LITERATURA CEARENSE:

VIVA OS BONS PROFESSORES!     texto de  Leunam Gomes

Tenho sido um intransigente defensor de Professores. Considero uma profissão imprescindível. Basta imaginar o que seria da vida sem eles e elas. O professor tem um poder incrível para ajudar a transformar vidas. Tenho dito, em algumas aulas de cursos de Licenciaturas, que o poder de um Professor é bem maior do que um grande prêmio de loteria.

Há Professores e Professoras que fazem verdadeiros milagres nas escolas. Conseguem resultados extraordinários. São interessados, pesquisam, estudam, compram livros, trocam experiências, criam laços com os alunos e suas famílias, estão atentas aos indicadores das escolas e de sua própria turma. Sabem conversar, dão atenção aos alunos, ouvindo-os e valorizando o que dizem. E conseguem êxitos, apesar dos salários, sempre aquém da dedicação.

Mas, como em todas as categorias, há pessoas que ocupam a função de Professores sem a mínima vocação. Já ouvi, direta e indiretamente, de alguns: “Detesto ser Professor”, “Vou para a sala de aula como quem vai para uma forca”, “Sala de aula, para mim, é um martírio”.  Estas e outras frases semelhantes são ditas, explicitamente. Outras formas de insatisfação, se manifestam com relação às palestras, encontros, cursos de formação de Professores e até mesmo em relação às reuniões normais das escolas: “Lá vem a mesma conversa”, “Vão dizer tudo que a gente já sabe”, “Estou cansada de ouvir”, “Essas reuniões não dão em nada”. 

Os queixosos são sempre os mesmos e sempre arranjam culpados para seus fracassos escolares. Sem falar nas costumeiras lamentações sobre os salários. Quase sempre, com razões de sobra. Estes, que assim se comportam, será que são bons professores ou fazem mal aos alunos? Muito há, porém, que não fazem bem os seus trabalhos por que não querem. Outros, talvez a maioria, porque não sabem. Como diz a sabedoria popular: “Por causa de um grito, se perde uma boiada”.

Muitos tiveram uma formação muito teórica ou apenas com receitas não experimentadas e, portanto, não sabem como fazer melhor. Tentam imitar os seus bons professores, mas não possuem a competência e nem a experiência suficiente.

Digo isto por experiência própria. Houve um momento em que não tinha o menor prazer em ir para uma sala de aula, como Professor. Era, de fato, um sacrifício. Até quando experimentei uma forma diferente de conduzir a aula, criando oportunidade de participação para os alunos. E tudo mudou. Daí em diante, e já se vão quase cinquenta anos, descobri o prazer da sala de aula. E tenho certeza, pelas avaliações que faço, de que os meus alunos gostam.

Os testemunhos são os melhores possíveis. E eles estão escritos em meu livro PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula.

E o que fazer com os professores desmotivados ou maus professores? Um dos caminhos é a avaliação. Não aquela avaliação para punir, para encontrar erros, mas para encontrar caminhos, ajudar no crescimento. Que os alunos tenham chance de avaliar os seus professores, especialmente, considerando o relacionamento com a turma, a competência e o compromisso. Esta sugestão se baseia em experiência realizada com sucesso. Os resultados das avaliações foram entregues, pessoalmente, a cada Professor, numa conversa particular. Geraram mudanças.

Às vezes, um simples remanejamento poderá fazer o Professor descobrir novas motivações para o trabalho. Mas o importante é que, estando na sala de aula, faça-o com prazer. Só se faz bem aquilo que nos dá alegria e prazer. A seguir, estão algumas observações e recomendações, já experimentadas, e que deram ótimos resultados.

Leunam Gomes

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