Mês: maio 2021

JUNHO: PARA CELEBRAÇÕES E REFLEXÕES – Texto do Mons. Assis Rocha

Neste sábado, 29, último Programa do Mês de Maio, véspera da Festa da SS Trindade, é também antevéspera do Mês de Junho, todo cheio de Festas Folclóricas e Religiosas que seriam um Misto de Fé, de religiosidade e de muita alegria popular, dado que é também o Mês dos Santos: Antônio, João e Pedro e de outras motivações voltadas para a fé, o mistério e as celebrações mais litúrgicas da Igreja.

Autor: Mons. Doutor ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ce.

 Logo amanhã, 30 de Maio, festejamos a Santíssima Trindade. 03 de Junho, Corpus Christi. Dia 11, Sagrado Coração de Jesus. Dia 12, Imaculado Coração de Maria; e tanto para os que se divertem nas festas folclóricas, como para os que têm fé e rezam, todos têm o “eterno Dia dos Namorados” no dia 12 de Junho. Pena é que, desde o ano passado, tudo continua mudado da tradição junina, devido a Pandemia de que estamos sendo vítimas, por causa da COVID-19 que tanto está tirando a vida, a tranquilidade, como a normalidade das sociedades: familiar, religiosa, política, estudantil, econômica e social de todo mundo.

A verdade é que estamos cheios de Festejos e datas importantes a serem celebradas. Depois de celebrarmos amanhã, a SS Trindade, logo na 5ª feira, dia 03, será a Festa do Corpo de Deus, motivando todos a adorarem, publicamente, o Corpo e o Sangue de Cristo, no Dia Santo de Guarda, em homenagem ao Milagre da Transubstanciação.

Feito por Jesus, uma única vez, na última ceia e repetido pelos seus presbíteros, para sempre, “até a consumação dos séculos”.  “Tomai e comei. Isto é o meu corpo. Tomai e bebei. Este é o cálice do meu sangue. Fazei isso em memória de mim”. Aí estava instaurado “o milagre da transubstanciação”, isto é, o pão e o vinho perderiam a própria força, a própria substância, para receber em si, a “substância de Jesus”. “Isso é impossível aos homens? A Deus não o é”. Está fechada a questão.

Isso aconteceu no ano 33 da era cristã, antes de Sua morte. Mesmo ano em que ressuscitou, subiu ao céu, enviou o Espírito Santo e fundou a Igreja. Faz 1988 anos que tudo isso se deu. Somadas as datas, dá o ano em que nos encontramos: 2021. Não se pode duvidar. É uma conta simples de matemática. O que dificulta para entender isso, é a nossa falta de fé.

Até o século XIII a Igreja celebrava a Eucaristia, “recordava a memória de Jesus”, levava ao povo a mensagem da “comunhão”, da vida comunitária, mantinha Jesus, preso ao Sacrário, o povo O via na celebração da Santa Missa, nas exposições do Santíssimo, mas não O encontrava nas vias públicas, não manifestava sua alegria em vê-Lo, não enfeitava as ruas para que Ele passasse. Jesus havia ficado conosco pela instituição da Eucaristia, mas era conservado tão “oculto” quanto lá longe, junto ao Pai e ao Espírito Santo, antes da Encarnação e depois de Sua Ascensão ao Céu. O próprio Jesus quis fazer-se presente através de inúmeras ocasiões, além das celebrações eucarísticas, sobretudo nos constantes, famosos e históricos “milagres eucarísticos”, tão divulgados pelo mundo e reconhecidos como verdadeiros, que levou o Papa Urbano IV a criar a Solenidade do Corpo de Deus, a ser celebrada na 5ª Feira após a Festa da SS. Trindade, todos os anos, “para testemunhar, publicamente, a adoração e veneração da Santíssima Eucaristia”. Isto se deu através da Bula “Transiturus de hoc mundo” de 11 de agosto de 1264. Faz, portanto, 757 anos que se celebra, publicamente, o “tão sublime sacramento” de uma maneira mais próxima do povo, caminhando pelas nossas ruas, avenidas, praças, logradouros e de passagem pelas portas de nossas casas. Todos merecem vê-Lo de perto, falar com Ele, pedir-Lhe uma graça e saudá-Lo como Aquele que veio para nos unirmos em Comunhão. Claro que neste ano, a Pandemia vai impedir-nos de prestar-Lhe a pública homenagem que Ele merece receber. Assim, já o fizemos na quaresma, Semana Santa, Páscoa, Ascensão, Pentecostes e na S.S. Trindade amanhã. Todas, virtualmente, celebradas pelas Redes Sociais. 

É tão importante a Festa de Corpus Christi que o Código de Direito Canônico, em seu Cânon 395 recomenda – extensivamente aos Párocos – que “o Bispo não se ausente da Diocese neste dia, dada a extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor” e o Concílio de Trento, no século XVI, “oficializou as Procissões Eucarísticas como Ação de Graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública de fé na presença real de Cristo na Hóstia Consagrada”. Não podemos solenizar como merece, mas o faremos.

O que se espera é que, mesmo sem a participação presencial, se celebre, virtualmente, com muita fé e entusiasmo, a Festa do Corpo de Deus, neste dia 03 de Junho, de nossas casas, seguindo a orientação da Paróquia, com todo o respeito que a Eucaristia merece e lembrando-nos que a Comunhão só deverá ser recebida, embora espiritualmente, quando a gente está, verdadeiramente, na graça de Deus: sem pecado. No mínimo, que se reze o Ato de Contrição, com um propósito firme de não voltar a pecar, até aparecer uma oportunidade favorável à recepção do Sacramento da Reconciliação com um Sacerdote. É o nosso reconhecimento ao Senhor pela sua doação generosa e completa a favor de nossa salvação. A Solenidade dos Santíssimos “Corpo e Sangue de Cristo” é a demonstração pública de nossa fé e a nossa gratidão pela dádiva da Eucaristia. É nossa correspondência ao Convite do Senhor que nos chama a tomar parte na Refeição Maior ou no Banquete do Reino: de sua vida e de sua misericórdia.

Diz a sabedoria popular que “há males que nos trazem um bem” ou que “Deus escreve certo por linhas tortas”. O COVID-19 nos levou a refletir nessas máximas para descobrir o ‘bem’ e ‘acertar o passo certo na vida’.

 Adorar o Corpo de Deus não é simplesmente uma devoção. É a busca, a aceitação, a certeza, a prova da verdadeira fé no Sacramento do Amor.

Comentários recebidos:

Sobre o PT, em Guaraciaba do Norte:

De Freddy Carvalho
Parabéns aos que fazem a direção da comissão provisória do partido dos trabalhadores 

De Manuel Fernandes Furtado: Bom dia! Boa tarde e boa noite! Companheiros de GUARACIABA, do Ceará e do Brasil. Em especial ao companheiro, radialista, Professor, ex,-Pró-Reitor e Mestre Leunam Gomes, cidadão cassado pela ditadura militar. É um prazer imensurável que o Partido dos Trabalhadores sente em ser divulgado por aí. No entanto, sente-se na obrigação de ser o endosso de tamanho comprometimento por saber de vossa personalidade. Com muito mais a dizer! Mas, para não ser prolixo. Nossos sinceros AGRADECIMENTOS.

