípio Biocêntrico, Pensamento Complexo, Educação Dialógica):

Facilitador: Cezar Wagner L. Góis – Universidade Biocêntrica

Data: 27/06/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

Modulo 3: Metodologia da Educação Biocêntrica

– Aula 6: Categorias Básicas da educação Biocêntrica e Método Integrativo Biocêntrico (reflexão-diálogo-vivência-ação):

Facilitadora: Sara Góis – Universidade Biocêntrica

Data: 27/06/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula 7: Vivência Pedagógica. Obra-Síntese como sistematização do vivido e aprendido

Facilitador: Sara Góis – Universidade Biocêntrica

Data: 11/07/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

Módulo 4: Vivência Pedagógica e a Atuação em Educação Biocêntrica

– Aula 8: Os Elementos da Vivência Pedagógica

Facilitador: Rozane Alencar – Universidade Biocêntrica

Data: 11/07/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula 9: Inserção Etno-Vivencial

Facilitador: Carmen Paula Menezes – Universidade Biocêntrica

Data: 25/07/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

– Aula 10: Áreas de atuação e suas práticas em Educação Biocêntrica na Escola e na Família

Facilitador: Zeza Weyne (Universidade Biocêntrica) e Ruby Alba (Colombia)

Data: 25/07/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula 11: Áreas de atuação e suas práticas em Educação Biocêntrica na organização e empresa

Facilitador: Melina Barbosa (Universidade Biocêntrica) e Rakel Ampudia (Espanha)

Data: 08/08/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

– Aula 12: Áreas de atuação e suas práticas em Educação Biocêntrica na comunidade

Facilitador: Cleusa Denz (Universidade Biocêntrica) e Lucia Botaro (Argentina)

Data: 08/08/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula 13: Áreas de atuação e suas práticas em Educação Biocêntrica nos movimentos sociais e na Saúde

Facilitador: Rozane Alencar (Universidade Biocêntrica) e Rosaura Couto (Moradia e Cidadania) e Fernanda Pinto (Portugal)

Data: 22/08/2020 – Hora: das 10h as 12:30hs

Módulo 5: Acompanhamento, Avaliação e Celebração da Colheita em Educação Biocêntrica

– Aula 14: Processo de Acompanhamento e Avaliação em Educação Biocêntrica

Facilitador: Sara Góis e Rozane Alencar (Universidade Biocêntrica)

Data: 22/08/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

– Aula 15: Comunicação Afetiva – substituindo nosso vocabulário bélico e violento; e construindo uma comunicação cuidadosa e afetiva

Facilitador: Ruth Cavalcante e Carla Weyne (Universidade Biocêntrica)

Data: 05/09/2020 – Hora: das 10hs as 12:30hs

– Aula 16: Rituais de Vínculos e Celebração da Colheita com a Apresentação das Obras-Sínteses:

Facilitador: Ruth Cavalcante (Universidade Biocêntrica) e Hilda Restrepo (EUA)

Data: 05/09/2020 – Hora: das 14:30hs as 17hs

Seguiremos sempre, UNIDOS! (por Aninha Martins)

E, de repente… Tão de repente! Formou-se uma tempestade gigante e uma pesada nuvem escura pairou sobre o mundo. Nos recolhemos, procurando nos abrigar e abrigar os nossos. Procurando nos defender…

E assim, passamos por dias totalmente escuros, nos sentindo desolados e perdidos…  Mas a vida continuava e precisávamos seguir, seguir ao lado dos outros. Mas como?

Foi aí, que todos, em seus lares, começamos a buscar uma maneira, eficaz e segura. Todos tentando, errando, acertando, divergindo e buscando apoio… E como dar as mãos? Se não podemos nos tocar? Até que desenvolvemos uma maneira infalível de nos tocarmos e nos unirmos pelo coração. Uma forma de dar assistência aqueles que precisam e/ou dependem de nós…

Foi mais ou menos assim… Vestimos nossa capa de coragem, empunhamos nosso escudo de entusiasmo e seguimos em frente, dando as mãos aos que encontrávamos pelo caminho, cheio de obstáculos e muitos desafios, mas sempre confiantes.

Lutamos contra um inimigo poderoso que não conseguimos enxergar, mas firmes e fortes porque somos muitos e a união nos faz maiores.

Então, usei essas metáforas para amenizar o árduo trabalho que estamos desenvolvendo a cada dia, em meio a tantas incertezas, medo e vontade de acertar. Somos, realmente, heróis e heroínas, uma vez que temos que trabalhar dobrado, sem hora certa pra começar ou terminar, nos reinventamos a cada instante e, somos desafiados a lidar com o novo.

Precisamos de apoio e compreensão em cada vez que cometermos algumas falhas. Queremos entendimento para conseguir fazer o nosso melhor e atender aos nossos alunos e ter a parceria dos pais que, nesse momento são também, mediadores de conhecimentos.

Precisamos de espaço e ser acolhidos para diminuir nossa carga que, embora a carreguemos com satisfação e amor, às vezes, pesa. Mas, ao mesmo tempo, se torna leve, pois dividimos um pouco com cada um que nos dá apoio, que se une a nós.

Seguiremos sempre, UNIDOS!

Escritora Aninha Martins, de Ipu