Mês: julho 2021

DIA DO PADRE – A MESSE É GRANDE, OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS! Texto do Mons. ASSIS ROCHA

A partir de amanhã, dia 1º, iniciamos a primeira semana do mês de Agosto, que se celebra, todos os anos, como o MÊS VOCACIONAL.

E não se trata apenas da Vocação Sacerdotal. As outras vocações também são consideradas e refletidas, semanalmente.

Neste Domingo, dia 1º, amanhã, portanto/, refletiremos sobre a Vocação do Padre, pois celebramos em todo dia 04 de Agosto, a Festa Litúrgica de São João Maria Vianey, o Cura de Ars, na França, que é também no calendário civil, o Dia do Padre. Quando o dia 04 é também Domingo, aí se celebra, no mesmo dia, a coincidência litúrgica.

São João Maria Vianey – O Cura d´Ars

No 2º Domingo, dia 08, por ser o DIA DOS PAIS, refletiremos sobre a Vocação à Vida Matrimonial: como ser pai de família, responsável, educador dos filhos e orientador para a vida deles.

No dia 15, 3º Domingo do Mês, meditaremos sobre a Vocação Religiosa, isto é, o chamado que rapazes e moças têm, para serem Frades ou Freiras, a exemplo da Vocação de Maria, ao celebrarmos sua Assunção ao céu.

O 4º Domingo deste mês, dia 22, é dedicado à Vocação dos Leigos: aqueles que compõem a maioria da população e que atendem ao grande chamado, feito por Deus, aos Batizados, para exercerem a sua função cristã nas Comunidades, como sacerdotes, profetas e reis.

Este ano, dia 29, teremos ainda um 5º Domingo para lembrar a Vocação Catequética e celebraremos o Dia Nacional do Catequista, para mostrar aos Leigos e Catequistas, o grande “chamado” que Deus lhes faz de modo especial para realizarem a sua missão evangelizadora, tão necessária à vida da Igreja.

De hoje em diante, a cada Sábado, neste Programa, abordaremos, a Vocação correspondente à celebração de cada Domingo.

Nesta semana, por exemplo, todos os padres lembraremos amanhã, mesmo sendo Domingo, a Festa do Cura d’Ars, que se celebra nesta 4ª feira, dia 04, e vamos comemorar da melhor maneira possível, o DIA DO PADRE e sua Vocação, recordando a nós mesmos e ao povo de Deus, a grande missão que tem o sacerdote, como um dos principais responsáveis pela comunicação do Evangelho ao povo.

Também tenho uma outra motivação para refletir sobre a Vocação Sacerdotal: celebro, pessoalmente, meus 53 anos de Vida Sacerdotal.

Escolhi o dia 04 de Agosto de 1968, para a minha Ordenação Sacerdotal, por ser a data litúrgica do Cura d’Ars, um Santo Sacerdote que foi Pároco, no interior da França, por 40 anos, na primeira metade do século 19.

Sua dedicação ao Sacramento da Penitência ou Confissão, seus sermões cheios de fé e de Deus, sua imensa caridade para com os mais pobres e sua vida missionária atraíram muitas pessoas, de todas as condições sociais, para a cidadezinha de Ars, no sul da França, a fim de o escutarem e seguirem sua orientação e seus conselhos.

São João Maria Vianey foi um Pároco tão dedicado e tão comprometido com a pregação e comunicação do Evangelho, que o dia litúrgico de sua festa é também, pelo próprio calendário civil, o DIA DO PADRE.

Com tais justificativas, eu não poderia ter escolhido data melhor para a minha Ordenação Sacerdotal, do que o dia 04 de Agosto. E a minha escolha por esta data, se deu muito cedo. Em setembro de 1955 eu tinha 14 anos de idade. Faria 15 em outubro. Na ocasião, celebrávamos o Jubileu de Dom José.

Cinquenta anos de sua Ordenação Sacerdotal. Adolescente como era, impressionou-me muito uma reflexão feita no Congresso Eucarístico de Sobral, comemorativo das Bodas de Ouro do Bispo, sobre a Vocação de São João Maria Vianey, o cura d’Ars, que completava 30 anos de sua canonização. A partir dali, em me decidi: se eu chegar a ser Padre, quero me ordenar na Festa Litúrgica de São João Maria Vianey. E assim o fiz. Tornei-me sacerdote no dia 04 de Agosto de 1968, pelas mãos de meu querido amigo e saudoso Bispo, Dom Francisco Austregésilo, na Matriz de Bela Cruz, a minha terra natal.