De Helder de Paula Melo: Viva O PT de Guaraciaba do Norte!!!

Sobre o Centenário da Dra. Wanda Sidou:

DE Francisco José Rodrigues Bezerra de Menezes: Excelente texto. A homenageada é merecedora de todos elogios. Àquela época esteve na vanguarda em defesa dos perseguidos pela inominável ditadura. Tempo sombrio, e que jamais volte a apresentar seus tentáculos. O Brasil tem características de um povo libertário, e assim será o perfil de nossa gente.



DEUS CUIDANDO DO POETA – Autor: LUCAROCAS

Poeta BRAULIO BESSA

Deus o grande criador

Não deixa a obra incompleta

Escolhe um filho do amor

Pra deixar alma repleta

Com o bem da inspiração

Ele afaz a criação

Do ser chamado poeta.

E quando a vida traz dores

Em momento de agonia

Deus as transforma em amores

E mostra luz que irradia

E na alma do poeta

Dá inspiração completa

Para fazer poesia.

Mesmo que seja tristeza

Sem ar na respiração

Deus lhe mostra singeleza

No transformar do sertão

Que da seca faz brotar

O mais bonito florar

Quando chove em sequidão.

Quando uma dor lhe sufoca

Lhe dando aperto no peito

Vem Deus suave e lhe toca

Dando o remédio direito

E lhe serena com calma

E o lenitivo da alma

Faz o milagre perfeito.

E se a desesperança

O sufoca em agonia

Deus o faz uma criança

Com seu toque de magia

E lhe mostra que a vida

Precisa da sua lida

Nas trilhas da poesia.

E Ele estando ao seu lado

Faz o seu riso brilhar

Deixa todo iluminado

O brilho do seu olhar

E inspira os versos seus

Que vão falar de um Deus

Que fez a vida voltar.

E no passar do momento

Esse instante se completa

Para dar o seguimento

Ao novo tempo de meta

Temos que acreditar

Que Deus sempre irá cuidar

Da vida de um poeta.

Poeta LUCAROCAS

Fortaleza, 27 de maio de 2021

10 horas

Que o Poeta Bráulio Bessa

Tenha plena recuperação.

Lucarocas A Arte de Ser

(85) 98897-4497

[email protected]

PROFESSORES ASSUMEM COMANDO DO PARTIDO, EM GUARACIABA DO NORTE

Os Professores/Mestre e Especialista, de alta credibilidade em Guaraciaba do Norte: Ana Regina Ribeiro Rodrigues e Manuel Fernandes Furtado assumiram, respectivamente a Presidência e Vice-Presidência da Comissão Provisória do Partido dos Trabalhadores.

Professora/Psicopedagoga Especialista ANA REGINA e Professor/Mestre FERNANDO FURTADO

Na tarde do sábado, 22 de maio de 2021, dezenas de filiados e filiadas do Partido dos Trabalhadores de Guaraciaba do Norte estiveram reunidos, em formato virtual, numa Assembleia Geral Extraordinária para eleger a nova Comissão Provisória Municipal.

A Assembleia contou com a participação de diversos membros da Direção Estadual do PT, destacando a participação do companheiro Raimundo Ângelo, Secretário de Formação Política e do Presidente do PT de Fortaleza, o Vereador Guilherme Sampaio.

Com muita alegria e orgulho se apresentam para toda a sociedade guaraciabense os membros da Comissão Provisória Municipal do PT, Partido que, nestes 20 de anos de existência em nosso município, será pela primeira vez presidido por uma mulher!

Isso muito nos honra e enche de esperança, tendo o protagonismo feminino em nossa organização.

A Comissão é formada respeitando o critério estatutário da paridade de gênero, sendo 3 homens e 3 mulheres.

*Comissão Provisória Municipal do Partido dos Trabalhadores de Guaraciaba do Norte*, eleita e empossada em 21/05/2021:

Além dos já citados Ana Regina e Manoel Fernandes Furtado, estão compondo a Comissão:

– Secretário de Finanças e Planejamento: Diego Henrique Soares (Radialista);

– Secretária de Movimentos Populares: Verônica Mendes de Souza (Professora e Sindicalista)

– Secretário de Organização: Helder de Paula Melo (Produtor Cultural);

– Secretária de Formação Política: Elizabete Maria Azevedo Magalhães (Graduanda em Química).

Desejamos para os companheiros e companheiras uma ótima gestão do Partido e que possam conduzi-lo em unidade e força rumo à Vitória de Lula em 2022 e dos nossos candidatos petistas à Presidência da República, ao Governo do Estado, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Viva o Partido dos Trabalhadores de Guaraciaba do Norte!

Pela credibilidade dos dirigentes, é esperada uma grande adesão de Professores, Professores, Servidores da Escolas, Alunos, Alunas e seus familiares. Será esta uma caminhada para que os grandes sonhos dos educadores  e de toda a comunidade se tornem realidade.

O município de Guaraciaba do Norte é um exemplo vivo do quando tudo se desenvolveu, a partir do momento em que muitos conterrâneos chegaram ao curso superior.  Em 1993, de cada cem crianças que entravam nas classes de Alfabetização, somente 16 chegavam à quarta série. Não havia nenhum Professor graduado. Depois que aqui chegaram as oportunidades de cursos  de graduação e pós-graduação, tudo mudou. Hoje, praticamente, em todas as famílias, há alguém com curso superior. O nosso município é outro, em todos os aspectos.

A valorização dos profissionais de todas as áreas e de todos os níveis será a grande luta do Partido dos Trabalhadores.

COMO CONHECI A EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA

Em 2016, tive o primeiro contato com o livro Professor com prazer! Vivência e convivência na sala de aula, do Professor Leunam Gomes. Na época, eu coordenava a Área de Cultura e Sociedade da Secretaria Municipal de Educação de Poranga.

Professor FERNANDO LIMA, Secretário Adjunto de Educação de Poranga

Organizamos o lançamento da obra para todos os professores da rede municipal de ensino, momento impar para os profissionais da educação.  Na ocasião, o autor nos apresentou um paradigma novo “a educação biocêntrica”, abordando a relevância da comunicação em sala de aula. Dando ênfase à responsabilidade do professor na aprendizagem, destacando comportamentos e posturas do professor em sala de aula, fazendo elucubrações de modo a fazer os presentes refletirem sobre suas crenças e atitudes, principalmente dos mais experientes.

            Três anos após o lançamento do livro em Poranga, em contanto com o Professor Leunam, tivemos a ideia de promover o Curso de Metodologia de Ensino: a educação Biocêntrica na sala de aula, com o objetivo de possibilitar aos professores, em exercício no Magistério ou que pretendem exercê-lo, uma reflexão sobre a prática docente, estimulando a busca de uma proposta didática fundamentada no Método Integrativo- da Educação Biocêntrica, (vivência, reflexão, diálogo e ação) criando uma Ambiência favorável a Aprendizagem-Desenvolvimento.

