21 de outubro: NOSSOS HOMENAGEADOS: Padre Osvaldo Chaves, Padre José Linhares e Valdeci Vasconcelos

VELHO SEMINÁRIO

Padre Osvaldo Carneiro Chaves

Quando eu te vejo assim tão solitário,

Tenho a impressão de ver amargo pranto

Rolar em fios do teu rosto santo,

Herói de pedra, velho Seminário.

Como uma enorme interjeição de espanto

Interrogas ao céu do teu fadário:

E tudo é mudo ao grito funerário

Que parte do teu peito. No entretanto,

Consola-te: Talvez teu largo seio

De mil recordações já estava cheio,

E os últimos alunos te deixaram

Para museu de tantos, tantos anos

De sonhos, ilusões e desenganos

De todos quantos já por ti passaram.

 (Exíguas, pág. 157 )

Atrasar o esquecimento                               

 Padre Osvaldo Chaves


Não pode não, Mariquinha. Não pode não. Ter filho marcado com paralisia infantil. Eu estava certo de que não me ordenaria Padre. Um parente próximo, padre, diante da empolgação da minha mãe de desejar muito ter um filho Padre, advertia a gente de que seria pouco provável vencer a poliomielite, naquele tempo, nem se chamava assim, dizia-se paralisia.

O que eu aprendi de religião até chegar a minha primeira comunhão, com 12 anos, foi tudo do meu pai da minha mãe. Minha religião é a religião do meu pai e da minha mãe. Orar em certas circunstâncias de tempo e de lugar. Na hora que passar por uma cruz fazer uma oração. Eu via meu pai tirar o chapéu, eu na garupa, bem pequeno (o cavalo nunca reclamou, sinal de que eu era pouco pesado) passando por uma cruz. Noutros tempos a gente ia para sede da Matriz passar a Semana Santa, passar o Natal. Amanhecia o dia rezando. Antes de comer rezava, acompanhando a prática de meu pai e da minha mãe.

Eu baixei o fogo depois de advertência do meu parente não tive mais vontade de ser padre. Três colegas meus iam visitar Dom José. Era uma visita pastoral. Era a última noite que ele passava na cidade de Granja. No final da visita o Bispo conversou com os pixotes. Aquilo me encantou: um homem como Dom José conversar com pixotes,  várias horas, perdendo tempo, ele tinha que arrumar a bagagem para pegar o trem de madrugada para Sobral Aí eu terminei contando Aquela minha história para ele.

Ignorância! Você não anda? Ando, Senhor Bispo, não estou aqui? Ando de bicicleta, de motocicleta, a cavalo, sou campeão de natação. Hoje eu constato que nenhum dos três colegas foram ao seminário. Eu fui ao seminário da Betânia.

Eu considero Dom José o pai do meu sacerdócio. Há religiosos admiráveis. O clero todo é admirável. Fico muito espantado como uma pessoa deixa Pai, deixa mãe, deixa  juventude e vai morar sozinho, como um bobo como eu morei, por muito tempo. Infelizmente a gente tem que botar Dom José fora da lista de notáveis porque ninguém pode se comparar a ele.  Dom Walfrido encheu todas as medidas, foi um bispo muito respeitador do clero. Não sei destacar Papas, na verdade acho que mesmo os ruins são bons. Mesmo os ruins servem de modelo a não ser seguido. Destaco padre Arnóbio Padre Antônio Ximenes Aragão, Padre João Batista Frota que é santo e pode ser colocado como meu confessor.

Eu nunca percebi que a minha missa era marcada pela qualidade do sermão. Era comum,  normal. O sermão é uma insistência de quem preside o culto para que se celebre com fervor, com piedade, com sentido religioso. A dificuldade era as pessoas engolirem a missa muito comprida. Muitos tinham pressa. Uma vez dom Walfrido chegou a sugerir que a minha missa se fosse mais curta. Um colega para Albani, saiu logo em minha defesa. Dom Walfrido, deixe o rapaz fazer do jeito que ele sabe. Há muitas igrejas na cidade, quem achar a missa demorada, vai para outra igreja.

