O DESTINO DO PAÍS E O PAPEL DA OPOSIÇÃO!

Sob o olhar curioso e preocupado deste articulista, oportuno registrar cedo o infortúnio da oposição no atual cenário político brasileiro – ainda há tempo de mudança de rumo – para enfrentamento do mais débil governo desde a redemocratização.

Dr. Franzé Bezerra, Advogado

Dia a dia, a nação assiste, passivamente, a Democracia desmoronar, como se estivesse anestesiada, impotente para reagir ao seu próprio infortúnio, deixando-se abater, à luz do dia, como se não enxergasse o cadafalso à frente.

O Povo brasileiro dá sinais de esgotamento. Já não sabe mais o que fazer. Conforma-se com a banalização generalizada. Da transformação de uma, outrora, nação que arrebatou aplausos mundo afora pelas conquistas sociais e avanços econômicos, erigida que foi no rol invejável das 10 maiores economias do planeta, encontra-se isolado, sem representatividade respeitável, em decadência manifesta.

Agora, aprisionada pelo inimigo invisível que assola o mundo, é irônico dizer, chega a ser perturbador, aquele que mais desdenhou da pandemia acaba sendo o seu maior beneficiário, como se estivesse encastelado, inatingível. A nação dorme e acorda sem identificar quem poderia lhe guiar para caminho diverso, seguro, vendo o carrasco matar o que lhe foi tão caro, em passado não muito distante.

É surpreendente o adestramento de muitos ao discurso do falso moralismo e da, já moribunda, Nova Política, enredados pela falsa pregação de exaltação da fé e de um nacionalismo inexistente.

Os atores, ainda que imbuídos de boa vontade, patinam nas próprias pernas. Não conseguem clarear o turvo caminho que lhes levaria a um porto seguro. Pelo contrário, se autoflagelam, expõem, sem nenhum pudor, suas próprias vaidades, errando o mastro que deve ser acertado, fragilizando a já cambaleante frota oposicionista.

Que a vida é um palco, não há menor dúvida, parafraseando o imortal dramaturgo inglês, Shakespeare. E, na vida política, cada um define qual o papel que quer representar, o principal ou coadjuvante. E a plateia, ao final, dirá quem realmente conseguiu melhor traduzir seus desejos e aspirações.

É a partir da apresentação, sem vencedores e vencidos, que terá de surgir o timoneiro para enfrentar e derrotar o inimigo, que se “arma” cada vez mais.

O destino da nação se encontra nas mãos desses atores. Que estejam conscientes de que, se todos não estiverem determinados pelo mesmo objetivo, – atingir o alvo certo – serão, igualmente, cúmplices do aprofundamento da tragédia brasileira, com meio século de retrocesso, e de cuja experiência ninguém tem saudades, quiçá, e com reserva, de alguns de seus próprios protagonistas.

É a tragédia brasileira que caminha a passos largos. Chegou a hora dos verdadeiros homens públicos se unirem, através da almejada FRENTE AMPLA, para paralisar o avanço, cada vez mais explícito, do autoritarismo.

SALVEM O PAÍS!

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