Mês: fevereiro 2021

O CENTENÁRIO DO COMPOSITOR ZÉ DANTAS

No 1º Sábado deste mês, dia 06 de fevereiro, dirigi-me a todos os meus leitores e ouvintes do Rádio, anunciando que neste sábado, 27, estaríamos celebrando o Centenário de nascimento do Dr. José de Souza Dantas Filho, na vizinha Carnaíba, Pernambuco, mas tinha falecido tão jovem ainda, aos 41 anos, no Rio de Janeiro, sem que pudéssemos conhecer bem, sua curta história como médico.

            Acompanhei por outros meios de comunicação, inclusive p/redes sociais, a programação comemorativa, muito bem-merecida, sobretudo pelo seu nome de poeta e compositor – eu o chamo tb. de profeta – Zé Dantas, embora todos possamos chamá-lo de precursor das músicas de protesto. É sobre isto que quero hoje comentar. Se sua vida como médico foi tão curta e lhe tornou mortal, sua vida como poeta, compositor e – de minha parte – Profeta/ está chegando aos 100 anos, tornando-o imortal.

            Pensem bem no que vou dizer. Na década de 1950, ainda não tínhamos a efervescência da Música Popular Brasileira, caracterizada pela Bossa Nova e pelas grandes composições referentes á nossa realidade social, mas já tínhamos, em 1953, músicas de Zé Dantas, como Algodão e Vozes da Seca e em 1955, Paulo Afonso, esbravejando na voz de Luís Gonzaga as palavras e os sons das composições musicais de Zé Dantas, reclamando, protestando contra o descaso que as autoridades já revelavam, abertamente, contra o povo.

            Em 1958 já apareciam a Bossa Nova, os Festivais de Música Popular Brasileira e mais tarde, depois do Golpe Militar, as verdadeiras músicas de protesto e por reivindicação política, que tanto deram na cabeça de gente. Zé Dantas, sem esses ideais políticos, embora muito sociais, por conviver com eles no Nordeste, emprestou sua lucidez a Gonzagão e o fez intérprete dos mais profundos sentimentos e das mais corajosas reivindicações de seu povo.

            Observem, em “Algodão”:

“Bate a enxada no chão, limpa o pé de algodão,

Pois pra vencer a batalha

É preciso ser forte, robusto, valente, ou nascer no sertão;

Tem que suar muito pra ganhar o pão

Que a coisa lá n’é brinquedo não.

Mas quando chega o tempo da colheita

Trabalhador, vendo a fortuna, que beleza!

Chama a família e sai, pelo roçado vai,

Cantando alegre, ai, ai!

Sertanejo do norte

Vamos plantar algodão

‘Ouro branco’ que faz o povo feliz

Que tanto enriquece o país,

Um produto do nosso sertão”.

Cadê o nosso “ouro branco” decantado pelo poeta? O que houve com o seu cultivo, tão pujante, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará, no Maranhão e até no Rio e São Paulo? Por que o Algodão de Salgueiro, tão propagado outrora, decaiu tanto? Se terminou a exportação para a Inglaterra, porque parar de produzi-lo mais internamente? Será que os outros novos “ciclos econômicos” que surgiram, foram mais importantes que o “ouro”? Tornaram-se “diamantes”? “Vozes da Seca” é também de 1953. Sua mensagem é muito + forte. Vejamos!

“Seu doutor, os nordestinos têm muita gratidão

Pelo auxílio dos sulistas nesta seca do sertão;

Mas doutor, uma esmola a um homem que é são,

Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.

É por isso que pedimos proteção a vosmicê

Homem por nós escolhido, para as rédeas do poder,

Pois doutor dos vinte estados, temos oito sem chover,

Veja bem quase a metade do Brasil tá sem comer.

Dê serviço a nosso povo, encha os rios de barragem,

Dê comida a preço bom, não esqueça a açudagem,

Livre assim nós da esmola, que no fim dessa estiagem,

Lhe pagamo inté os juros, sem gastar nossa coragem.

Se o doutor fizer assim, salva o povo do sertão,

Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação,

Nunca mais nós pensa em seca, vai dar tudo neste chão

Como vê nosso destino, mercê tem na vossa mão”.

A mensagem de Zé Dantas aqui é da mais concreta realidade. É o aniquilamento do sertanejo que vive na dependência total. É o dependente da caridade pública, que ele aceita para sobreviver. Quem vive de situação emergencial, vive de esmola. Passa vergonha. Não é isso que nós estamos presenciando hoje, quase 70 anos depois do grito do poeta? Depois de vermos milhões de brasileiros, enfrentando sol, chuva, noites indormidas, em filas intermináveis nos bancos, nas lotéricas para receberem uma esmola a que as autoridades chamam de “auxílio emergencial”, prestes a vê-los de novo, na mesma situação humilhante, para receberem 1/3 do que recebiam, não é uma vergonha?   É por causa dessa visão que tinha Zé Dantas, que eu o chamo de Profeta: aquele que diz o que Deus quer que se diga. Aquele que “profere” a verdade que Deus manda anunciar. Não foi isso que o poeta fez?

            Além dessa situação “vergonhosa” que o povo está passando, ainda se está viciando a receber migalhas, em vez de ganhar um trabalho que lhe dê dignidade, salário e nome para torná-lo gente e não um ‘esmoler’ ou ‘mendigo’.