Um curso cujo a carga horária de 60 horas, sendo presenciais – 40 horas e tendo 20 horas dedicadas a atividades práticas realizadas entre os módulos.

TEMAS GERADORES – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  1. Reflexão sobre a atual prática docente, com vistas a qualificar ainda mais o quadro de professores e as Influências da Comunicação e do relacionamento no processo aprendizagem-desenvolvimento.
  • Conceitos Filosóficos e Históricos da Educação Biocêntrica; Teorias que fundamentam a Educação Biocêntrica (vivência, reflexão, diálogo e ação) Paulo Freire, Edgar Morin, Rolando Toro, Ruth Cavalcante e Cézar Wagner;
  • Planejamento do Ensino na perceptiva crítica da Educação voltado para a influência na vida do educador e do Educando;
  • Metodologia do Ensino; Comunicação na dinâmica da Sala de Aula e Processos Avaliativos (Avaliação da Aprendizagem – sentido do aprendido; avaliação do Curso).

O curso contou com professores excelentes, a citar:

No primeiro e quarto módulo, Professor Leunam Gomes, no segundo módulo a Professora Rosa Rocha e no terceiro módulo a Professora Muldiane Pedroza.

A turma era composta por dezessete participantes, entre eles, professores e acadêmicos interessados a experienciar esse paradigma que há mais de trinta anos emergiu aqui no nosso ceará. Foi uma oportunidade impar para todos.

E em dois mil e vinte fui oportunizado a fazer parte a turma 3 do  CURSO ON-LINE DE EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA – TEORICO E METODOLÓGICO divido em 4 módulos:

Modulo 1: Conceituando a Educação Biocêntrica e Paradigmas Civilizatórios;

Módulo 2: Marcos Epistemológicos da Educação Biocêntrica;

Modulo 3: Metodologia da Educação Biocêntrica;

Módulo 4: Vivência Pedagógica e a Atuação em Educação Biocêntrica;

Participaram deste curso, pessoas oriundas de mais de 13 países, o que tornou as aulas mais dinâmicas. Uma experiência inesquecível. Sou imensamente grato ao Professor Leunam, pelo grande incentivo em minha trajetória profissional. Recomendo a todos que desejam ampliar e melhorar sua prática docente a fazer um dos cursos ofertados pelo Centro de Desenvolvimento Humano /Universidade Biocêntrica.

É importante destacar que a Educação Biocêntrica é uma proposta de aprendizagem-desenvolvimento humano, sistematizada por Ruth Cavalcante e Cezar Wagner L. Góis, tomando como referencias o Princípio Biocêntrico de Rolando Toro, a teoria do Pensamento Complexo de Edgar Morin e a Educação Dialógica de Paulo Freire. Seu principal objetivo é o desenvolvimento da Inteligência Afetiva por meio de Vivências Pedagógicas, bem como o compromisso com a Ação transformadora.

O livro me contagia.

Primeiramente, é um orgulho pra mim, falar do Professor Leunam Gomes, tanto pela pessoa que é, quanto por sua obra PROFESSOR COM PRAZER.

Um livro atemporal, que nos revela em suas páginas, uma história de vida que deu certo e que inspira a muitos outros a trilharem esse caminho pedagógico.

Professor Marcos Castro, de Guaraciaba do Norte – Ce.

Essa inspiração também chegou a mim, onde percebo toda a veracidade nas palavras de Leunam, quando ele comenta sobre a Comunicação em sala de aula. O olhar que devemos ter aos nossos alunos.

Admiro toda a paixão e a busca que teve, para se aprimorar em um meio tão necessitado de atenção.

Essa descoberta pelo “prazer de ensinar”, só foi possível pela descoberta do “prazer de aprender”.

Pois para sermos “bons professores”, temos que ser “bons pesquisadores”.

E é assim que se dá a satisfação em sala de aula: com preparação, com planejamento e organização.

O livro me contagia.

Puramente interdisciplinar.

Cheio de testemunhos incríveis.

Histórias reais.

É uma leitura altamente proveitosa e eu super recomendo.

O tema deve ser enfatizado por todas as pessoas envolvidas em educação, pois ter prazer no que se faz, é algo imprescindível na vida de qualquer profissional.

E ensinar com prazer, vai fazer o aluno ser também um adulto que terá prazer pelo que venha fazer.

Enfim, tanto o livro quanto a história de vida do Professor Leunam, é uma inspiração pra mim, que ao longo dos anos venho seguindo essa linha de pensamento voltada para um ensino de qualidade, com figuras reais, que se importam com o sucesso do aprendizado e procuram fazer de tudo para que aconteça esse salto nos indicadores da vida educacional de todos nós.

Deixo aqui o meu agradecimento pela tão divina obra.

Obrigado.

Professor MARCOS CASTRO, de Guaraciaba do Norte-Ceará

Celebração do centenário da Dra. Wanda Sidou, “in memoriam”

As integrantes do Movimento Feminino pela  Anistia,  a União  das Mulheres Cearenses,  familiares e [email protected] de ex presos políticos e  da Dra. Wanda, com apoio da Comissão Especial da Anistia Wanda Sidou, promoveram, sábado, dia 22 de maio, uma homenagem à  nossa guerreira da liberdade: Dra. Wanda Rita Othon Sidou.

Dra. WANDA RITA OTHON SIDOU

A homenagem foi transmitida  através  das redes sociais – live pelo Google Meet, Facebook e YouTube- e realizada no  dia 22  de maio/ 2021, às 16 hs.

Além da iniciativa transmitida pelas redes sociais,  foram envolvidas outras instituições como a Comissão Especial de Anistia Wanda Rita Othon Sidou que participou da homenagem com as presenças de seu Presidente, Leunam Gomes, da Vice-Presidente: Helena Monteiro, do Conselheiro Kennedy Reial Linhares e  do Secretário Executivo Célio Miranda Albuquerque. Também presente o Conselheiro Suplente Médico Dr. Ricardo Sidou, sobrinho da homenageada.

Participaram do evento, on line:

Ângela Uchoa, Ari Sidou, Benedito Bezerril, Cristina Fonseca, Dedé Jerônimo e o filho Dr. Vitor, Erinaldo Dantas Filho, Gondim, Hélio Leitão, Inácio  Arruda, Inocêncio Uchoa, José Carlos Vasconcelos, José Genoíno, Juarez Leitão, Lucia Rodrigues, Manoel Domingos Neto, Maria Luiza Fontenele, Neidja Albuquerque, Nildes Alencar, Rosa Fonseca, Socorro Saldanha e Teresinha Braga.

Pronunciamento do Presidente da Comissão Especial de Anistia Wanda Rita Othon Sidou

Não tive o privilégio de conhecer pessoalmente, a Dra. Wanda Sidou. Acostumei-me a ouvir elogios à sua luta em defesa dos presos políticos, por intermédio de um companheiro de trabalho e ex preso politico: Jornalista Messias Pontes. Fomos colegas de trabalho no Movimento de Educação de Base- MEB, em Fortaleza. Como Coordenador do MEB, tornei-me assíduo frequentador da Policia Federal para onde era intimado a explicar textos escritos no Programa do MEB, à Censura Federal. Demitido, não pude mais ficar no Ceará. Fui pra o Maranhão, estado que sempre acolhe os cearenses em tempo ruim.

