O MODERNISMO – por Aninha Martins

O Modernismo teve início com a tão conhecida Semana de 22 ou Semana de Arte Moderna, onde artistas de vários segmentos queriam quebrar com as amarras, com as normas e regras implantadas, sobretudo, pelos Parnasianos.

De fevereiro de 22 em diante, pretendia-se escrever, pintar, tocar, cantar, dançar e atuar mais livremente. Mas todo período literário ou Escola Literária, acontece dentro de um contexto histórico, em que os artistas denunciam, louvam e mostram os sentimentos em relação ao que está acontecendo. Os artistas ou literatos, por serem pessoas de grande sensibilidade, costumam refletir sobre o sentido de estar no mundo e sobre tudo que acontece ao seu redor que influencia no seu universo interior.

E o ano de 2020, será um marco na vida de todos os indivíduos no mundo inteiro.

Assim, como o ano de 1922 foi para todo o Brasil artístico. Este momento de reclusão, de medo, ansiedade e também de superação, para muitos, será um tempo em que a arte, sobretudo, a literatura terá um ambiente propício para muitas mudanças.

Nossa escrita falará de dor, de tristeza, de incertezas de forma bonita, como os poetas fazem. Assim, como fez o “poetinha” Vinícius de Morais que falou, lindamente, sobre uma das maiores catástrofes que ocorreu, uma bomba destruidora, ele amenizou o estrago comparando-a a uma rosa. Como fez Clarice, ao romantizar a morte de Macabea intitulando sua obra de A Hora da Estrela ou Drumond que levantou tantas questões sociais só com uma indagação: E AGORA, JOSÉ?

Mas o artista/poeta/escritor não vive somente de metáforas, não vive somente no mundo dos sonhos, não viaja somente, nas asas da imaginação. Ele precisa se alimentar do pão real, ler livros impressos, atravessar fronteiras em viagens de verdade, pisar na areia branca e banhar os pés em águas salgadas, necessita fazer compras e tomar vinho.

Por isso, o artista pede aos demais que estão acima, hierarquicamente, que entendam e atendam suas necessidades físicas para que ele possa continuar criando e contribuindo para o mundo da emoção!

Professora Aninha Martins, de IPU – Poetisa e Escritora

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