“O Comentário da Semana” – Padre Assis Rocha

MONS. ASSIS ROCHA -De Bela Cruz – Ceará para Afogados da Ingazeira – Pe.

Meus primeiros contatos com a comunicação em Rádio, eu tive no início da década de 1960, quando Dom Francisco assumia o comando pastoral da Diocese, em Afogados da Ingazeira. A Rádio Pajeú tinha sido erigida pelo seu 1º Bispo, Dom João Mota, em 1959, e Dom Francisco, com 37 anos, tinha sido eleito, seu sucessor, assumindo a Missão em Afogados, aos 17 de setembro de 1961. Desde o início do ano, eu já estava estudando em Olinda. Logo em 1962, durante a Semana Santa, vim com mais dois colegas – Leunam e Marcelino – colaborar com a liturgia na Catedral e em programas radiofônicos na Rádio Pajeú, pois, no Seminário de Olinda, já éramos iniciados na Pastoral da Comunicação e treinávamos em rádios de Recife.

         Retornávamos a Afogados na Semana Santa dos anos seguintes, tanto que, na de 1964, estávamos aqui, no dia 31 de março, quando se deu o Golpe Militar. Houve um grande transtorno pela falta de transporte para voltar a Recife, que continuou por um bom tempo, enquanto nos adaptávamos aos rigores da ditadura. O contato com D. Francisco, com a Diocese e com a Pastoral que aqui se fazia, bem como os desafios feitos pelo Sertão, me estimularam a vir para ficar. Ao terminar os estudos em Olinda, senti-me chamado a trabalhar aqui em Afogados e para cá me dirigi em 1966. Não me arrependi. Vocês conhecem essa historia. Sou, umbilicalmente ligado a vocês. Meus contemporâneos sabem. Os de agora, ouvem falar.

         Certamente, por ser quase meu contemporâneo, por ter também apresentado o mesmo “Rádio Vivo” na Florescer FM, enquanto eu era Pároco de Flores, por nos termos encontrado inúmeras vezes em várias datas comemorativas e até por ter sido meu convidado a participar da programação da Rádio Educadora, da Diocese de Sobral, quando retornei/ e, mais recentemente, por ter participado do meu Jubileu Sacerdotal, em Bela Cruz, onde moro, o produtor e apresentador do Prog. “Rádio Vivo”, Anchieta Santos, prevendo a satisfação que eu teria em reaparecer pela Rádio Pajeú, convidou-me a participar deste seu Programa a cada sábado, abordando algum tema da atualidade, interessante para todo o povo. Aqui estou.

         Não quero ensinar nada. O meu tempo de ensinar há muito que passou. Àquela época não tínhamos os recursos que se tem hoje. Tudo era muito difícil, longe, tínhamos que ir buscar. Até um fusível, de que precisássemos, tínhamos que ir procurá-lo. Graças ao progresso da tecnologia, à facilidade de comunicação, à instantaneidade da internet, “o longe veio pra perto e a distancia ficou um salto”, como previa Zé Marcolino ao cantar sua “Estrada”.

         Obrigado, amigão, pelo convite! Vamos experimentar esta “última” parceria. Não sabemos até quando. Deus o sabe. Até com o silencio se pode dar uma grande mensagem. Muito obrigado por hoje e até sábado. Bom dia!

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