Sem confetes nem serpentinas

Texto da Professora e Escritora ANINHA MARTINS, de Ipu – Ceará

Na Avenida é silêncio

Um silêncio que ecoa

Alcançando ruas e clubes

E corre, voa

Acinzentando os dias

Que seriam coloridos

Barulhentos

De diversão e aprendizado

A bateria calou-se

Ficou no canto

Empoeirada

Apenas lamenta,

Espera o passar das horas

Período silencioso,

Superficial e de improvisos

A bandeira está guardada,

Sem brilho

As fantasias amontoam-se

Sem serventia

Colombina

Ficará em casa

Pálida,

Desolada

Pierrot estará tranquilo

De cara limpa

Não irá chorar

Somente, ficará triste

Mas aliviado

Não verá

O que seu coração não quer

Arlequim descansará

Sozinho,

Na cadeira preguiçosa.

Tudo diferente!

Sem som, sem cor,

Sem folia

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