Dia: 1 de maio de 2020

Literatura Cearense – Vicente Gifonni

Tudo que sou devo ao Seminário da Betânia

VICENTE GIFONNI, na Betânia, de 1964 a 1967

Natural de Acaraú, município do norte do Estado do Ceará. Localiza-se próximo à foz do rio do mesmo nome. É o maior produtor de lagosta do Brasil. A cidade sobrevive da pesca, agricultura e pecuária. Acaraú fica a 230km de Fortaleza, com acesso pela CE-085 e BR-222. Dista da cidade de Sobral, onde está localizado o Seminário da Betânia, 120km.

No intuito de buscar estudos de melhor qualidade, além, é claro, da vontade de ser Padre, àquela época, entrei para o Seminário de Dom José.

A minha temporada de estudos no Seminário compreende o período de 1964 a 1967, o ginasial integral. No final deste período, quando realmente descobri que não tinha vocação para o celibato, deixei o Seminário.

Ao sair do Seminário passei a morar em Fortaleza onde após o curso científico me submeti ao vestibular, obtendo aprovação para o curso de Engenharia Agronômica.  Cursei Agronomia durante os anos de 1972 a 1976. Posteriormente fiz o curso de Pós-Graduação em Agronomia – solos e Nutrição de Plantas, obtendo o Grau de Mestre, ambos pela Universidade Federal do Ceará.

“É milenar a noção de que o ser humano alcança mais altos padrões de realização individual e social quanto mais e melhor educado.  Pela educação, nos preparamos para compreender a nós mesmos e ao mundo que nos cerca. A partir desta compreensão alcançamos melhores condições de vida, mais saúde e nos lançamos a enfrentar os desafios da humanidade.”

Pode-se dizer que educação é a matéria prima com a qual construímos o futuro e nisso o Seminário São José foi pródigo. O Seminário da Betânia me deu mais do que pedi à vida, posso garantir, afirmar, e dizer sem medo que tudo que sou devo ao Seminário da Betânia.

Após a minha formatura fui trabalhar em Porto Velho – Rondônia, na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER-RO. Ali ocupei quase todos os cargos da Empresa: Coordenador de Escritório Local, Coordenador de Escritório Regional, Assessor Técnico de Borracha Natural (HEVEICULTURA), Coordenador de Operações,

Coordenador Técnico – Substituto, Coordenador de Planejamento – Substituto, Secretário Executivo – Substituto o que correspondia a Presidente da Empresa de Extensão Rural de Rondônia. Período compreendido entre 1977 a 1984.

Em 1980, em Belém do Pará, fiz o Curso de Pós-Graduação em Nível de Especialização em Heiveicultura na Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, com carga horária de 240 horas.

Em 1984 retornei a Fortaleza onde fiz o Curso de Pós-Graduação em Agronomia – Solos e Nutrição de Plantas, obtendo o Grau de Mestre, período de 1984 a 1986.

Ao final do Curso de Mestrado me transferi de Porto Velho – Rondônia para Fortaleza – Ceará, mais precisamente para o Departamento Nacional de Obras contra Secas – DNOCS, onde exerci os seguintes cargos:

1 – Chefe da Seção de Fitotecnia, da Segunda Diretoria Regional do DNOCS, no Ceará;

2 – Membro da Comissão para execução do Programa de Emancipação na Segunda Diretoria Regional do DNOCS, no Ceará;

3 – Chefe da Seção de Conservação de Solo e Água da Segunda Diretoria do DNOCS, no Ceará

4- Membro da Comissão Permanente de Engenheiros Agrônomos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, junto à Associação de Engenheiros Agrônomos do Ceará.

5- Chefe do Grupo de Licitação da Segunda Diretoria Regional do DNOCS no Ceará – Substituto.

6- Assessor Técnico de 5 (cinco) Diretores Regionais da Segunda Diretoria Regional do DNOCS no Ceará, no período de 1996 a 2008.

7- Chefe Técnico da Coordenadoria Estadual do DNOCS no Ceará – Substituto.

8- Chefe do Setor de Piscicultura da Coordenadoria Estadual do DNOCS no Ceará, onde permaneço até os dias atuais.

No ano de 2010 tive a grata satisfação de participar da Equipe de Elaboração do Livro: “100 Anos de Atuação no Estado do Ceará: DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS. ”

VICENTE LIVIO ROCHA GIFFONI – Casado com Karen.  Pai de: Carlos Eduardo Amorim Giffoni.    Filho de Francisco Sales Giffoni e Maria Livramento da Rocha Giffoni.   Irmãos: Jander, Rosa Irene, Marta Maria, Francisco, Regina, Raimundo e Viviane.