Eu me senti mutilado. Como se tivesse perdido os dois olhos ou um olho inteiro, a mão, depois a gente se acostuma com a mutilação Deixar de celebrar é muito difícil. A condição física governou a minha decisão de para de oficiar a missa. Não que eu tenha ficado inteiramente triste porque eu passei 64 anos celebrando e todo mundo via que chegaria a hora de parar. Mas é muito difícil.

A missa era preparada com zelo, oito dias antes eu já começava a elaboração. Nem sempre aquilo era pensado no primeiro dia de preparação servia, aparecia  outra coisa, outro sentimento. Dizer que eu estudava fundo para realizar uma missa é inventar coisas, era um padre como outro qualquer. Não precisa insistir nisto, havia gente  que fazer melhor. O Monsenhor Francisco Fontenele escrevia toda pregação, fazia mais do que eu. Preparar é escolher bem o texto, a linguagem para chegar com eficiência ao auditório. O roteiro era trabalhado antes da missa, no pensamento sem escritos, acontecendo improvisos porque eu desprezava algumas coisas idealizadas anteriormente, nas primeiras intenções dos preparativos e utilizava outros argumentos outras informações. O sermão deve ser simples e pode ser considerado um texto literário se feita em bom português. Não precisa da literatura cor-de-rosa, com imagens e metáforas absurdas com enfeites e exageros.

Já ouvi dizer que  achavam que eu era um contador de histórias, fazia comparações para temperar as explicações. É que nós chamamos a nossa pregação de Homilia que quer dizer papo, conversa.

Como se fossem assuntos gastos em um encontro informal onde se acaba conversando um bocado de coisa – isso é uma homilia. Dita com a finalidade de divulgação do Evangelho. Então a gente atendia as pessoas que perguntavam,  tínhamos espaço para comentários e participações diversas de quem estava presente, até mudando o curso da fala, introduzindo matérias diferentes do que estava sendo tratado. Como uma boa conversa quase casual.

Se eu fosse me preocupar com opiniões ou rótulos a meu respeito, eu chegaria ao final da missa e não tinha celebrado. Se fosse chamado de subversivo, exagerado, zeloso ao extremo, apurado, e eu desse ouvido a isso eu não poderia fazer o meu trabalho, não poderia continuar.

Se alguém quisesse a minha colaboração, se alguém quisesse me ouvir, seria do jeito apresentado: venha comigo ou não. A ditadura pensou em acompanhar minha atuação colocando gente para vigiar minha igreja.

Frequentemente,  de São Pedro havia camaradas com caras de moradores de outros estados, desconhecidos, assistindo as missas. Houve também  situação de picharem a igreja com acusações de que eu recebia dinheiro da Rússia. Imaginem! São Vicente de Paulo dizia: nada sem dinheiro. Parecia lógico que eu recebesse ajuda de algum lugar. O que acontecia mesmo era a economia.  Em lugar de comprar um carro pagando gasolina, eu economizava. Por exemplo lá na igreja de São Pedro no bairro Dom Expedito a igreja ouvia pancadas de bola e gritos de futebol jogado colado à igreja. Achei que a solução seria comprar um campo de futebol no outro lugar e levar os atletas para lá. Em lugar de resolver o problema, fiz dois campos de futebol. Passaram a usar os dois e continuamos a ouvir filho desta e daquela, ladrão etc.

Defunto é sempre bem comportado e sério. Vocês me verão na minha sentinela bem comportado e sério mais do que o comum. Verão no meu rosto a frustração de não ter alcançado o tempo em que uma freira ou um homem casado pudessem celebrar uma missa.  Antes de eu me ordenar eu já pensava em Padre que bastava de ser um cidadão batizado, trabalhador e com procedimento. Minha esperança era o Papa Francisco, mas vejo que não vai acontecer.