Messias Pontes, depois de uma passagem por Cametá, no interior do Pará, foi trabalhar em 1976, comigo em São Luís. Em 1985 retornou ao Ceará onde teve grande projeção como radialista e jornalista. Como ele, participei, semanalmente, do Programa Espaço Aberto. Nos seus Programas, Messias sempre relembrava a luta da Dra. Wanda pela liberdade.

Hoje, na Presidencia da Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou, a grande homenagem que nos cabe fazer será, seguindo seu exemplo, cuidar, com muita seriedade, da nossa missão de apoiar aqueles que foram perseguidos pela ditadura. Será o nosso jeito de preservar a sua memória, dando continuidade à sua luta. Todos os  nossos Conselheiros são pessoas de muita competencia e compromisso. Daí vem a nossa crença de que poderemos desempenhar bem a nossa tarefa, sob a constante inspiração da Dra. Wanda Sidou.  Será a nossa homenagem.

OPINIÃO

Tributo à Dra. Wanda Sidou

Publicação do jornal O ESTADO, na sexta-feira, 29 de agosto 2008

Quem vivenciou, no Ceará, a época de repressão imposta pelo Regime Militar de 1964, sabe a importância da existência, no contexto, da inesquecível dra. Wanda Rita Othon Sidou.

Ela era uma mulher destemida, uma advogada denotada, e ao mesmo tempo, caridosa na sua maneira de encarar a dureza dos tribunais militares, na defesa intransigente de presos políticos. Fazia isto por idealismo e destemor, numa missão quase divina, sem visar retorno pecuniário. Era a voluntária da esperança, desapegada a dinheiro, e que abraçava a causa de presos considerados in defensáveis – pois não era qualquer advogado de então que tivesse a sua coragem cívica de se expor. Preferiam não se comprometer para não ficar visado pela Ditadura.

Com a dra. Wanda Sidou não era assim. Ela ia ao enfrentamento com desassombro. Aqui faço meu o que disse sobre ela a prefeita Luizianne Lins: “Wanda Sidou não se intimidava com as tentativas de calar a sua voz”, ou o que afirmou o seu igualmente incansável companheiro na defesa dos presos da Ditadura, dr. Pádua Barroso: “ela dizia na cara, enfrentava”… Ou ainda o notável causídico, político, jornalista e professor dr. Cid Sabóia de Carvalho: “Os novos advogados devem conhecer a trajetória de pessoas assim, a fim de que a difícil arte, que é a nossa, nunca se deixe manipular pela fraqueza ou pela covardia”.

Sem dúvida, a grande arte do advogado é defender o indefensável, aquele cliente que alguns causídicos , por medo, recusam abraçar-lhe a causa. Não era o caso da dra. Wanda Sidou, que por sua destemida maneira de agir, marcou época na história da OAB do Ceará, que tinha na Presidência o dr. Luiz Cruz de Vasconcelos. Sua fama foi além-fronteira, tendo seu nome citado pelo Brasil a fora, inclusive na Anistia Internacional.

Aliás, quando o Núcleo do Movimento Feminino pela Anistia foi criado no Ceará, em 1975, teve de pronto a dra. Wanda Sidou como uma das suas principais baluartes, pois já era advogada em Fortaleza, de vários presos políticos, os chamados subversivos, e que estavam na clandestinidade. Conforme testemunhou em matéria no jornal “O Povo” (10/7/2005) a ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenelle: “Do ponto de vista da atuação jurídica, ela foi exponencial. Dedicou-se totalmente, sem cobrar nada. Era muito danada, coerente, uma mulher extraordinária, exemplar para todas nós. Seguíamos à risca o que ela dizia porque era de uma coerência e justeza de princípios impressionantes”.

Wanda Sidou foi uma mulher que estava além do seu tempo. Seus pronunciamentos na época da luta pela anistia aos presos políticos, defendendo, conforme seus ideais, uma Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, arrastava corações ementes. Só uma luta cívica desta dimensão poderia, como o fez, juntar num mesmo itinerário, guerrilheiros, comunistas, presos é até um expoente liberal como o saudoso senador Teotônio Vilela – presidente da Comissão de Anistia e que palmilhou o Brasil todo, ficando imortalizado na música como “O Menestrel das Alagoas”. Para registro histórico, cabe lembrar que nesta luta, aqui em terras alencarinas, além de Wanda Sidou, também atuaram nomes exponenciais, dentre outros os advogados Luiz Cruz e Antônio Carlos. Na Assembleia Legislativa do Ceará os Anais registram inflamados e memoráveis discursos dos deputados Fausto Aguiar Arruda, Alfredo Marques e Maria Luiza Fontenelle. No plano federal, destaque especial para os deputados Iranildo Pereira e Paes de Andrade do grupo “autênticos do MDB”. Também não se pode esquecer a Igreja Católica, através de dom Aloísio Lorscheider, dom Edmilson Cruz e dom Antônio Fragoso.

À guisa de conclusão, o professor Ari Othon Sidou, foi de uma felicidade colossal com o título do seu livro “Wanda Sidou – Guerreira da Liberdade”, lançado à noite passada no Náutico Atlético Cearense, com prefácio da prefeita Luizianne Lins e apresentação do professor e jornalista Auto Filho – secretário de Cultura do Estado. Parabéns, dr. Ary, pois o livro em homenagem à sua irmã não poderia ter um título mais adequado. No plano em que ela estiver, com certeza, estará muito feliz!

Como ter uma única palavra de Deus, um único salvador, Jesus Cristo, e sermos tão divididos entre nós?

Encerrei meu Comentário do Sábado passado, ao falar do 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais, dizendo que ia voltar ao assunto abordado pelo Papa Francisco, baseado no Evangelho de João, 1,46: “vem e verás” onde ele nos orientava a “comunicar, encontrando as pessoas, onde estão e como são”, tendo em vista “levá-las a unidade” durante a semana entre o Domingo passado e o Domingo de amanhã, chamada Semana da Unidade dos Cristãos. Do retorno de Jesus ao céu – dia 16 – no Domingo da Ascensão do Senhor/, ao dia 23, amanhã, Solenidade de Pentecostes, faz anos celebramos a Semana da Unidade Cristã.

Mons. Dr. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ce.

Sábado passado, dia 15 de Maio falamos sobre a Festa da Ascensão do Senhor ao Céu, que celebraríamos no Domingo, dia 16, enfatizando a sua promessa de que iria, a fim de nos mandar o Esp. Santo, no Domingo seguinte – dia 23 – amanhã, portanto, e nos convidava a unir-nos com Ele, como Ele e o Pai são unidos. Era o convite à participação na Semana da Unidade. 

            Foi o desejo de Jesus pela nossa União, que nos fez celebrar, desde o Domingo, 16, Ascensão do Senhor, até Domingo 23, amanhã, Festa de Pentecostes, a semana da unidade sob o tema: “Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos” (Jo. 15,5-9).