            Na música Paulo Afonso, de 1955, eu destacaria alguns tópicos. Depois de enaltecer Delmiro, Apolônio, Dutra, Café Filho a quem o poeta chamou de “homens de valor… Paulo Afonso foi sonho que se concretizou”. Zé Dantas elogia do “cassaco ao engenheiro… erguendo a bandeira de ordem e progresso bem como a indústria gerando riqueza, findando a seca, salvando a pobreza e a usina dizendo na força da cachoeira: o Brasil vai”… Você foi muito otimista, Zé Dantas! Os sucessores daqueles que você elogiou, nem todos tiveram os mesmos objetivos, o mesmo entusiasmo e a mesma força de vontade deles. Muitos confundiram e continuam confundindo política com politicagem, bem comum com bem pessoal, estar a serviço de todos para servirem aos seus. Nós nos temos dado mal, depositando confiança em muitos homens públicos. Eles se elegem à custa de mentiras. Inventam palavreado novo, em língua estrangeira que todo mundo já sabe: significa “mentira”. No seu tempo, Zé Dantas, você interpretava a pureza d’alma, a verdade. Até os homens públicos deixavam que a bondade transparecesse. Mas tudo mudou.

            Três anos após sua morte, tivemos uma Ditadura Militar. Até a liberdade de expressão que você praticou, foi proibida. Poucos são eleitos honestamente e toda sorte de mentira é usada para dar vitória a alguém. E o pior: tudo em nome da democracia. Quando você ouvia falar em “facada” no sertão, era “facada” mesmo. Agora é “fakeada”: é uma simulação de facada que elege. E quanto mal nos está fazendo! Quanta saudade, Zé! Obrigado!

Texto de Mons. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz, Mestre e Doutor em Comunicação Social

Divulgar este livro é ato obrigatório: PROFESSOR COM PRAZER

Formei o hábito de sempre comentar as obras especiais que recebo. Considero que essa é a paga que mais gratifica o autor quando publica o seu livro.

Acabo de ler, de Leunam Gomes, o livro PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula, Sobral, Edições UVA, 2015, 214 p. 2ª ed. Ao fim de cuidadosa empreitada, pois o livro é pluritemático e sua leitura instigante, a opinião que formei é a de que estou diante de um livro essencial, uma obra necessária, um documento positivo, um trabalho inspirador.

Professor/Mestre MODESTO SIEBRA COELHO, de João Pessoa – PB

(A lamentar, o fato de que eu só o tenha conhecido quando o Programa Especial de Formação de Professores em Nível Superior, do qual participei nos últimos 20 anos, já estivesse em fase de encerramento, o que ocorreu em janeiro de 2019. A grande chance de explorar a obra e seu autor em sala de aula paraibana, numa experimentação formadora incomum, teria sido extraordinária).

Caracterizo-o, também, como livro com selo de pertença, concebido por quem é professor, para quem é professor, e para quem pretende se ocupar da arte de ensinar. Pertence a todos que optaram ou venham a optar pelo ofício de ensinar-educar; a todos a quem encantam a magia da aula, a vivência da atividade docente; a busca do conhecimento e a valorização e interação com o aluno, por melhores níveis de aprendizagem.

Enfim, um livro para educandos e educadores … e para quem mais o descobrir… para quem o acessar pelas redes eletrônicas.

Meus aplausos fraternos pela originalíssima idealização do livro, desde o título à escolha e atualidade dos assuntos tratados; pelas referências e fundamentações em Freire(1921-1997: p. 105-116 et alii); pela pertinência das leituras, títulos e autores recomendados ao final do livro (p. 213-214 et alii); pelas inferências e formas de abordagem com o condão de motivar, orientar, induzir à reflexão e às novas práticas, em tempos tão fluídos e de contradições intensas.

Alegra-me afirmar que não se trata de um livro para se ler, apenas. A meu modo de ver, PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula é livro para se analisar, interpretar e refletir sobre; um livro queestimula a interação professor/aluno e suscita mudanças de comportamento. Diria que em tempos de tecnologias novas e avanços em educação, este livro é escopo para todas essas atitudes.

Livro essencial porque questiona metodologias, práticas, instrumentais e assuntos que não têm mais ressonância no aluno e na sala de aula, indicando que é hora de olhar as coisas por outros ângulos, avaliar, mudar para melhorar, inovar com consistência, chegar a melhores resultados.Livro essencial porque estimula a que se foque no desenvolvimento de uma consciência social indispensável à construção e à prática da cidadania.

Obra necessária porque convida à participação, reforça a interação educador / educando, instala vivência e convivência como instrumento de elaboração do conhecimento e via para a aprendizagem efetiva e produtiva. Obra necessária porque se ocupa com o concreto, com o real de sujeito (s) e objeto (s) do ensino-aprendizagem; por que trata de questões do dia a dia que podem revolucionar a sala de aula e as atitudes de professor (es) e aluno (s).

Documento positivo porque faz a crítica e não a condenação. Porque trata de temas adversos como a terceirização do plágio, o interior não é inferior, o data show: usos e abusos na sala de aula, a escola e as “escolhinhas” e outros, com a espontaneidade que a Educação sugere e com o prazer de quem se propõe a educar. Documento positivo porque coloca a sala de aula como lugar sagrado e central da escola, onde as aproximações e inter-relações abrem espaço para a comunicação e, consequentemente, para melhores resultados em ensino.

Trabalho inspirador porque os que vierem a conhecê-lo, com prazer e atitude, não resistirão ao vírus da criatividade, mudança, experiências e vivências novas e transformadoras, depois do percurso pelo livro. Trabalho inspirador porque desenvolve a percepção de que o bom humor pode estar de braços dados com o processo educativo de forma fecunda. É trabalho inspirador porque se funda em metodologia participativa que pode transitar, sem barreiras,na aula presencial ou virtual, em sala de aula física ou na tela do computador, tablet ou smarthphone, como simples resultado de mudança de atitude e de comportamento.