Alguém me perguntou sobre a minha trajetória como padre. Eu não acho diferença nenhuma das outras. Ultimamente, tenho pensado no trabalho do bispos, na dificuldade que é conduzir tantos padres. Padre aparece com chapéu de cowboy, cantando, outros com a roupa toda estreitadinha no corpo, achando muito bonitinho. Vai ser Bispo assim, meu filho!

Em toda coisa é preciso considerar o fim.  Estamos apresentando uma coletânea de sermões escolhidos a partir da gentileza de Jacó Araújo que escreveu um após o outro observando as missas. Um livro de sermões é uma experiência nova. Nunca fiz isso antes. Desejo que seja bom para as pessoas. Também desejo que seja simples, capa lisa, sem malhas. Mas a finalidade principal é atrasar o destino infeliz de todos nós: caminhar para o aquecimento. Atrasar o esquecimento.

Padre Zé Linhares – admiração e respeito!

Texto de Leunam Gomes

Há poucos dias fui desafiado a escrever sobre uma determinada pessoa. Não consegui inspiração suficiente. Hoje tenho que escrever sobre o Padre José Linhares e não sei por onde começar. A situação é bem outra e muito diferente da anterior. São tantas coisas a dizer que acho que as palavras serão poucas e insuficientes para manifestar o que penso. Não são apenas idéias ou impressões. São, sobretudo, sentimentos.

O Padre Zé Linhares foi tão importante em nossas vidas que talvez nos seja impossível traduzir, em palavras, tantos sentimentos, emoções… E por onde começar?

Para jovens adolescentes, oriundos de pequenas cidades ou da zona rural de alguns municípios, encontrar, em Sobral, o Padre Zé Linhares foi uma bênção especial. Para cada um de nós do Seminário de Sobral, do Colégio Sobralense ou do Colégio Santana, tê-lo por perto significava segurança. Era um verdadeiro Anjo da Guarda.

Na realidade, a equipe de padres que dirigia o Seminário Menor de Sobral era composta pelo que havia de melhor no clero diocesano. Era uma verdadeira seleção de craques da competência, do compromisso e do bom relacionamento, três virtudes que tenho, na maturidade, defendido, divulgado e procurado, com todas as forças, cultivar. Não chego nem aos pés daqueles que foram meus mestres, mas procuro inspirar-me neles.

Sobre o Padre Zelinhares, era assim que o tratávamos, há tantas coisas boas que é até difícil enumerá-las. A sua competência nos despertava muita atenção. Aos nossos olhos ele sabia de tudo, pela segurança com que falava sobre os mais diversos assuntos. Era muito claro nas exposições de suas idéias. Como primeiro professor de Latim deixou-me uma marca indelével a que me tenho referido sempre. E ele tinha apenas 26 anos. Foi a sua palavra de estímulo que me fortaleceu o gosto por aquela língua que, desde o tempo de menino, despertara-me curiosidade.

Como acólito do Monsenhor Antonino, em Guaraciaba do Norte, aprendi a ajudar a Missa que, à época, era celebrada em latim. Tinha de cor todas as respostas, embora não soubesse o que as palavras queriam dizer.  Aquela convivência inicial me despertara interesse por um dia saber o que aquelas palavras queriam dizer. Só sabia que eram orações a Deus. Enquanto estudava no Preliminar ouvia muitas referências negativas ao estudo do latim. Os meus colegas mais adiantados eram quase aterrorizados com aquele idioma, no entanto a minha curiosidade era maior do que o medo. E tive sorte de ter o padre Zelinhares como professor. Aí, juntaram-se a competência do Professor com a minha vontade e o resultado foi positivo. Saí-me bem na primeira prova. Tirei um nove. Mais importante do que aquela nota foram as palavras de estímulo do Padre Zelinhares. Para não o decepcionar, redobrava-me no estudo do latim. E por causa daquelas palavras sempre fui bem-sucedido.

Aquele gesto do Padre Zelinhares, certamente, mudou-me a vida. Tenho repetido muito este exemplo sempre que participo de cursos de formação de professores.