No dia da Ascensão, Jesus prometeu voltar para o Pai, senão o Espírito Santo não viria a nós. Era uma consequência: “se eu não for, não virá a vós o Espírito Consolador”. A este intervalo – entre o Domingo da ida de Jesus e o Domingo da vinda do Espírito Santo – chamamos de Semana da Unidade. Foi a semana do dom da Comunicação, que a Igreja tem por excelência, devido a presença do Divino Espírito Santo nela. Daí, a justificativa maior para a instituição do Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado Domingo passado, fundamentado no Decreto – Inter Mirifica – do Concílio Ecumênico Vaticano II, que manda “promover a comunhão entre homens e mulheres e o progresso de toda a sociedade, através do reto uso dos Meios de Comunicação, tendo em vista servir ao bem comum”.

A Igreja do Brasil está tentando fazer o reto uso dos Meios de Comunicação que ela tem nas mãos, através de suas redes de rádio e televisão, como também de seus meios escritos, sobretudo nos últimos 55 anos, instruindo, evangelizando, educando e conscientizando suas comunidades eclesiais, chegando a lugares, antes nunca visitados, transmitindo sua mensagem libertadora e salvadora.

            A Igreja busca uma unidade, cada vez maior, com todas as pessoas de boa vontade, levando-as a refletir sobre a sua realidade social, religiosa, econômica, cultural, política, que é a realidade de todas as pessoas, independentemente, de sua cor partidária, da pele, religiosa ou financeira.  Não se trata, portanto, de uma realidade somente dos católicos. É uma realidade humana e, por isso mesmo, interessa à Igreja. Também por isso, ela estudou, em profundidade, o possível bom relacionamento entre todas as pessoas, tendo em vista uma unidade. Como é que nós somos cristãos e somos desunidos? Como é que nós pregamos uma mesma mensagem e não nos entendemos? Como é que Jesus pede “para que sejamos um, como Ele e o Pai o são” e nós nos posicionamos em lados opostos?

            Foi a partir dessas interrogações e da constatação de que somos tão fragmentados – em cristãos católicos, ortodoxos e evangélicos – que o Concílio estudou o Ecumenismo, buscando unir-nos mais e nos respeitarmos uns aos outros, como se habitássemos debaixo do mesmo teto, ou numa mesma casa.

            Esse desejo está colocado na própria etimologia da palavra, de raiz grega: ecumenismo. Vem de oikos, que significa casa, num desejo expresso de que vivamos unidos, como se estivéssemos dentro de um mesmo prédio, numa mesma casa, numa mesma família, sem intrigas, sem separações, sem agressões, sem nos atirarmos pedras, mutuamente.

            Será isso impossível? É o que deseja a Semana da Unidade que temos celebrado, sobretudo após o Concílio Ecumênico Vaticano II. É o que propõe a Pastoral da Comunicação, de que estamos falando há anos e que vamos continuar abordando, por muito tempo, visando unir todos os eventos, dentro e fora da comunidade, tendo em vista a Unidade na única Igreja de Jesus. É o desejo das Campanhas da Fraternidade Ecumênicas que o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (o CONIC) estuda, coordena, realiza e avalia como um exemplo concreto de que o Ecumenismo é possível. Faz 504 anos, vivemos separados dos Irmãos Protestantes. Foi em 1517 a nossa separação. Faz 967 que nos separamos dos Irmãos Ortodoxos. Foi em 1.054. Até quando vamos continuar assim, divididos? A Festa da vinda do Espírito Santo exige de nós a União.

Amanhã, dia 23 de Maio, celebramos a solenidade do Pentecostes, isto é, 50 dias após a Festa da Páscoa. Desde o Antigo Testamento, tais datas já eram comemoradas pelos judeus, o que significa dizer que Páscoa e Pentecostes não são invenções ou criações do Cristianismo.

            Todos os anos os judeus tinham por costume – sete semanas depois da Páscoa – celebrar a Festa da Messe ou a Festa da Colheita, exatamente, no Pentecostes: quinquagésimo dia depois da Páscoa.

            Após 40 dias da Ressurreição de Jesus Ele voltou para junto do Pai. Foi a Festa da Ascensão que celebramos Domingo passado. No entanto, condicionou essa sua ida, ao envio do Espírito Santo. Não poderia haver ocasião melhor. Aproveitou o grande momento da Festa Judaica do Pentecostes com a afluência de gente que vinha de todos os recantos, a Jerusalém, para fundar a sua Igreja, enviando nesse dia, o Comunicador: o Espírito Santo.

            E por que aparecia tanta gente nesse dia? Porque era o dia da grande feira, ou da grande troca de produtos, de mercadorias, de artesanatos, de frutos da terra, enfim, era um dia de juntar pessoas de toda parte: feirantes de toda espécie, agricultores, comerciantes, vendedores e compradores. Portanto, era um dia muito apropriado para a vinda do Espírito Santo, para que muita gente entendesse que, a partir daquele dia, alguma coisa nova, diferente, iria mexer com a cabeça, com a mente e a maneira de pensar e agir no mundo. Era a instalação da Igreja Católica.

            E como isso aconteceu? Conta-nos o Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos de 1 a 12 que, naquele dia se achavam todos em Jerusalém… Quando, de repente, veio do céu, um ruído, como se soprasse um vento impetuoso e apareceram-lhes uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o espírito lhes concedia que falassem… Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar em sua própria língua proclamando as maravilhas de Deus.

            Será que dá para esquecer um acontecimento fantástico como esse? Por isso eu dizia que o mundo iria mudar a partir da instituição da Igreja ou a partir da vinda do Espírito Santo. Muitos que se tornaram cristãos e adeptos da doutrina de Cristo – do ano 33 em diante – nesses 1988 anos, abandonaram a Igreja inicial. Em 1.054, houve um cisma ou um racha entre os cristãos; no século XI, portanto, e há 966 anos apareceram as Igrejas Ortodoxas. Houve um protesto muito forte ou um 2o racha, em 1517, século XVI, e surgiram as várias Igrejas Protestantes. Faz, exatamente, 504 anos. Juntos, somos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo: a metade católica e a outra metade, dividida em cristãos ortodoxos e cristãos evangélicos ou protestantes. Com a semana da unidade, que termina amanhã, nosso desejo é de que possamos, ao menos, dialogar sobre os temas que ainda nos unem; possamo-nos comunicar, viver em comunhão. Como ter uma única palavra de Deus, um único salvador, Jesus Cristo, e sermos tão divididos entre nós? Amanhã – Pentecostes de 2021 – a Igreja Católica, que teve início com Jesus e recebeu o Espírito Santo no ano 33, completa 1988 anos de fundada. Quem “cismou” conosco no século onze e “protestou” contra nós no século dezessete não pensa, ao menos, em agradecer à Igreja Católica por ter preservado a Palavra de Deus ou tê-la conservado, ensinando-a e colocando-a nas mãos do povo, até o aparecimento de “cismáticos” e “protestantes” bem depois? O que estavam fazendo eles em todo o tempo anterior às suas aparições? Quem estava rodando pelo mundo, enfrentando perseguições, sendo martirizados e dando a própria vida para espalhar a “boa nova” por toda parte? Certamente foi muito bom pegar o “prato feito” para saboreá-lo ou o “bonde andando” para conduzi-lo. Por isso é que desejamos tanto espalhar o “ecumenismo” para nos unirmos na mesma “missão” que o único Jesus nos mandou realizar. Daí o sentido verdadeiro da “semana da unidade” que estamos celebrando desde 1968, todos os anos entre o Domingo da Ascenção e o Domingo de Pentecostes.