Pelos depoimentos e comentários de alunos, professores e especialistas, trazidos a esta 2ª edição, após exitoso ensaio de aceitação que foi a 1ª Edição em 2018, se ratifica quão importante esta obra vem se tornando para a informação e atuação do professor.

A simplicidade do livro espanta. O leitor penetra na obra de maneira fácil. A linguagem é quase coloquial. Os temas são familiares e atuais mais se assemelhando a trabalho conjunto de construção professor / aluno e são conduzidos com tanta espontaneidade que até parece que se está em sala de aula, em uma roda de alunos, como inspira a foto de capa, iniciando um diálogo ou a discussão de algo que foi levantado.

Assim, considero que divulgar este livro é ato obrigatório. É compartir experiências. Até houve quem dissesse que PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula é livro que “deveria fazer parte do currículo do curso de Pedagogia como leitura obrigatória” (In Depoimentos sobre a 1ª Edição, sic. Bastos, p. 5).

É pouco! Eu iria mais além, mundo afora, propagando o livro e torcendo para vê-lo lido e discutido por todos aqueles que estão em sala de aula e pelos que, um dia, lá decidirem estar como professores ou aprendizes.

Finalmente, trabalho que orgulha e deu gosto de conhecer. Uma vez mais, muito obrigado pelos exemplares enviados. Parabéns, caríssimo Prof. Leunam.

MODESTO SIEBRA COELHO -Professor, Escritor com mais de 40 obras publicadas. Mestrado em Planejamento Urbano e Metodologia de Projetos na Escola Nacional de Serviços Urbanos, Rio de Janeiro (1974/1975); Mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade de Paris III – Sorbonne Nouvelle (1989-1990).

Exerceu diversas funções: Na Universidade Federal da Paraíba-UFPB, professor de diversas disciplinas da Geografia Física e Geografia Humana. Exerceu os cargos de Pró-Reitor de Administração, Assessor de Planejamento, Diretor do Centro de Ciências Exatas e da Natureza, Chefe do Departamento de Geociências, Prefeito Universitário e Diretor da Editora Universitária, na Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA. No ensino privado: Diretor do Colégio Sobralense GEO.

Secretário de Administração e Planejamento da Prefeitura de Cajazeiras-Paraíba.

Assessor de Planejamento da Secretaria de Planejamento do Governo da Paraíba.

Função atual: Diretor Geral da Universidade Aberta Vida, em João Pessoa-Paraíba.

Sebastião Cézar A. Vale: O VELHO SEMINÁRIO

SEBASTIÃO CÉSAR AGUIAR VALE, de Crateús – Ce.  Na Betânia (Sobral) de1953 a 1956 

  Vetusto casarão! Oh! Seminário,                                                                  Sempre vívida em mim, tua presença

Guarda os ossos de minha Fé e Crença

Que sepultei aí no teu sacrário.

Passos dúbios da minha adolescência

Palmilham do teu chão o santuário:

Inda pedem Latim e Dicionário

Para construir seu mundo de sapiência…

Oh! Devolve à minha alma o teu conforto,

Porque o passado em mim, já quase morto,

Só vive de chorar tua saudade.

Deixa o meu pó voltar à Natureza

E recolhido à urna da Tristeza

Viver contigo pela Eternidade.

 SEBASTIÃO CÉSAR AGUIAR VALE  Meu tempo de seminário foi de 1953 a 1956. Fui colega de José Teodoro Soares, José Vitorino, Benes Alencar Sales (ex-padre ou padre casado), dentre outros. Fui contemporâneo de Francisco Silveira de Souza, Feliciano de Carvalho e de Hélder Mesquita e de muitos outros, inclusive do monsenhor Gonçalo Pinho, pároco da Sé Catedral de Sobral.

            Fiz este soneto, que ora envio como colaboração ao LIVRO DA BETÂNIA, que o Leunam está compondo, em belíssima iniciativa, para perpetuar a memória do Seminário São José de Sobral.

            Fui aluno dos padres Osvaldo Chaves, Austregésilo, Edson Frota, Marconi Montezuma, João Mendes Lyra e Arnóbio. Não fui aluno de padre Gerardo Gomes nem de padre Edmilson Cruz. O reitor, à época, era o padre Sabino Loyola.

            Jornalista-editor da Gazeta do Centro-Oeste, formado pela UFC em grau polivalente, em 1970. A Gazeta tem sede em Crateús, onde eu nasci e tem periodicidade quinzenal. Fundada em 1997, foi adquirida por mim em 2001. Os Betanistas do meu tempo, como os demais colegas e contemporâneos não irão acreditar que faço este jornal sozinho. Conto apenas, com alguns colaboradores que escrevem, com uma secretária que coordena as matérias e com um diagramador em Fortaleza, que comigo compõe o jornal antes de ser impresso.

COVID 19 – CHEGAMOS AO PICO

Mensagem do Secretário Estado Saúde,

Carlos Roberto Martins Rodrigues.

Irmãos, amigos,  familiares, enfim – todos. Pelo que os ESPECIALISTAS afirmam, a partir de amanhã teremos, no mínimo 30 dias difíceis, de muita dor, de muitas perdas e só temos um remédio para tentar diminuir tudo isso – realizando de forma séria e muito cuidadosa o isolamento social. Portanto, conversem com os amigos e familiares, não faça VISITAS… Não coloquem a vida de parentes e amigos em riscos. O contágio é GIGANTESCO e pode vir no ar… Tosse… Espirro… Solas de sapatos…. Sacolas de supermercados… Embalagens etc. Vamos juntos vencer esse vírus. Tudo isso vai passar, mas precisamos fazer que passe sem tantas PERDAS e sofrimento. Vamos fazer uma grande campanha a partir de agora. Compartilhe e envie essa mensagem para todos os seus amigos e familiares. Vamos ter nos próximos dias a maior taxa de isolamento social do Brasil. Juntos somos mais fortes… Não esqueça.. Envie agora mesmo esta mensagem em todas as REDES SOCIAIS… Cuidem da higiene pessoal… Lavem as mãos sempre e evitem tocar no rosto. Fé em Deus! Esperamos que depois disso, que tudo passar, possamos voltar melhores… Muita coisa precisa mudar dentro de nós e no mundo!