Para completar minha alegria, entusiasmo e devoção, estudando em Roma, em 1975, fui a Ars, participar do Jubileu de Ouro da Canonização de seu famoso Cura. Senti-me plenamente realizado. Além de integrar uma imensidão de peregrinos, ainda tomei contato com toda a sua história e visitei seu corpo “incorrupto”, em perfeito estado de conservação como se vivo fosse. Impressionou-me ainda o que entendi e aprendi sobre o alcance social de sua Missão. Ele não dava apenas a assistência espiritual. A assistência social estava muito presente: os antigos prostíbulos foram transformados em hospedarias, escolas e hotéis e toda a vila passou a ser uma cidade acolhedora, progressista, moralmente saneada, com um povo muito feliz graças à ação do Cura D’Ars.

Certamente, toda aquela motivação bonita, sugerida pelo Cura d’Ars e alimentada pela graça, bondade e misericórdia de Deus me fez sustentar o “chamado” e o compromisso sacerdotal até agora.

O Sacerdote exerce uma Missão que não é sua. Ele se coloca a serviço da Igreja, para anunciar a mensagem de Jesus. Ele empresta sua voz, seus gestos, a Jesus, para que a mensagem da salvação seja conhecida por todos. Ainda é muito pequeno o número de Sacerdotes em nosso País. Neste início da primeira semana do Mês Vocacional, vamos rezar a Deus, para que aumente o número de sacerdotes santos, comprometidos com a palavra de Deus, com a pregação da verdade, espalhando a “boa nova” ou o Evangelho em toda parte. Diz-se sempre que o Padre age “in persona Christi”. Isto é, o que ele celebra, ou realiza, funcionalmente, ele o faz “na pessoa de Cristo”. É uma responsabilidade imensa, a do Padre. Ele não pode escandalizar, agir erradamente, dar mau exemplo, porque Jesus não faria assim.

Nós somos cerca de 18.000 Padres no Brasil, contando-se todos os Religiosos e os Diocesanos. São mais de dez mil brasileiros para cada Padre, enquanto são apenas mil, para cada médico. No Mundo somos uns 430.000 Sacerdotes. Bem nos ensinou Jesus: “a messe é grande, mas os operários são poucos”, o que significa dizer que há muito trabalho pastoral a ser realizado, mas há poucos Padres para desenvolverem tal tarefa.

Este mês de agosto e, especialmente, esta primeira semana, será para pedirmos a Jesus, que faça surgir novas vocações sacerdotais e religiosas, para darem continuidade à sua missão. Não podemos engrossar as fileiras dos que vivem à procura de um deslize de padres para denegrir a sua imagem e a imagem da Igreja. Somos humanos e capazes de errar. Não falemos do Padre pelos seus erros. Admiremo-lo por suas virtudes.

Rezemos pelos nossos Párocos. Cumprimentemo-los pela passagem do seu Dia. Neste Domingo e no dia 04. Eles lembram a presença e o testemunho de Deus entre nós. Obrigado pela atenção e pela vossa oração e tenham todos um bom dia!

Mons. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz, Ceará, autor do texto, é Mestre e Doutor em Comunicação Social

MAU ATENDIMENTO: INAFIANÇÁVEL – Texto de Leunam Gomes

O funcionário  que atende mal  ao público deveria ser sumariamente despedido. É uma atitude radical? Sem dúvida, mas quem já passou por determinadas situações em repartições públicas e até mesmo em empresas privadas sabe o quanto é ruim ser mal atendido.

Quase todas as pessoas que procuram informações ou serviços o fazem com um sentimento de quem está pedindo um favor, portanto já o faz um tanto constrangido. E, se do outro lado da mesa ou do balcão está alguém que lhe atende mal a situação se torna mais grave.