                        Como as Semanas da Unidade são celebrações vivenciadas em todo o Mundo, todas foram estudadas, aprofundadas em diferentes países do mundo e espalhadas pelos demais países. Assim se deu, por ex., com a Semana da Unidade do ano passado: Foi preparada no país de Malta: uma Ilha principal (junto a outras chamadas Ilhas Maltesas) que somam 246 Kms2, cuja Capital é Valeta, situada a 93 km do sul da Itália e a 290 km da África, no mar Mediterrâneo. A deste ano de 2021 foi preparada pela Comunidade de Grandchamp, na Suíça. São cerca de 50 Irmãs de diferentes gerações, tradições eclesiais e de países e continentes diferentes. Existem desde 1930, fiéis a uma vida de oração, em comunidade e acolhimento aos visitantes, oferecendo-lhes um tempo de retiro, silêncio, cura e em busca de sentido para a vida..

                     A título de informação, Semanas da Unidade anteriores foram preparadas na Itália, Alemanha, Suíça, Espanha, Inglaterra, Iugoslávia, França, Irlanda, Portugal, Suécia, Oriente Médio, Romênia, Eslováquia, EEUU, Escócia, Polônia, Síria, tendo-se repetido em várias cidades de muitos desses países.

                     Aqui no Brasil, além de recebermos a orientação, o esquema de trabalho e o compromisso de realizá-lo, buscando união com todos, ainda temos várias dessas Semanas, vividas, ecumenicamente, isto é, com a participação de irmãos judeus, católicos, ortodoxos, evangélicos, e até, indiferentes, que se solidarizam na busca da unidade, tão desejada por Jesus. Ser unido, não é uma propriedade só de cristãos; deve ser um desejo de toda a sociedade: civil, cultural, humana, política ou religiosa. Qualquer que seja nossa aspiração deve ser uma exigência de todos.

COMENTÁRIOS RECEBIDOS

para  Mons. Assis Rocha: O QUE SERIA DE NÓS SE NÃO EXISTISSEM OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO?

De Regina Rocha, de Sobral

Muito bom!
Usamos os meios de comunicação para celebrações, para divulgar palavra de Deus, hj muitos estão sofrendo com a pandemia precisam ouvir boas notícias ,enfim ,podemos usar para vários assuntos.
Um abraço
De .Regina Rocha

De Lourenço Araújo Lima, do Rio de Janeiro

Como sempre muito bom. Grande abraço monsenhor Assis Rocha

Para Franzé Bezerra: “O COLAPSO DO SISTEMA DE SAÚDE RESTOU INEVITÁVEL”   

De Wagner Turbay – [email protected] – Mestre, disse tudo, mais não tenho a dizer. Grande abraço!

De Sergio Augusto Borges de Melo –[email protected] – Parabéns concordo com tudo só nos resta mostrar aos nossos amigos o descaso desde desgoverno o pior governo que este país já teve.

O QUE SERIA DE NÓS SE NÃO EXISTISSEM OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO?

Na quarta-feira, dia 05 de Maio, celebramos em todo o Brasil, o Dia Nacional das Comunicações Sociais, instituído numa homenagem à data de nascimento do Marechal Cândido RONDON, no Mato Grosso, aos 05 de Maio de 1865. Devido ao seu interesse e impulso dado às Comunicações, instalando linhas telegráficas, interligando os Estados mais distantes sobretudo o seu Estado Natal com parte da Bacia Amazônica, nos 120 anos do seu nascimento, em 1985, os Correios lançaram um selo comemorativo. O Governo, ainda da Ditadura, oficializou a data de 05 de Maio, como o Dia Nacional das Comunicações. Era também o aniversário da morte do Mal. Rondon no Rio: 19 de Janeiro de 1958, que os militares aproveitaram para homenagear o colega de farda, que já era Patrono do Exército Brasileiro.

Em 1966, durante a realização do Concílio Ecumênico, em Roma, a Igreja instituiu o Dia Mundial das Comunicações Sociais, na Festa da Ascensão de Jesus aos Céus, que, neste ano de 2021 se celebra, Domingo, dia 16, pela 55ª vez. Tanto no Dia Nacional – 05 de Maio – como amanhã, Dia Mundial das Comunicações – a Igreja quer que “promovamos a comunhão entre homens e mulheres e o progresso de toda a sociedade, pelo reto uso dos meios de comunicação, tendo em vista servir ao bem comum’’.

Estamos tendo um exemplo concretíssimo desta afirmativa, desde o ano passado, com o surgimento da Pandemia do CORONAVIRUS. O que seria de nós se não existissem os Meios de Comunicação? Como estaríamos passando ou recebendo tantas informações ou realizando celebrações à distancia se não existisse a Imprensa falada, escrita e televisada que orienta tudo e a todos, por toda parte? Quando surgiram os Dias: Nacional e Mundial das Comunicações, muitas Rádios já existiam. Já eram utilizada para informar, educar e formar a opinião pública sobre todos os aspectos da vida na capital e no interior. A Igreja já usava o rádio para Educação de Adultos, por meio do Movimento de Educação de Base- MEB, nas dioceses do norte e nordeste do Brasil, especialmente. Nossos Bispos já levaram para o Concílio Ecumênico Vaticano II as experiências do Brasil. Certamente contribuíram muito com a Igreja nos estudos feitos sobre o uso dos meios de comunicação, devido à experiência já vivida aqui. Eles colaboraram com as reflexões feitas no Concílio, que afirmou em um de seus documentos “terem os instrumentos da Comunicação Social rasgado caminhos novos na emissão de toda sorte de informações e de pensamentos, para atingir e movimentar indivíduos e multidões e até a sociedade inteira”. Lembramos que esse tema das Comunicações entrara no Concílio, mas não era novidade na vida da Igreja. Havia já uns 90 documentos oficiais, tratando do assunto, por ex.: em 1487 o Papa Inocêncio VIII publicou Inter Multíplices. Em 1766, Clemente XIII escreveu Christiane Reipublicae. Leão XIII, no fim do século XIX, além de mandar que a Igreja se adaptasse aos novos tempos, ainda ensinava que tínhamos de usar todos os Meios, como num campo de batalha. Pio XI, entre 1922 e 1939 criou a Organização Católica Internacional e escreveu a Encíclica Vigilanti Cura, a chamada “legião da decência”. De 1939 a 1958 o Papa Pio XII abriu as portas para o diálogo com os profissionais da comunicação e escreveu a Encíclica Miranda Prorsus, dizendo que os Meios de Comunicação, “sem dúvida, deveriam ser admirados”. E tantos outros.