No segundo ano ginasial que corresponde hoje à sexta série do Ensino Fundamental, ele foi meu professor de Português. Suas aulas eram verdadeiros shows. Através delas comecei a descobrir o gosto pela leitura. Lembro-me bem das leituras que o Padre Zelinhares fazia do livro O Coração, de Edmundo De Amicis.

Mas além das aulas de disciplinas convencionais, ele nos dava aulas de comportamento. E aí, mais uma vez comprovávamos a competência e a habilidade do Padre Zelinhares ao lidar com tantos meninos vindos do interior. A maioria formada em famílias cristãs que sonhavam com um filho padre, mas nem sempre possuidoras de conhecimentos que pudessem repassá-los aos filhos porque elas mesmas desconheciam. Davam-nos o exemplo, as orientações básicas de convivência e respeito humanos, mas outras noções de comportamento vimos aprender com o Padre Zelinhares.

Além de Professor, cabia-lhe a tarefa de Prefeito de Disciplina. Ao cumprir esta tarefa, de nome aparentemente drástico, ele o fazia com uma suavidade de pai e amigo. Foram coisas simples que nos acompanham até hoje. Eram o comportamento à mesa, o uso de uma toalha de banho, o silêncio, o respeito ao outro pela pontualidade, a cortesia no trato com as pessoas, o uso de uma escova e de uma pasta de dente, e assim por diante. E ele mesmo era o nosso modelo.

Tive a feliz oportunidade de secretariá-lo no período em que ele exercia a função de Ecônomo do Seminário. Foi outra grande experiência. Aprendi coisas a que outros colegas não tiveram acesso que eram noções práticas de contabilidade. Cabiam-me várias tarefas relacionadas a entradas e saídas de dinheiro, fornecimento de materiais solicitados pelos seminaristas: cadernos, lápis, borrachas, pastas, sabonetes etc. Era um novo aprendizado.

São tantas coisas a comentar sobre a convivência e a admiração ao Padre Zelinhares que dariam até um livro. Não recordo nenhum momento que possa registrar como negativo. Certamente deve ter havido momentos de desejos contrariados, mas foram tão irrelevantes que não consigo lembrar-me de nenhum fato específico. Sobraram apenas as boas lembranças. O tempo e as atividades se encarregaram de nos separar fisicamente.  Temos estado muito distantes, fisicamente, mas jamais esquecerei de tantas coisas boas que aprendi com o Padre Zelinhares. A gente nunca esquece um bom modelo.

Bendito seja o Padre Zelinhares! Amém.

MANOEL VALDECI VASCONCELOS

Lembranças do Seminário de Sobral

A minha chegada ao Seminário, se deu no dia 08 de fevereiro de 1950. Lembro-me bem, encontrava-se na sala de entrada do amplo Seminário, dom José, em pessoa, recebendo os seus estimados “matutos”.

“Menino véi”, acanhado, tremia medroso, quando fui arguido, por ele, com 3 ou 4 perguntas, no que julgo a haver-me saído a contento. Foi, desta maneira, que se iniciou a minha história de vida, neste Seminário – durante um período curto – nesta primeira fase, porém, por muitos anos, lá adiante, como professor da UVA.

Apesar do pouco tempo, foi nele que encontrei a sólida base sustentacular, junto com os ensinamentos hauridos, no convento dos frades franciscanos alemães, (1947-1948), em Tianguá, somados às lições primaciais absorvidas no recato abençoado e aconchegante da minha casa. Nesses recintos acolhedores e virtuosos, procurei impregnar-me dos fundamentos essenciais e indispensáveis àqueles que desejam manter uma vida digna: respeitar e seguir, na medida do possível, os preceitos cristãos, agir com firmeza e retidão de caráter, praticar a honestidade em todas as suas atitudes, guardar a consideração ao seu próximo, valorizar a disciplina e apegar-se o sentimento de justiça.

Foram desses oásis exuberantes que se abriram para mim, as perspectivas de alcançar êxito nas áreas dos estudos, no exercício profissional e nas interações sociais.