ENDEREÇO: Av. Santos Dumont, 6944 – Apto. 901 – EDIFÍCIO STAR CITY V –  Bloco Sygma – Cocó- Fortaleza– Ceará.

À MULHER TRABALHADORA

Professor e Poeta FRANCISCO JOSÉ LOIOLA RODRIGUES

Que a mulher não careça laborar
Tanto assim como ainda lhe acontece;
E se lhe pague em dobro o que ganhar,
Para que ela bem seja o que merece.

Que tenha o seu lazer tão regular
Que se incorpore ao ser; e a profissão
Da mulher nunca seja outra senão
A graça de fazer, dizer e estar.

O seu saber fazer com próprio jeito
O que nunca fazemos tão perfeito
Seja o que mais importe, e o seu encanto.

Dê-se-lhe tempo, e meios, para ser
Mais digna, graciosa, mais mulher
Num mundo que precisa dela tanto.

Ilha de São Luis

Cidades do Maranhão serão as primeiras no Brasil a terem fechamento total

São Luís e toda a ilha da capital entrarão em lockdown a partir do dia 5 de maio. A paralisação de todas as atividades na ilha ocorrerá por decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, atendendo a solicitação do Ministério Público Estadual. O ato foi divulgado no final da tarde de hoje.

O magistrado concedeu tutela de urgência e determinou a suspensão de todas as atividades consideradas não essenciais, a proibição de trânsito de veículos particulares (com exceções que serão discriminadas), a vedação de viagens rodoviárias de passageiros e a limitação das viagens de ferry-boats que operam entre São Luís e os municípios da Baixada Maranhense.

O lockdown iniciará no dia 5 de maio e terá vigência de 10 dias, sendo válido para os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. A decisão é a primeira do gênero a acontecer no Brasil nesta epidemia.

Entre as medidas previstas pela decisão do juiz Douglas de Melo Martins, estão também a restrição de funcionamento para agências e correspondentes bancários, que atenderão apenas casos de pagamento de renda básica emergencial, benefícios sociais e salários; e, a manutenção da suspensão das aulas em escolas particulares na vigência do lockdown.

Na manhã de ontem, o governo estadual já havia fechado ao público a principal via de comércio da capital, a rua Grande, proibindo a atividade de vendedores ambulantes e garantindo o acesso das pessoas apenas a estabelecimentos que comercializam produtos essenciais. Essa medida não tem prazo determinado.

LUIS PEDRO, jornalista do BRASIL POPULAR

Maranhão

Estado interdita a principal via de comércio de São Luís (MA)

  • por Luiz Pedro em 30 de abril de 2020

O governo do Maranhão fechou ontem a principal rua de comércio de São Luís, desde as primeiras horas da manhã. A rua Grande vinha sendo um dos principais pontos de aglomeração da capital. A medida foi anunciada ontem à noite pelo próprio governador, através do Twitter.

Segundo a Secretaria de Comunicação e Articulação Política, “a fiscalização está sendo exercida pela Vigilância Sanitária Estadual e pelo Procon-MA. A Polícia Militar está disciplinando o fluxo de pessoas no acesso a locais com funcionamento permitido, além de orientar ambulantes sobre a impossibilidade de comercializar produtos. A medida tem prazo indeterminado”.

O governador utilizou seu Twitter logo após a divulgação do boletim epidemiológico de ontem. A situação de ocupação de 100% dos leitos de terapia intensiva na rede estadual da capital foi superada, com a entrada em operação de 27 novos leitos de UTI exclusivos para a covid-19, mas a situação continua preocupante. O índice de ocupação é de 79,87%, de acordo com o boletim de ontem.

Os dados de quinta feira são os seguintes: casos confirmados – 3.190 (386 nas 24 horas anteriores); óbitos – 184 (dos quais 18 de terça para a quarta); municípios com pelo menos um caso – 78 (eram 71 no boletim anterior). O governo espera abrir novas vagas de UTI e clínicos ainda está semana.

A tendência é de haver novas medidas de endurecimento, inclusive havendo possibilidade de decretação de lockdown nos quatro municípios da ilha da capital. Ontem, o governo divulgou correspondências do setor hospitalar, onde a medida é sugerida de forma explícita. Hoje, jornalistas e blogueiros alinhados à administração estadual também recomendaram maior rigor nas medidas de restrição à mobilidade.