            O Concílio Ecumênico Vaticano II veio só legitimar, confirmar aquilo que a Igreja já vinha fazendo e que nós temos recordado e dado continuidade em nossas reflexões nestes últimos 55 anos. Através do Decreto Inter Mirifica, sobre o qual discorremos tantas vezes, a Igreja vem assegurar sua obrigação e direito de utilizar, de modo competente, os Meios da Comunicação Social em seu trabalho missionário. Nossas Emissoras Católicas – como as Rádios Assunção, em Fortaleza, Educadora de Sobral, Crateús, Crato e Limoeiro do Norte prestaram grandes serviços. E tantas outras, da nossa mesma época, espalhadas por todo o Brasil – que o digam, através das dificuldades enfrentadas. Da falta de recursos para se manterem e do heroísmo de suas equipes de funcionários e de voluntários. Não mediram esforços para informar, educar, dar voz e vez ao povo, de ser incompreendida e mal interpretada, tantas vezes por poderosos da política e da economia, que lhe queriam calar. Nós sabemos como isto foi e é verdadeiro, no passado e agora.

            A Igreja do Brasil está tentando fazer “o reto uso de seus meios de comunicação” através de suas Redes Televisivas e de Rádios, bem como de sua imprensa escrita, instruindo, evangelizando, informando, educando e conscientizando suas comunidades eclesiais e levando a Palavra de Deus a distâncias bem maiores.

            Os Papas que se seguiram, logo após JOÃO XXIII, anualmente foram divulgando uma Mensagem para o Mundo, sobre o reto uso dos meios de comunicação: Paulo VI, de 1967 a 1977. João Paulo II, de 1978 a 2005. Bento XVI, de 2005 a 2013. A Mensagem de nº 48 em diante, já nos chegou através do Papa Francisco e em 2014 recebeu o título de “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. Em 2015: “Comunicar a Família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. Em 2016 o Papa Francisco nos presenteou com a reflexão mais aprofundada do seu pontificado; era a de nº 50: “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”. Em 2017, no 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no dia 28 de Maio, recebemos do Papa Francisco uma bela mensagem, intitulada “Não tenhas medo; eu estou contigo”, sugerida pelo Profeta Isaias, 43,5, convidando-nos a “comunicar a esperança e a confiança, no nosso tempo”.  O Papa ainda lembrou o que sempre nos tem dito: “a comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a Sociedade”.

Em 2018, por ocasião do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais – detalhamos a Mensagem do Papa, intitulada: “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32) onde ele reprovava as famosas “fake news” ou “falsas noticias”, atitudes tão negativas para quem quer fazer um “jornalismo de paz”.

Em 2019, no Programa que apresentei aqui no Ceará, abordei a mensagem do Papa Francisco para o 53º Dia Mundial das Comunicações, celebrado no domingo, dia 02 de Junho, Festa da Ascensão de Jesus: Somos membros uns dos outros, baseado no texto da Carta aos Efésios, 4, 25, na qual ele nos convidou a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comuni- cativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão. 

No ano de 2020 – eu ainda não dirigia este Comentário a vocês – a Mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais trouxe, como tema: “para que possas contar e fixar na memória”, com base no Livro do Êxodo 10, 2.  Sua Mensagem abordou o ‘tema da narração’. Neste 55º Dia Mundial das Comunicações – oitavo do pontificado de Francisco – eu trago pra vocês sua mensagem baseada no Evangelho de São João,        1, 46: “vem e verás” que ele nos orienta “comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”. Deste Domingo até o próximo, dia 23, temos a Semana da Unidade. Sábado, 22, falarei sobre isto. Até lá.

Monsenhor Assis Rocha, de Bela Cruz, Ceará, é Mestre e Doutor em Comunicação Social

“O COLAPSO DO SISTEMA DE SAÚDE RESTOU INEVITÁVEL” Texto do Dr. Franzé Bezerra

A tragédia brasileira se acentua dia a dia.  Irresponsáveis bolsonaristas sentem prazer mórbido em quebrar as regras mínimas de isolamento, e de uso de máscara. Fazem aglomerações criminosas, com o desejo nefasto de sabotar o esforço dos governadores e prefeitos.

Como se não bastassem, as contínuas agressões à China – principal fornecedor de insumos para fabricação das vacinas – que implica atraso da imunização no país, sinaliza que o número de mortos na pandemia não ficará restrito tão-somente aos, já próximos, 500 mil brasileiros que sucumbiram.

Cada um que se cuide. A depender do Governo Federal, o número de vítimas passará de um milhão, sob a falsa falácia do binômio saúde e economia. Os arroubos de oratória têm alvo certo. Alimentam integrantes do desastroso governo e uma barulhenta minoria sedenta de ódio, que representa o que há de mais atrasado no país. Um misto de ignorância e desfaçatez,  embarca inconsciente no maior genocídio das Américas.

Será, sem dúvida, o legado do desastre administrativo chamado Bolsonaro. Novidade? Nenhuma. Sempre foi irresponsável, o medíocre da caserna e do fundo do Parlamento. Um mandrião psicopata.

 O Mundo já tem esta percepção.  Todos os continentes registram a tragédia brasileira na pandemia, e o menosprezo à vida dos mais vulneráveis, pobres,  negros e comunidades indígenas.

A CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no Senado da República deixará registrado o descaso no enfrentamento da pandemia, e, ao final,  com o relatório conclusivo, ficará evidenciado se a necropolitica se deu por opção de política pública ou por manifesta incompetência.

Oportuno lembrar a esquiva do governo Federal na aquisição de vacina, como se deu na oferta do ano passado (mês de agosto), e que a PFIZER disponibilizava 70 milhões de doses aos brasileiros.

A trágica passagem do General Pazuello à frente do Ministério da Saúde, inapto para ocupar o cargo, agravou o caos brasileiro na pandemia.

Frise-se que a demissão dos ministros, Mandetta e Nelson Teich, médicos, se deu por não concordarem com a interferência descabida do Presidente da República na tentativa de disseminar suposto tratamento precoce, com uso de medicamentos sem comprovação científica, e com graves efeitos colaterais.

Enfim, o colapso do sistema de saúde restou inevitável, não só através da redução de investimentos, como no contínuo negacionismo pregado por integrantes do governo e segmentos da sociedade que lhe são simpáticos.

O certo, e assim esperam a grande maioria do povo brasileiro e o mundo civilizado, que a tragédia brasileira seja objeto de julgamento pelo Tribunal Internacional de Direitos Humanos.

MARIA ENTENDEU A MISSÃO DO FILHO COMO LIBERTADOR

Texto do Mons. Assis Rocha, Mestre e Doutor em Comunicação Social

Não esperem de mim, pela passagem do Dia das Mães, amanhã, mais uma contação da história de Ann Jarvis que, em homenagem a ela, sua filha homônima, no início da 1ª década do século 20, quis gravar para sempre a influência da mãe na Guerra da Secessão Americana entre 1861 e 1885 como “socorrista de feridos” tanto do lado dos ‘Confederados’ como do lado da ‘União’. Pelo seu maternal cuidado e dedicação foi instituído, em sua homenagem, o Dia das Mães. Também não queiram que eu lhes conte a oficialização do Dia das Mães no Brasil, em 1932, pelo Decreto de Nº 21.366, do Presidente Getúlio Vargas, determinando o “2º Domingo de Maio, como momento de comemorar os sentimentos e virtudes do amor materno”. Ainda não quero que esta minha reflexão engrosse as fileiras dos que se aproveitam da data para a Comercialização do Dia das Mães, bem diferente dos motivos sentimentais e carinhosos pelos quais foi criado. E aí alguém poderá perguntar-me: se os motivos não são estes, que motivação tem você pra nos apresentar? Será alguma motivação Religiosa? Política? Histórica? – Digamos que as três.