Mas, infelizmente, esta é uma realidade que está presente em todos os lugares. Há pessoas que, numa função de atendimento, parecem ser mais importantes que a autoridade máxima da instituição. Há aqueles que se prevalecem do posto para humilhar as pessoas como se ali estivessem descarregando todos os seus recalques e frustrações. 

Outros assim agem para compensar as suas fragilidades. É como se estivessem estabelecendo uma barreira que impedisse ao outro  perceber suas fraquezas ou  mesmo medo de que alguém denuncie os seus malfeitos. É como se estivessem tentando tirar da outra pessoa a oportunidade denunciar.  Só os inseguros tem necessidade de atender mal.

Quem atende mal está desvalorizando a vida do outro porque sufoca-o por alguns momentos e deixa marcas indeléveis. Geralmente são pessoas de mal com a vida e querem que outros também assim estejam.

Outros ali encontram a forma de mostrar-se acima dos demais. Quando estão na condição de subordinados apresentam-se mansos e humildes diante dos seus superiores e dos colegas. Quando investidos em algum cargo põem as unhas de fora  e assumem comportamentos totalmente diferentes, diante dos que supõem  inferiores, hierarquicamente.  Mas diante dos seus superiores continuam submissos,  o que pode ser observado pelo riso facil e nervoso  de quem quer agradar.

Mais do que nunca o bom atendimento vai fazer-se necessário. Antigamente, havia estabelecimentos que vendiam com exclusividade determinados produtos e então os consumidores se submetiam às regras por eles estabelecidas. Hoje a situação é muito diferente. Tem-se várias opções.

Muitas pessoas optam por determinado estabelecimento comercial  ou de serviços pela qualidade do atendimento.  Ao mesmo tempo, outras se afastam  pelo mau atendimento. Ninguém gosta de ser mal atendido porque todas as pessoas são importantes. 

Há os que tratam bem de acôrdo com a aparência do cliente ou usuário do serviço.  Muitas pessoas que ocupam posições importantes na hierarquia já foram maltratadas por não apresentarem a aparência esperada. São muitas as histórias que refletem esta situação. Por outro lado, muitas pessoas já foram enganadas porque atribuíram valores a certas pessoas somente porque se apresentaram com aparência tida como elegante. Há os que julgam pelo biotipo. E, geralmente, “quebram a cara”.

Apesar disto, nada justifica o mau atendimento. Atender bem é uma obrigação.

Escrevi este texto em fevereiro de 2001, mas o seu conteúdo me parece ainda mais atual.

PIRES FERREIRA HOMENAGEIA ESCRITORES

Aconteceu no final da tarde do dia 27 de Julho de 2021, terça-feira, na Biblioteca pública do município de Pires Ferreira, uma bela homenagem aos Escritores, em alusão ao Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de Julho.

O evento foi uma iniciativa da Secretaria de Cultura daquele município, na pessoa da Diretora de Cultura, Stephanie Rosalina e da bibliotecária, Roseli. Com apoio da Prefeitura Municipal de Pires Ferreira/ Prefeita Dra. Lívia Muniz.

O evento ainda contou com a presença dos escritores de Ipu, Aninha Martins e Iran Coelho (de forma presencial) e dos escritores pires ferreirenses, Luzirene Sena e Darlan Linhares, de forma remota. Os convidados falaram de suas obras e trajetória, no fantástico universo literário.

Parabéns ao município de Pires Ferreira por fomentar e valorizar a Cultura, a literatura e os artistas da região!



Programação:
A Banda de Música recepcionou os Escritores ao som de músicas especiais
*Abertura – Prefeita Dra. Lívia Muniz, deu as boas-vindas e parabenizou os Escritores.
* A Bibliotecária Roseli apresentou a Aparecida, Representante do Estado e Diretora da Biblioteca Nacional
* Aparecida falou sobre às parcerias com o Estado.
Cada Escritor teve 15 minutos para falar sobre suas obras publicadas.

Uma iniciativa bastante louvável porque estimula os que já escrevem e desperta a vocação de outros que sonham em compartilhar suas ideias.