Mensagem do Secretário Estado Saúde:

◉ Devido ao colapso no Sistema de Saúde do Brasil, nós – profissionais da saúde – preparamos esta mensagem para a população, caso você não queira logo arriscar ir a um hospital;

__________

◉ Os sintomas aparecem á partir do 3º dia depois do CONTÁGIO(sintomas de virose).

 ➙ 1ª fase;

◉ Dor no corpo

◉ Dor nos Olhos

◉ Dor de cabeça

◉ Vômito

◉ Diarréia

◉ Coriza ou congestão nasal

◉ Moleza

◉ Ardor nos Olhos

◉ Ardor ao urinar

◉ Sensação febril

◉ Garganta arranhada

➙ Importantíssimo contar os dias de sintomas: 1º, 2º,  3º.

◉  agir antes da FEBRE aparecer.

◉ Não esperar a febre chegar para tomar o antibiótico pelo médico .

◉ Atenção, é muito importante a ingestão de bastante líquido, em especial a água purificada. Beba bastante água para não deixar a garganta seca e para ajudar a limpar os Pulmões.

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➙ 2ª fase; (do 4º ao 8º dia) inflamatória.

◉ Perda do paladar e/ou olfato

◉ Cansaço aos mínimos esforços

◉ Dor no tórax(caixa torácica)

◉ Aperto no peito

◉ Dor na região lombar(na região dos Rins)

__________

➙ O vírus ataca as TERMINAÇÕES NERVOSAS;

◉ A diferença entre cansaço e falta de ar:

• _Falta de ar, é quando a pessoa está sentada – sem fazer nenhum esforço – e lhe falta ar;

• Cansaço, é quando a pessoa se movimenta pra fazer algo simples e se sente cansada.

__________

➙ Precisa-se de muita hidratação e vitamina C.

__________

➙ O Covid-19 se liga ao Oxigênio – portanto – a QUALIDADE do sangue fica ruim, com menos oxigênio.

Se você tiver com tosse, tome algum Xarope para tosse [recomendo o Acetilcisteína Xarope e envelope] .

__________

 ➙ 3ª fase – cura;

◉ No 9º dia entra a fase de cura, que pode ir até o 14º dia(convalescência).

◉ Não atrasar o TRATAMENTO, quanto mais cedo, melhor!

__________

➙ Boa sorte á todos!

Melhor guardarmos estas recomendações, prevenir nunca é demais!

__________

➙ Conselho de hospitais de isolamento, podemos fazer em casa.

◉ Medicamentos que são tomados em hospitais de isolamento;

• Vitamina C-1000

• Vitamina E (E)

• De 10:00am á 11:00am, sente-se ao SOL por 15 á 20 minutos

• Refeição de Ovo uma vez

• Descansar e dormir – no mínimo – de 7 á 8 horas

• Beber 1 LITRO e MEIO de água, diariamente

• Todas as refeições devem ser QUENTES (não frias). Isto é tudo o que fazemos nos hospitais para fortalecer o sistema imunológico.

__________

➙ Observe que o pH do Coronavírus varia de 5,5 á 8,5.

Portanto – tudo o que precisamos fazer – para eliminar o vírus é consumirmos mais alimentos alcalinos, acima do nível de ACIDEZ do vírus.

Tais como;

◉ Bananas Limão verde → 9,9 pH

◉ Limão Amarelo → 8,2 pH

◉ Abacate – 15,6 pH

◉ Alho – 13,2 pH

◉ Manga – 8,7 pH

◉ Tangerina – 8,5 pH

◉ Abacaxi – 12,7 pH

◉ Agrião – 22,7 pH

◉ Laranjas – 9,2 pH

__________

➙ Como saber que você está com o Covid-19?!

◉ Comichão na garganta

◉ Garganta seca. 

◉ Tosse seca

◉ Alta temperatura

◉ Falta de ar

◉ Perda do olfato e paladar

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EDUCAÇÃO É MUDANÇA: REPENSO, REFAÇO E RECOMEÇO

Com o grande sucesso da Jornada Pedagógica 2021 “Educação é Mudança! Repenso,

Refaço, Recomeço”, temos o desafio de colocar em prática tudo aquilo que foi vislumbrado

através das palestras, oficinas e reflexões dialogadas, sem esquecer que ainda estamos no

contexto pandêmico.

PROFESSOR FERNANDO LIMA, de Poranga – Ceará

São perceptíveis as inúmeras dificuldades que se manifestam em nosso meio, para a efetivação do trabalho. Podemos destacar:

  • >a relutância de alguns dos nossos colaboradores em fazer seu trabalho,
  • >cumprir a hora/atividade,
  •  >unir-se à equipe para que as ações aconteçam.

Mas, é neste momento que somos oportunizados a agir como líderes, analisando e propondo saídas para a superação dos obstáculos.

  • >Estudos dirigidos,
  • >Reflexões dialogadas, após estudos de textos nos planejamentos semanais,
  • >Dinâmicas de grupos que propiciem tomadas de consciência quanto à importância do  trabalho de cada indivíduo na consolidação dos objetivos do grupo,
  • >Diálogos particularizados com aqueles que insistem em não contribuir para o bom andamento do que se está sendo proposto.