Por julgar oportuno e achar que existem afinidade e correlação entre si, me permito “data venia” transcrever alguns trechos do discurso pronunciado em 09 de janeiro de 2014, quando recebi o diploma de Bacharel em Direito e representei todos os formandos dos diversos cursos da UVA.

Existe, por dever de justiça, em ocasiões como esta, referir-se à “lembrança do prédio onde estudamos; no nosso caso, o vetusto e imponente casarão da Betânia, que em épocas passadas, abrigou o bem glorificado Seminário São José, sementeira de vocações sacerdotais, gerando quase uma centena de sacerdotes, sob o olhar vigilante e diligente de Dom José Tupinambá da Frota. A outra parte que não se ordenou padre, e que era bem mais numerosa, robustecida pela qualidade do ensino ministrado, pela aplicação contínua e séria da moral e dos princípios cristãos, ao lado de uma disciplina voltada para os bons costumes e retidão do caráter, a dignidade pessoal, o amor ao próximo e o respeito à criatura humana, se constituíram em pessoas bem sucedidas no campo das atividades que abraçaram.

Este majestoso conjunto de edifícios já nasceu predestinado por propósitos divinos para cumprir pioneiros e consagradores compromissos com dois preceitos de insuperável alcance e sublime destinação: o primeiro, foi de ordem mais específica, no labor de preparar os ministros cristãos e religiosos para o munus de pregar a palavra de Deus e apascentar as ovelhas de Cristo e o segundo, o de ser o berço da UVA, que há 46 anos ensina a trilha misteriosa que conduz os obstinados ao tesouro mágico de onde promanam os clarões resplandecentes e esplendorosos que incidem verticalmente e impõem à vista as inestimáveis e mais cobiçadas joias intituladas de: CONHECIMENTO, CULTURA E SABER”.

No discurso citado, exaltei a importância do professor e, aqui desejo homenagear com as mesmas palavras, meus inesquecíveis mestres do Seminário: Pe. Arnóbio Andrade, Monsenhor Tibúrcio Gonçalves de Paula, Pe. Joviniano Loiola,  Pe. Edson Frota, Pe. Edmilson Cruz, Pe. Cardoso, Pe. Aristides Sales, Pe. Moésia Nogueira Borges, Pe. Sabino Guimarães Loyola, Pe. José Gerardo Ferreira Gomes, Pe. Francisco Sadoc de Araújo e Prof. Mariano Rocha.

Destaco “o apreço justíssimo e merecido, à pessoa do professor, do mestre obstinado, que se consome como uma vela acesa, no árduo, cotidiano e diuturno mister, de distribuir conhecimento, transferir saber, aprendizados, ideias construtivas que servirão para as atividades do cotidiano e de toda vida.  O professor é o símbolo perfeito e acabado do espírito de doação, de eterna paciência, é o anjo tutelar, estrela-guia, é a fonte cristalina, a jorrar com exuberância, a límpida água que sacia a sede do corpo, como também irriga e nutre as mais legítimas aspirações da mente e do intelecto.

Gostaria muito, de declinar os nomes daqueles colegas de quem mais me aproximara, porém, o texto já vai longo e falta espaço.

Deixo um abraço fraternal a todos aqueles que me reconhecerem através da leitura desse simples artigo.

Para agradecer a quantos contribuíram para a minha jornada, há longos anos, no saudoso e inesquecível Seminário de Sobral, valho-me da imaginação do famoso escritor e orador, Pe. Antonio Vieira, ao afirmar ser fato tão natural e simples o agradecer, que até as montanhas se enchem de voz, para praticar esta virtude.

Sabem por que as montanhas repetem, de quebrada em quebrada o eco da sua fala? É para agradecer as pródigas dádivas da natureza.

Ultimo este trabalho com um hino de louvor ao bendito Seminário nos seus 90 anos de fundação e com um gesto especial de agradecimento a todos que contribuíram para este livro em sua homenagem.

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