PRIMEIRO PLANO – 27/11/20 Lecy Brandão: NA SALA DE AULA É QUE SE FORMA O CIDADÃO

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Na próxima quarta-feira, dia 2 de dezembro, acontecerá a primeira reunião da Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou, com sua nova composição.

Na pauta, apreciação de processos de pessoas que se sentem prejudicadas por perseguições durante a ditadura de 64.

A nova Lei, promulgada pelo Governador Camilo Santana, em seu parágrafo único, diz que o pedido de indenização  poderá ser apresentado a qualquer tempo, devidamente fundamentado.

O que justifica alguém esmurrar, até a morte, uma pessoa a quem não conhece. Será apenas para exibir-se para patrões ou seus representantes?

Uma parceira, com ares de diretora do espetáculo, acompanha os algozes, parecendo estar filmando tudo e ainda nega ter participado.

Uma moça, sem motivo algum, assumindo ares de autoridade, dizendo-se advogada, agride um rapaz que lhe parecia homossexual, numa padaria. Um absurdo.

Fatos como estes estão se repetindo com frequência, em formatos diferentes. Por que tais pessoas se sentem autorizadas a agredir?  Ou é ódio gratuito.

Insisto nisto por experiência própria. Como diz Lecy Brandão: “Na sala de aula é que se forma um cidadão. Na sala de aula é que se muda uma nação”.

Nas minhas aulas, pessoas que nunca se viram, depois de quinze a vinte minutos, já começam a parecer velhos amigos. Os trabalhos em grupo fazem descobrir afinidades.

Já testei isto inúmeras vezes e sempre tem dado certo. E dali surgem grandes amizades. Descobrem-se muitos valores. A sala de aula é para compartilhar conhecimentos.

Em Poranga, os Professores Maria José Oliveira e Fernando Lima, que fizeram o Curso de Metodologia do Ensino, com base na Educação Biocêntrica, comprovam.

Seria muito bom que os prefeitos recém eleitos  valorizassem a Educação de Jovens e Adultos. É uma questão de justiça para quem não teve oportunidade no tempo certo.

Com metodologia adequada, motivação, capacitação e bom acompanhamento, é facílimo acabar com o analfabetismo de adultos, em dois anos. Recursos financeiros federais existem.

O analfabetismo de jovens e adultos é a mais visível manifestação da desigualdade social em cada município. No passado, havia que achasse vantagem ter analfabetos.

Sugiro: Procurem o Centro de Desenvolvimento Humano – CDH, em Fortaleza. É uma instituição com vasta e histórica experiência no assunto.

Como disse Leonel Brizola: “A Educação não custa caro. Caro mesmo é a ignorância”. Isto é muito fácil de constatar.

Gosto muito de acompanhar os sucessos de meus ex alunos. A Professora Vânia Pontes, de Ipueiras, hoje Doutoranda em Direito, tem ganho vários concursos com seus textos literários.

Praticamente todos ficaram entusiasmados com um jeito diferente de conduzir a sala de aula e estão exercitando, com sucesso, em suas cidades.

Por falar em cidade, vi que a rua que tem o nome de meu pai – José Raimundo Gomes – está recebendo cuidados especiais do prefeito Adail Machado. Moradores felizes. E a família também.

Alegria geral na família com a chegada do Pedrinho, filho de Pedro e Laíza. Ela, filha de Aparecida e Leildo Gomes. Portanto, sobrinha e afilhada.

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