São maneiras de romper com comportamentos que nada contribuem para a superação de dificuldades. Afinal, em meio à pandemia, inúmeras dificuldades para o fazer pedagógico e demais serviços, não faltam. E será imprescindível que cada profissional, seja dos serviços gerais, seja vigia ou professor, se sinta responsabilizado a agir, alimentando o sentimento de pertencimento, pois tal sentimento no trabalho faz com que os colaboradores estejam mais integrados às suas atividades e, consequentemente, no alcance dos resultados.

Fernando Lima com a equipe da Escola de Ensino Fundamental JOAQUIM ANTONIO FILHO

Em nenhum outro momento da história, fomos tão necessários. Não percamos a oportunidade de contribuir e crescer, como ser humano, como profissional, como aquele que pode fazer a diferença onde quer que esteja.

Lembremo-nos que estar integrado a uma cultura de pertencimento organizacional também é uma maneira de encontrar um propósito no trabalho e ter uma maior realização profissional.

JOSÉ PINTO: MISSÃO CUMPRIDA!

Logo que ele foi internado, Dona Raimundinha encontrou o número de meu telefone e me ligou. Sabia que, vez por outra, conversávamos e eram momentos de muitas alegrias e recordações, por isto cuidou de me avisar. Desde aquela informação, formamos um grupo dos Betanistas para acompanhar o dia a dia do colega José Pinto. Recebíamos, todos os dias um informativo que nos era enviado pelo seu filho Emerson. Esperamos, torcemos, fizemos corrente de orações pelo Zé Pinto, pelo outro colega Zé Carlos Saboia, em situação semelhante, e sua mulher Lúcia, ainda hospitalizada no Rio de Janeiro.  Zecarlos, deixou o hospital e retornou para casa. Deus chamou o Zé Pinto.

JOSÉ PINTO E DONA RAIMUNDINHA

         Sou José Pinto de Albuquerque, nascido em 23 de maio de 1942 na cidade de Coreaú, filho de Alexandre Pinto de Albuquerque, agropecuarista e Maria Zilmar de Menezes Albuquerque, professora primária.

         Durante minha infância, estudei no Grupo Escolar de Coreaú onde fiz o primário até me dedicar à preparação para ingressar no seminário. A grande influência para decidir-me pelo Seminário foi o então Padre Benedito Albuquerque, hoje bispo emérito de Itapipoca. Quando menino, espelhava-me naquele padre exemplar.

         Como colegas de infância, tinha principalmente meus primos que residiam em Coreaú e eram mais ou menos da minha idade, os filhos do Domingos Pinto e de Wanda, do Deusdedit Gomes e de Yolanda e outros contemporâneos, ainda havendo os primos que residiam em Sobral principalmente os filhos de Edward Mont´Alverne e da Yedda Frota.

          Desde cedo participava dos sacramentos da Igreja Católica e percebia o desejo inquestionável de meus pais de ter um filho sacerdote, o que me influenciou sobremaneira para que tentasse ingressar no seminário e posteriormente me tornasse padre.

          Ingressei no seminário da Betânia sem ter completado ainda 14 (quatorze) anos, pois iniciei meus estudos lá em janeiro de 1956, tendo concluído essa importante fase de minha vida em dezembro de 1959, quando entendi que não possuía vocação para assumir o sacerdócio.

          Não posso deixar de dizer que o aprendizado foi extremamente marcante durante minha estada na Betânia, no entanto, não poderia deixar de citar as importantes e sinceras amizades iniciadas e que ainda perduram até hoje.

Para todos nós, oriundos de pequenas cidades do interior, o Seminário era a tábua de salvação, em matéria de oportunidade de estudo. Em nossas cidades, quando muito, podíamos concluir a quarta série do primário. No Seminário, podíamos ir em frente.

          Na realidade, ali tudo era diferente. Convivíamos com uma centena de jovens chegados de diversos pontos da região norte. Todos diferentes, mas com muitas semelhanças. Aos poucos, descobríamos as nossas afinidades nos estudos, nos esportes, nas brincadeiras, nas tendências artísticas e culturais.

          Havia colegas extremamente dedicados aos estudos. Verdadeiros exemplos. Viviam para estudar. Até nas grandes filas formadas para a capela ou para o refeitório, estavam estudando. Nas leituras de notas mensais, eram destaques. Havia até quem tirasse nota dez em todos os itens: Regulamento, Aplicação, Urbanidade, Asseio, Capela, português, Matemática, Latim e assim por diante, até Música que era a última matéria citada.

            Enquanto as notas eram lidas, o aluno ficava de pé sob os olhares dos demais. Ruim mesmo era quando as notas não eram boas. Pior ainda era quando o Reitor interrompia a leitura para fazer alguma recomendação. Mas havia sempre quem se destacava em algumas disciplinas.

Foto de nossa turma, aos pés da estátua de Dom José, na Betânia: Da esquerda para a direita, à frente: Mourão, João Osmar, Albecy, Chico Pierre, João Batista, José Pinto e Marcelo. Na segunda fila: Zé Américo, Luís Francisco, Luciano Paiva. Os últimos: Catunda, Leunam, Gustavo e Martins

Outros aproveitavam as filas para rezar. Não eram poucos os que, de braços cruzados, deixavam transparecer o terço que conduziam. Mas havia também alguns gaiatos que surpreendiam a todos, no silêncio e na concentração das filas. De repente alguém dava um pulo para o centro das duas filas, simulando que se havia deparado com um rato ou com uma cobra. Num segundo, toda a fila se desfazia. Era uma confusão total. E, na realidade, não era nada. Era apenas para surpreender colegas que, medrosos, se assustavam com tudo. Em pouco tempo, tudo voltava ao normal e a fila prosseguia no grande corredor a caminho da capela, do refeitório ou do salão de atos. Eu não queria entregar, mas apenas uma pista para quem quiser descobrir o causador da desordem. Era um companheiro que, na fila, ficava antes do Catunda, Raimundo Catunda Lopes, de Santa Quitéria, colega de turma, que se assustava com tudo, era, aqui pra nós, um dos organizadores deste livro.

