Não pensemos que já está na hora de “liberar geral”.

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A Covid 19 não nos chegou de brincadeira. Alastrou-se por mais de 200 países, obrigando a afastar-nos uns dos outros, a permanecermos em casa, a não viajar, a usar máscara/ contra tudo o que havíamos aprendido, divulgado e praticado, na busca de uma vida comunitária, socializada e participativa, como sempre nos pregou o Cristianismo.

Mons. Doutor ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ce.

Começamos a viver uma situação de Epidemia generalizada – daí o nome de PANDEMIA – que, segundo diziam governantes negacionistas e inescrupulosos, não passava de um resfriadinho ou uma gripezinha qualquer. Não era para nos amedrontar. O mundo todo, a ciência, a OMS, o Ministério e as Secretarias de Saúde, todos estavam errados ao nos obrigarem à “quarentena”. Acrescentava-se a isto, maus exemplos de aglomerações, inaugurações em qualquer ponto do país, sem máscara, saudando todo mundo, cumprimentando e fazendo o maior populismo que se possa imaginar, e o pior, tendo em vista a reeleição. O que foi que esse pessoal fez para merecer ser reeleito? Tínhamos que trabalhar, produzir muito, sem emprego pra ninguém. O número de desempregados aumentando, os que ficavam sem trabalho, fazendo biscate ou entregando mercadorias, superlotando transporte coletivo e arriscando a vida sem nenhuma segurança.

Como exemplo maior para a humanidade, o Papa Francisco determinou que toda a Igreja Católica, a partir das Basílicas de São Pedro e São João, a Catedral Metropolitana de Roma e, como consequência, todas as Catedrais, Matrizes e Capelas, Comunidades Eclesiais espalhadas por todos os recantos do Mundo, suspendessem as Celebrações com a presença de fiéis e que tudo fosse feito, através dos Meios de Comunicações: Rádio, Televisão ou outras redes sociais e que todo mundo assistisse de suas casas. Era o grande sacrifício que a Quaresma estava a exigir de todos nós. E o Papa foi-nos dando o seu testemunho: celebrava, sozinho, na Basílica e na Praça de São Pedro, na Capela de Santa Marta, criando aquele clima de muita oração, dando uma mensagem de esperança para todos, na certeza de que, o CORONA-VIRUS não nos iria causar mais estragos, danos e mortes como ele se propunha.

Foi neste ambiente de penitencia – atípico, como chamamos – que vivemos mais esta semana santa. Foi a melhor preparação para celebrarmos a Festa da Páscoa, mesmo sem enchermos nossas Igrejas como gostávamos.

De hoje pra amanhã, festejamos o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Jesus. Queiram ou não os reincarnacionistas, os ateus ou os adeptos de pensamentos filosóficos, contrários ao cristianismo, o fato é que Jesus, o Filho de Deus, nasceu, viveu entre nós por 33 anos, foi torturado, assassinado, enterrado e, ao terceiro dia, ressuscitou.

Depois da Celebração da Vigília Pascal, hoje à noite, nas primeiras horas deste domingo, a Igreja celebra, festivamente, a Ressurreição de Jesus. É tão importante tal celebração, que nós passaremos ainda, uma semana inteira – a semana da oitava da Páscoa – que vai até o Domingo, 11/04, (outrora chamado domingo da pascoela) como se fosse “um dia só”, “um domingão” em que recordaremos as aparições de Jesus, quase sempre “no primeiro dia da semana”, como nossos ouvintes poderão conferir: lendo na Liturgia Diária ou ouvindo nas Santas Missas no “Evangelho do Dia”. E não fica só nesta semana da oitava; ainda vamos continuar, com o tempo pascal, no calendário da Igreja, até celebrarmos o Dia de Pentecostes – lá pro dia 23 de Maio – depois do qual, vamos retomar o Tempo Comum, em sua 10ª semana.

O mundo está precisando voltar-se mais para Deus. Quem sabe! Uma Pandemia como esta, do CORONAVIRUS, que nos levou a celebrar uma Semana Santa tão diferente, também nos leve a pensar. Há um afastamento do sobrenatural e cada dia as pessoas desconfiam de que seja necessário retornar. Quando falamos do “preceito pascal” – “confessar-se, ao menos, uma vez por ano” e “comungar pela páscoa da ressurreição” – parece estarmos falando de algo do passado, sem valor nenhum agora, porque o mundo está afastado do sentido de pecado e de reconciliação. Não são muitos os que buscam o sacramento da Confissão e, infelizmente, não são muitos os Padres que dão tempo, em seu ministério, para exercerem a função de confessor.

Muitos reclamam a falta das “Confissões Comunitárias” e até já se estavam acostumando com elas, sobretudo após o Concílio Vaticano II. Os Papas pós-conciliares começaram a pôr os pontos nos “is” e a exigirem como forma de reconciliação com Deus, a confissão e absolvição individuais, embora tenham deixado uma brecha na norma, para serem levados em consideração: “os iminentes – perigos de morte” ou, o que é mais comum, “a falta de sacerdotes, suficientes para atenderem a grande massa de população”.