Dezesseis anos antes de iniciar o Novo Testamento na Narração Bíblica – já no finalzinho do Velho Testamento – nascia do casal Joaquim e Ana, a filha MARIA que, adolescente ainda, recebeu o anúncio dado pelo Anjo Gabriel de que ela seria a Mãe de Jesus, o Filho de Deus. Assustou-se com o recado, pois não “conhecia homem algum”/ mas, diante da explicação do Anjo, entendeu e aceitou: “eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E assim aconteceu: o filho de Deus se fez homem. Tornou-se carne. Ocupou o ventre de Maria. E logo ali, faltando 03 meses para sua prima Isabel dar à luz seu filho João, Maria foi visitá-la e permaneceu com ela os 03 últimos meses de sua gravidez para ajudá-la no parto. À sua chegada, no reencontro entre as primas, Maria provou que o que estava acontecendo com ela, era obra de Deus; daí tê-Lo louvado, bela e profeticamente, com estas e outras palavras: “a minha alma anuncia a grandeza do Senhor/ o meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu salvador/… Ele levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos com todos os planos deles/ Derruba dos seus tronos reis poderosos e põe os humildes em altas posições/. Dá fartura aos que têm fome, e manda os ricos embora com as mãos vazias”. (Cf. em Lucas, 1,46-55).

            Pra que vocação mais linda do que esta da Mãe Maria, que entendeu logo a Missão de seu Filho, como o verdadeiro libertador? Jesus vinha para levantar a mão poderosa e derrotar os orgulhosos e todos os seus malfadados planos. Seu Filho chegava para desafiar os poderosos e derrubá-los de seus tronos, dando vez e voz aos humildes. A estes sim, caberiam as mais altas posições. E que dizer dos pobres e dos famintos? Teriam fartura para saciar-lhes a fome. Não iriam enriquecer mais, os que já eram ricos. Dar-lhes a vida, o sangue para se locupletarem com inúmeros bens e riquezas. Estes que ficassem de mãos vazias. Alguém me poderá retrucar: é esta a Mãe Maria? Já havia o socialismo naquele tempo? A Igreja ensina isto? Não é só a Igreja. É a Palavra de Deus desde o Antigo Testamento, sobretudo pela boca dos profetas e Maria fez Profetismo nessa ocasião. Ela falou em nome de Deus. Por isso eu disse no início deste Comentário que minha maneira de comemorar o Dia das Mães não era pra recontar o que todos os anos se lembra: a história de Ann Jarvis, o decreto de Getúlio Vargas ou a propaganda da oferta de presentes às Mães/ para abarrotar os cofres dos Comerciantes que vêem no Dia das Mães,  Natal e Páscoa ou em outras invencionices/, meios de lucrarem materialmente.

            Que lhes parece ver o Dia das Mães por este ângulo? É melhor a visão anterior? Vou tentar aprofundar o meu modo de ver. Estou falando de Maria, a Mãe de Deus e nossa Mãe, no dia a Ela dedicado que, por extensão, é dedicado também às nossas Mães. Bem antes das motivações, comentadas,      anteriormente/, após o nascimento, Jesus foi apresentado no Templo (Lc.2,22). Seus pais se surpreenderam com as palavras dos Profetas, Simeão e Ana: “este menino foi escolhido por Deus para ser destruição e salvação de muitos em Israel… e uma espada transpassará o teu coração, Maria”. O Coração da Mãe já começa a sofrer.Depois teve que acompanhar José e seu ‘Jesus Cristim’, em fuga para o Egito pra defendê-lo das garras de Herodes (Mt. 2,12). Voltam para Nazaré, onde o menino crescia, ficava forte, trabalhava com o pai e era abençoado por Deus.

            Com 12 anos foi ao Templo, como de costume, para a Festa da Páscoa, em Jerusalém.  Desencontraram-se e o garoto se desgarrou dos pais, sendo visto 03 dias depois com os mestres da lei, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas (Lc.2, 41-52). De volta a Nazaré, Jesus crescia fisicamente, também em sabedoria, e tanto Deus como as pessoas gostavam dele. Enquanto Maria guardava tudo isso em seu coração e o acompanhava até sua fase adulta, lhe influenciando mesmo, na realização de seu 1º Milagre. Estão lembrados?

            Estavam numa Festa de Casamento: Jesus, seus discípulos, sua Mãe e muitos convidados (Jo. 2,1-12). Maria, sempre solícita, viu que faltava vinho, e logo, cochichou no ouvido de Jesus: “meu filho, o vinho acabou”. Mãe como era sentiu o problema dos organizadores da festa. Jesus ainda disse: “não chegou a minha hora”. Ela mostrou sua preocupação de mãe, e disse aos empregados: “façam o que ele mandar”. Jesus não lhe havia dito o que faria. Ela intuiu como Mãe e Jesus fez seu 1º Milagre: transformou 600 litros d’água em 600 de vinho.

            Não me vou prolongar mais para provar que Maria é Mãe e merece que este dia seja todo dela bem antes daqueles motivos inventados pelos que querem lucrar à custa dos desinformados e humildes ou dos alienados e inconscientes. Vamos estendê-lo também às nossas mães. Elas o merecem pelo seu heroísmo e pela bravura que empreendem na defesa de suas famílias. Pela nossa fé em Jesus Cristo e pela mensagem corajosa e profética de sua Mãe Maria contra a injustiça dos poderosos, a ganância dos ricos, o sofrimento dos que passam fome, as carências dos mais fracos e humildes ela continuará a dizer: “meu Filho eles não têm salário, eles passam fome, estão doentes, desgovernados, a Covid está matando, indiscriminadamente, grande parte dos meus filhos e teus irmãos, por toda parte. Desde o dia 1º de Maio, o ducentésimo sexagésimo sexto sucessor de Pedro – o Papa Francisco – convidou 30 Santuários, a mim dedicados pelo Mundo, para fazerem ‘uma maratona de oração’ para invocar o fim da Pandemia que aflige o mundo há mais de um ano, para a retomada das atividades sociais e de trabalho”.

            Para se atualizarem, informo que, do dia 1º até hoje, as celebrações ocorreram: Abertura – pelo Papa, no altar da Virgem do Socorro na Basílica Vaticana. Seguidamente: Inglaterra, Nigéria, Polônia, Israel e no Brasil, dia 06, no Santuário da Virgem Aparecida. Ontem, nas Filipinas e hoje na Argentina. Acompanhem todos os dias, às 18 hs. da Itália, 14 hs. aqui até o fim do mês quando o Papa encerrará tudo nos Jardins Vaticanos, sempre pela Rádio Vaticano, em português ou em cadeia com outra Emissora.