Muitos se destacavam no esporte. Formávamos times de futebol e disputávamos torneios a exemplo dos grandes times nacionais pelos quais torcíamos: Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo etc.

           O Seminário sempre dava oportunidade para quem quisesse se destacar nos estudos, na música, no esporte. O Grêmio São Tomaz de Aquino e a PASI – Pequena Academia Seminarística do Improviso – abriam possibilidades para os futuros grandes oradores e para aqueles que se esmeravam em recitar poesias.

          Após a saída do Seminário, fui morar em Fortaleza, na residência de um tio, para concluir meus estudos e iniciar minha vida profissional. Trabalhei na Brasil-Oiticica, depois na Sousa Cruz até que fui contratado pela COHEBE, Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança, onde trabalhei até o início da década de setenta no Piauí e no Maranhão. De lá voltei ao Estado do Ceará e houve a mudança de COHEBE para CHESF, Companhia Hidroelétrica do São Francisco, empresa para a qual trabalhei até me aposentar em 1992.

          Após me aposentar, pude dedicar-me às atividades de que sempre gostei em toda a minha vida, seguindo os passos de meu pai, tornei-me um agropecuarista. Em pouco tempo, tornei-me presidente do Sindicato Rural de Coreaú, onde passei a exercer importante função patronal que me permitiu ser representante da Federação da Agricultura do Estado do Ceará, na Zona Norte do Estado e ainda fui escolhido para presidir a Associação dos Criadores da Zona Norte do Estado do Ceará.

         No que tange à família, contraí núpcias com a minha atual esposa RAIMUNDA MOREIRA PINTO, em 13 de dezembro de 1969 e desta bem aventurada união, tivemos três filhos: ALEXANDRE PINTO MOREIRA, nascido em 14 de outubro de 1970, atualmente Promotor de Justiça e Professor Universitário, que teve uma filha, Rachel Pinto Moreira e depois casou com Cláudia Moraes Pinto Moreira com quem tem dois filhos, José Cláudio Pinto Martins e Alexia Pinto Martins; EMERSON PINTO MOREIRA, Médico Veterinário e Professor Universitário, nascido em 9 de outubro de 1973, que teve dois filhos Isaac Taumaturgo Pinto e Gabriel Taumaturgo Pinto e casado com Thamar Paiva Camerino com quem tem a filha Isa Pinto; e IARA PINTO MOREIRA, Assistente Social e bacharel em Direito, casada com Sérgio Luís Correia com quem tem os filhos Maria Clara Pinto e José Ian Pinto.

Falecido em 15 de fevereiro de 2021

NOSSAS MANIFESTAÇÕES:

Nossa saudade e solidariedade!!! 🙏🙏🙏

Aguiar Moura

Que seja bem acolhido e orientado pela espiritualidade amiga em sua nova morada. Aos amigos e familiares muita paz e compreensão. Deus em sua infinita misericórdia nos faça melhores e mais compreensivos de nossa finitude.

Lourenço

🙌🙌Nosso colega e amigo  Zé Pinto lutou até onde pôde mesmo assim Deus o chamou para sua Gloria. Que céu o receba na sua morada eterna. Nossa solidariedade a toda família.

 Ant. VIANA

Deus acolha de braços abertos o nosso amigo Zé Pinto.

Flávio Machado

Uma notícia que nos abala profundamente. A situação do Zé Pinto era grave, como sabíamos, mas alimentávamos concretas esperanças de sua recuperação. Que ele descanse ao lado de Deus, e sua família conte com nossa solidariedade.

ZÉ GENTIL

Nossa solidariedade a todos os familiares do Zé Pinto,  neste momento de dor. Que Deus o receba no Céu.

ELISIÁRIO

Bom dia, amigos!

Lamento profundamente o falecimento do Pinto (era assim que o chamava).

Não tive a oportunidade de com ele conviver no Seminário, pois ali ingressei apenas em 1962.

Porém, anos mais tarde, ao assumir o emprego no BB, em Ubajara, passamos a ter uma convivência constante por uns 2 anos, pois nos hospedávamos no Hotel Gruta onde, sempre à noite, comandados por ele, tínhamos uma boa rodada de gargalhadas, já que possuía um jeito especial de envolver-nos em seus excelentes relatos cômicos.

Depois, já morando em Sobral, nos encontrávamos raramente, porém, sempre lembrávamos os bons tempos na Serra Grande, com direito a mais e mais gargalhadas.

Estou muito triste!

Que Deus o acolha!

🙏 FJCARNEIRO LINHARES

ZE PINTO: CHAMADO POR DEUS.

Era da minha turma.

LEUNAM

Pêsames a toda a família do Zé Pinto pela perda do seu ente querido. Porém, glória a Deus por receber na mansão celestial uma alma santa.

ERASMO RIBEIRO

Lamento o falecimento do colega Zé Pinto. Nossos sentimentos á sua família junto às preces ao Altíssimo para que o acolha em sua casa

VALDECI VASCONCELOS

Lamento o falecimento do José Pinto. Meus sentimentos pelo triste e dolorido (para todos nós) acontecimento. Deus já o acolheu a este momento.

ZE HENRIQUE LEAL

Primo muito querido. Vá em paz.

LEOPOLDO

Alexandre, a dor que você está sentindo invadiu o meu próprio eu. Há alguns meses, meu irmão médico Paulo Matos de Castro de Natal, percorreu caminho igual e também não resistiu. Trata-se de uma patologia horizontal que continua amedrontando. Continuo rezando pelo descanso do meu contemporâneo.

