“O COLAPSO DO SISTEMA DE SAÚDE RESTOU INEVITÁVEL” Texto do Dr. Franzé Bezerra

A tragédia brasileira se acentua dia a dia.  Irresponsáveis bolsonaristas sentem prazer mórbido em quebrar as regras mínimas de isolamento, e de uso de máscara. Fazem aglomerações criminosas, com o desejo nefasto de sabotar o esforço dos governadores e prefeitos.

Como se não bastassem, as contínuas agressões à China – principal fornecedor de insumos para fabricação das vacinas – que implica atraso da imunização no país, sinaliza que o número de mortos na pandemia não ficará restrito tão-somente aos, já próximos, 500 mil brasileiros que sucumbiram.

Cada um que se cuide. A depender do Governo Federal, o número de vítimas passará de um milhão, sob a falsa falácia do binômio saúde e economia. Os arroubos de oratória têm alvo certo. Alimentam integrantes do desastroso governo e uma barulhenta minoria sedenta de ódio, que representa o que há de mais atrasado no país. Um misto de ignorância e desfaçatez,  embarca inconsciente no maior genocídio das Américas.

Será, sem dúvida, o legado do desastre administrativo chamado Bolsonaro. Novidade? Nenhuma. Sempre foi irresponsável, o medíocre da caserna e do fundo do Parlamento. Um mandrião psicopata.

 O Mundo já tem esta percepção.  Todos os continentes registram a tragédia brasileira na pandemia, e o menosprezo à vida dos mais vulneráveis, pobres,  negros e comunidades indígenas.

A CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no Senado da República deixará registrado o descaso no enfrentamento da pandemia, e, ao final,  com o relatório conclusivo, ficará evidenciado se a necropolitica se deu por opção de política pública ou por manifesta incompetência.

Oportuno lembrar a esquiva do governo Federal na aquisição de vacina, como se deu na oferta do ano passado (mês de agosto), e que a PFIZER disponibilizava 70 milhões de doses aos brasileiros.

A trágica passagem do General Pazuello à frente do Ministério da Saúde, inapto para ocupar o cargo, agravou o caos brasileiro na pandemia.

Frise-se que a demissão dos ministros, Mandetta e Nelson Teich, médicos, se deu por não concordarem com a interferência descabida do Presidente da República na tentativa de disseminar suposto tratamento precoce, com uso de medicamentos sem comprovação científica, e com graves efeitos colaterais.

Enfim, o colapso do sistema de saúde restou inevitável, não só através da redução de investimentos, como no contínuo negacionismo pregado por integrantes do governo e segmentos da sociedade que lhe são simpáticos.

O certo, e assim esperam a grande maioria do povo brasileiro e o mundo civilizado, que a tragédia brasileira seja objeto de julgamento pelo Tribunal Internacional de Direitos Humanos.

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