Em todos os recantos do mundo, o tempo para realizar o “preceito pascal” de que falamos acima, é durante “esta semana da oitava da páscoa”. Aqui no Brasil, essa prática se prolonga até a Festa de Pentecostes, exatamente por que nós temos poucos padres, nossas extensões territoriais são muito grandes e o nosso povo deixa tudo pra depois ou para a última hora. Daí, o nosso “tempo pascal” também ser maior: este ano vai até 23 de Maio.

Vamos aproveitá-lo bem. Vamos organizar as páscoas coletivas de pequenos grupos para melhor satisfazer aos fiéis nesse momento vivido pela Igreja. A nossa Pastoral da Comunicação vai-se interessar para que o Tempo da Páscoa seja mais bem vivido por todos. Aliás, neste Tempo de Pandemia, a PASCOM funcionou muito bem, antes e durante a Semana Santa, levando a todos, o recado, a mensagem e a catequese de nossa Igreja. Este site professorcomprazer.com está à disposição para veicular notícias, convites e oportunizar aos seus usuários, momentos de graça, reconciliação e de verdadeira ressurreição, como o fez Jesus: morrendo e ressuscitando para servir de exemplo para todos nós. Que a alegria pascal nos chegue a todos e que permaneçamos com ela, ressuscitados com Jesus.

A guerra ao CORONAVIRUS vai continuar. Nós também vamos perma-necer na oração virtual e em casa. Não nos deixemos levar pelo afrouxamento das normas. Não pensemos que já está na hora de “liberar geral”. Tenhamos paciência. A “quarentena” vai continuar. Quando se pensava que tudo estava chegando ao fim, o número de infectados e de mortos tem aumentado. Ouçamos as orientações dadas pela Imprensa. Não nos apressemos, nem tomemos medidas precipitadas. Nós, os mais velhos, deixemos de lado nossa teimosia. Seremos prejudicados por causa dela. Certamente, os mais novos, precisam ainda de nós e dos nossos ensinamentos e bons exemplos. Que a nossa Páscoa seja mais feliz e mais santa, se seguirmos essas normas.

COMENTÁRIOS RECEBIDOS

Sobre COMO ERA A SEMANA SANTA NO SERTÃO, de João Ribeiro Paiva

DE – Francisco José Rodrigues Bezerra de Menezes –[email protected]

“A Semana Santa sempre foi o feriado planejado, o reencontro com nossas raízes, a visita aos sertões. Neste ano, infelizmente, pela tragédia pandêmica, esse compromisso foi rompido. Que no amanhã retornemos as boas práticas.”

De – Dona Helena, de Poranga [email protected]

É verdade, era um período de muita oração e respeito nas famílias. O PLANETA era mais tranquilo com menos catástrofe e menos violência.

De – Francisco Ramiro Pereira, de Fortaleza – [email protected]

Interessantíssimo este texto do João Ribeiro.

DE ANTONIO ACELINO MESQUITA REGO, de Guaraciaba do Norte –[email protected]

“Sem se falar da tradicional esmola pra Mamãe jejuar !! Bons tempos !! Hoje em dia já não se tem respeito e crença por nada!

De Sergina Pontes[email protected]

“A minha amiga Jossicleide Feitoza Farias e uma grande e maravilhosa cantora a adoro. adoro as músicas dela são todas lindas ela canta muito bem tem uma voz lindíssima. Boa noite”,

DE José Medeiros de Vasconcelos – [email protected]  sobre: No Seminário, muitas coisas boas vivenciei, de Francisco Borges Ágape,

Parabéns, Borges pela sua brilhante narrativa de suas origens e desenvolvimento profissional.

Graças a Deus fazemos parte de uma geração de idealistas, que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos, conseguimos vencê-las com distinção e louvor.

Da mesma forma que você, também de origem interiorana, graças à ajuda recebida do pároco de minha cidade, do esforço de meus pais e professores consegui ir à Sobral fazer o exame de admissão e aprovado.

Fiz parte de sua turma de 1963 a 1964. Foram apenas dois anos, mas dos ensinamentos de lá adquiridos usufruo até os dias atuais..

Também ao chegar em Fortaleza frequentei os bancos escolares do velho Liceu do Ceará nos idos de 67/68. Em 1969, fui fazer o pré-vestibular no colégio Farias Brito, ao lado da Praça do Carmo.

No vestibular, fui aprovado para a Faculdade de Direito, iniciado em 1970 e concluído em 1983, na Faculdade de Direito de Colatina/ÉS., Estado onde me encontrava na função de bancário da Caixa Econômica Federal.

Me casei em 1973 com Verônica Leitão Vasconcelos, de cujo matrimônio fui agraciado com uma filha e dois filhos dos quais já tenho hoje sete netos, inclusive um bisneto. Além destes, em 1986 adotei mais um filho. Fiquei muito feliz em ler a sua história..

DE Lourenço Araújo Lima – [email protected]

Muito bom, as nossas histórias, principalmente nós do interior tem sempre algo semelhante.

Um grande fraternal abraço Betanista.

De Luiz Mesquita – [email protected]

Sou filho de um Betanista, José Helder de Mesquita

ANTONIO ACELINO MESQUITA REGO – [email protected]  sobre Dom Helder: ditadura não é saída honrosa para o povo

“Na verdade era um ser humano que viveu para ajudar e evangelizar ! Que o venerável D.Helder interceda por nos nestes momentos em que vivemos!”

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