CÍCERO MATOS CASTRO

ZÉ PINTO, ADEUS!

ZECARLOS SABOIA

Com essa  ” canção da amizade ” postada pelo Viana, não me contive. Chorei,  com as boas lembranças que guardei do Zé Pinto, meu colega de turma na, igualmente, saudosa Betânia.

ZÉ AMÉRICO

A família do Zé Pinto nossos sentimentos e orações.

Nosso fraterno abraço a todos familiares e amigos.

MARCELO LIBERATO

Quase diariamente nos foi partilhado por seu filho os relatos ora aflitos ou em alguns momentos esperançosos!

Somente com o olhar de fé podemos compreender; Deus o levou! Zé Pinto cumpriu sua missão e nós testemunhamos sua atitude sempre cordial, alegre e acolhedora!

Nossos sentimentos e solidariedade à família.

ZEARMANDO DIAS

Não foi com o nosso voto que eles foram eleitos?

Todos os anos, sempre usei este dia, chamado “Sábado Gordo” para falar, em qualquer órgão de imprensa que estivesse ao meu alcance, sobre o Carnaval, já que, de hoje até a quarta-feira de cinzas, imperava o Rei Momo.

A partir de hoje, 13 de Fevereiro, até a Quarta-feira, dia 17, o Brasil todo esquecia seus problemas, suas dificuldades, alta do custo de vida, saldo no cartão de crédito, problemas políticos ocasionados pelos 03 poderes da Nação, delação premiada, falhas na educação, na saúde, na segurança ou nos deveres governamentais, para só prestar Homenagem a Rei Momo.

Mons. Dr. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ceará

Era o grande momento brasileiro da alienação geral, da fuga de nossa realidade, da ingestão do ópio que contaminava a todos: Era CARNAVAL.

            Feriado prolongado, vigilância maior nas estradas, grande afluência de foliões em determinadas cidades e praias, presença, mais ostensiva, de policiamento por toda parte, até o uso das forças armadas, enfim, a vida nacional mudava de forma, de jeito, de atitude e de compromissos.

            O Brasil parava como engrenagem política, como burocracia, para viver a coisa mais desburocrática do mundo, que era o CARNAVAL. Chegara a hora das fantasias: aquela com que se brincava, e aquela que estava na cabeça de muita gente. Como sou ‘folião’ de tempos passados – aqui mesmo em Afogados da Ingazeira – ainda me lembro dos saudosos risos e alegrias de Zé Keti, com sua famosa e sempre lembrada “máscara negra”.

Porque me estou referindo a tudo isso, como coisa do passado? Não há mais carnaval? Por certo, você mesmo, meu ouvinte, já entendeu o porquê deste meu questionamento. A Pandemia nos está proporcionando esta reflexão. Parece que nós temos que voltar aos primórdios do Carnaval. Temos que recordar sua historia. Antigamente, esse tempo anterior à quarta-feira de Cinzas, era aproveitado pela própria Igreja, para estimular os seus fiéis a se alimentarem mais de carne, uma vez que da Quarta-feira de Cinzas em diante, vivia-se o Tempo Litúrgico da Quaresma, durante o qual, era proibido comer carne. O que tem a ver, uma festa tão profana, como o Carnaval, com um tempo litúrgico tão religioso e de tanta prática da fé?

            A Quaresma ou Quadragésima é um tempo de 40 dias de penitência, de jejum, de conversão dos pecados, enfim, de purificação da alma, preparatório para a Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, que se celebra este ano, no dia 04 de Abril.

            Em tempos remotos, a Igreja estimulava o povo a se despedir da alimentação da carne, exatamente agora: 03 dias antes de iniciar a Quaresma, ocasião em que todos comiam bastante carne – para enjoar mesmo – até à ½ noite da quarta feira de cinzas, a fim de suportarem os 40 dias que se seguiam, sem provarem tal alimento, como uma penitência.

            Era um verdadeiro festival de carne, ou um verdadeiro Carnaval, realizado por motivos religiosos e por respeito à Fé e ao momento litúrgico celebrado e vivido pela própria Igreja.

            Claro que se a Igreja adivinhasse que o seu mais bem intencionado Carnaval, ia dar no que deu, jamais teria ela estimulado tal forma de despedida da carne, divulgando tão grande penitência corporal, física, durante a Quaresma.  Aos poucos o povo foi desviando-se da justificativa ou das motivações apresentadas pela Igreja, foi introduzindo a bebida, para ajudar na ingestão da carne, e o Carnaval chegou ao estágio em que estávamos: uma festa pagã, profana, com muita carne, sim, mas carne humana às vistas.

Tornou-se uma festa de muita sensualidade, de muita apelação visual, para corpos nus, ou seminus, de muita permissividade e de um exagero sem limites: na bebida, nas fantasias, nas corridas de automóveis pelas ruas e pelas estradas, nos abusos de ordem sexual, até com o incentivo do Governo, distribuindo camisinhas ou outros preservativos, enfim, havia uma alienação enorme, uma loucura desmedida, um aproveitamento da oportunidade, como se fosse a última na vida. Não havia uma educação especial ou uma orientação para se viver corretamente. Havia uma libertinagem geral e não, uma liberdade, retamente ou conscientemente, assumida.

            E o pior é que, em cada ano que passava, se queria superar a alegria e o exagero do ano anterior. A criatividade das grandes Escolas de Samba, no enredo de suas homenagens, na história que queriam recontar ou na crítica que queriam repassar, havia um segredo, escondido a sete chaves, e, ao realizarem uma apresentação ou um desfile, já tinham na mente, o tema para o ano seguinte.

            Nas classificações finais do CARNAVAL-SHOW, apresentado nas grandes cidades, sobretudo nos eixos Rio/São Paulo, Salvador/Recife, os que perdiam, fariam todo esforço para ganhar no ano seguinte, e os que venciam, esforçar-se-iam mais ainda, para manterem o sucesso obtido.

            E assim, o tempo ia passando. Entrava ano e saía ano, e a ilusão continuava. O povo brasileiro ia vivendo de suas utopias, de seus sonhos e até de suas alienações. Este ano, o Carnaval não seria diferente. Se não tivesse aparecido a Pandemia, certamente o Reinado de Momo seria muito maior e grandioso.

A Covid veio dar um basta e nos fazer pensar. Fez-nos entender que deveríamos voltar às origens. Refazer nossa historia. Pôr-nos limites. Como é possível que um vírus tão pequenino, invisível aos nossos olhos/ nos esteja dando uma rasteira tão grande e nos vencendo a cada dia! É um desafio submetido à humanidade, sem resposta total da Ciência.

.           Gostaria de recordar alguns fatos, partindo do Judaísmo, chegando ao Cristianismo para melhor entender esta Pandemia que agora nos atormenta. Inicio pelo livro do Gênesis ao falar da maldade da raça humana do capítulo 06 em diante “quando as pessoas começaram a se espalhar pela terra e viram que as mulheres eram muito bonitas. Deus então disse: não deixarei que os seres humanos vivam para sempre… Estou muito triste com eles por tê-los criado. Resolvi acabar com todos eles. Eu os destruirei como também toda a terra… Caiu chuva 40 dias e 40 noites e só depois de 150 dias as águas começaram a baixar. Quando tudo voltou ao normal Deus fez uma aliança com todos prometendo: nunca mais os seres vivos seriam destruídos por um dilúvio”.

            Do capítulo 18 em diante, do mesmo livro do Gênesis, Deus, mais uma vez se indispõe. Agora, com Sodoma, a cidade do pecado e Gomorra, com o seu agravamento. Fez chover fogo e enxofre sobre ambas, apesar de consecutivas intercessões de Abraão. Seu sobrinho Ló era o único homem decente que lá habitava. Aconselhado a sair, só ele e a esposa, sem olharem para traz, ela olhou e foi transformada numa estátua de sal.

            Só mais um exemplo do A.T. Está no cap. 3º do Livro do Profeta Jonas. Deus o enviou a Nínive, uma grande cidade, convocando-a à conversão, pois ia destruí-la. Ele se vestiu de saco, pôs cinza na cabeça e passava 03 dias para atravessá-la, de uma ponta à outra. Convidou-a 40 dias à penitência. Todos aderiram ao convite do Profeta e Deus não incendiou a cidade.

            Quem de nós, pode esquecer aquele 27 de Março de 2020, em que o Papa Francisco, sozinho na Praça de São Pedro, noite fria, em Roma, fez um apelo ao Pai, do íntimo de sua alma, pelo fim da Pandemia? Fisicamente o Papa estava só, mas virtualmente, conectado com cerca de 03 bilhões de pessoas, na maioria, não cristãs, ligando-as todas ao Crucifixo Milagroso de São Marcelo, que em 1522 debelou a Peste Negra, semelhante à Covid 19.

Desculpai-me, direção da Emissora, produção e apresentação do Rádio Vivo e ouvintes, por abusar um pouco mais da vossa paciência! É que este tema não trata do ‘normal’ em que vivíamos. Tenho dito e ouvido dizer que após esta Pandemia, o Mundo não seria mais o mesmo. Apareceria uma nova maneira de se viver. Já estamos experimentando um novo normal em tudo: na escola, na Igreja, nas saudações, no distanciamento, no uso de álcool em gel, de máscara e na nossa convivência em geral. As 03 citações, anteriormente feitas, do A.T./ com a intervenção de Deus/, podem também ser encontradas agora, no N.T./ sempre com a participação d’Ele. Mudaram-se os tempos, os problemas, mas o Deus é o mesmo. Com Ele, será mais fácil a gente descobrir como sair desta pandemia, do que ter resolvida a endemia política em que nos encontramos/ que depende mais de nós. Porque pedir a Deus pra resolver problemas políticos do Brasil, se fomos nós que os criamos? Não foi com o nosso voto que eles foram eleitos? Porque Deus é quem vai resolver? Estamos iguais aos homens escolhidos, tomando o nome de Deus em vão? Com a boca cheia de Deus e os corações, os procedimentos longe d’Ele? Será que as aglomerações feitas no Natal e na passagem de ano, que tanto aumentaram o número de infectados e de mortos, não nos farão pensar nos possíveis e maiores amotinamentos que poderiam acontecer no Carnaval?

            Pensem nisto.

Sem confetes nem serpentinas

Texto da Professora e Escritora ANINHA MARTINS, de Ipu – Ceará

Na Avenida é silêncio

Um silêncio que ecoa

Alcançando ruas e clubes

E corre, voa

Acinzentando os dias

Que seriam coloridos

Barulhentos

De diversão e aprendizado

A bateria calou-se

Ficou no canto

Empoeirada

Apenas lamenta,

Espera o passar das horas

Período silencioso,

Superficial e de improvisos

A bandeira está guardada,

Sem brilho

As fantasias amontoam-se

Sem serventia

Colombina

Ficará em casa

Pálida,

Desolada

Pierrot estará tranquilo

De cara limpa

Não irá chorar

Somente, ficará triste

Mas aliviado

Não verá

O que seu coração não quer

Arlequim descansará

Sozinho,

Na cadeira preguiçosa.

Tudo diferente!

Sem som, sem cor,

Sem folia