A escritora, Professora e Poetisa ANINHA MARTINS, de Ipu, homenageada em Pires Ferreira, no dia do Escritor

25 de julho, Dia do Escritor! Texto de Aninha Martins

O livro… Ah, o livro! Ele nos conta sobre tantas coisas, nos ensina sobre o passado, nos permite contemplar o presente e, até projetarmos o futuro. O livro nos fala tanto, nos faz ver a vida como ela é, nos aconselha e nos prepara para enfrentarmos o mundo. Foi assim que iniciou o Ateneu, com uma frase dita pelo pai de Sérgio: “Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.” Nos mostrando que podemos nos preparar para o que ainda está por vir. Os árcades, nos falam do simples, do bucólico e da calmaria campestre. E Iracema nos mostra as matas verdes e viçosas, mas sem o bucolismo, pois há a agitação das tribos, num reboliço de lutas, atravessadas pelas flechas dos guerreiros valentes, porém quebradas, como um pacto de paz.

ANINHA MARTINS, em noites de autógrafos

Há livros denúncias, como nos revelam O Cortiço e Germinal, querendo nos convencer que o ambiente é determinante dos nossos atos, nos confirmando o ditado popular que diz: “Dizes com quem tu andas que direis quem és.” Porém, é desmentido por Capitu, de Dom Casmurro, e Madame Bovary, pois nos revelam que sentimentos nascem, não importa onde vivemos. E, D. Quixote nos afirma que podemos inventar a realidade e lutarmos com os moinhos que encontramos nas estradas da vida. Assim como nos diz Peter Pan, para continuar na infância que é lá que moram os sonhos e até nos permite assistir vários pôr do sol em um mesmo dia, pois é só afastar um pouco a cadeira no pequeno planeta do Principezinho.

Existem livros que nos falam do real, do Tempo e o vento, dos Capitães de areia, do Grande Sertão Veredas e da Tenda dos Milagres, onde há porções para acabar com tantas Vidas Secas, assoladas pelas intempéries geográficas ou pelas desilusões do mundo. Outros confidenciam como vivem as mulheres Senhora de si, Diva ou Tereza Batista Cansada da Guerra e, até Tieta do Agreste ou As Três Marias, diferentes e tão iguais. É, todas tão iguais na busca incessante pela sua Hora da Estrela.

Assim, são os livros, armas importantes contra a ignorância e alienação, ferramentas de grande valor.

                                                                     Aninha Martins é Professora, Poetisa e Escritora, de Ipu – Ceará

Pela 1ª vez: “O DIA MUNDIAL DOS AVÓS” – Texto do Mons. Assis Rocha

Todos sabemos que a prioridade litúrgica do “Dia de Domingo” é celebrar a Missa de preceito pelo Dia do Senhor. É como vamos celebrar amanhã: dia 25 de Julho, o 17º Domingo do Tempo Comum. No entanto, a pedido do Papa Francisco, vamos juntar à celebração deste Domingo, a Festa de São Joaquim e Santana que, liturgicamente, celebraremos 2ª feira, dia 26. Sem mudar de data, a antecipação se dá devido à celebração, pela 1ª vez, do dia mundial dos Avós.

Mons. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ceará

Desde o século VI, a tradição Católica cultuava, separadamente, a Joaquim e a Ana, por toda parte, como Pai e Mãe de Nossa Senhora, até que no século XIV o Papa Urbano IV oficializou o Culto aos dois e em 1584 se escolheram datas para homenageá-los. Mais recentemente, o Papa Paulo VI os uniu numa única celebração a acontecer, todos os anos, no dia 26 de Julho, Dia Litúrgico de São Joaquim e Santana, os Avós de Jesus, que passou a ser conhecido como o dia dos Avós. Este ano, de 2021, o Papa Francisco presta uma homenagem bem maior: o dia 26 de Julho passou a ser o Dia Mundial dos Avós, a ser sempre lembrado de agora em diante/ e oficializou a data com a bela mensagem que lhes comento agora.

            Não podemos deixar de lembrar que São Joaquim e Sant’Ana foram pais de família numa situação de quase impossibilidade: ambos tinham idade avançada e eram estéreis. Isso causava um grande sofrimento para os dois, já que para os judeus, “não ter filhos” era um sinal de maldição de Deus. Eles, porém, nunca desistiram de sua fé e após muitas orações, Ana engravidou. Foi um grande milagre para o casal, pois tinha uma vida de santidade.

Maria, ao nascer, não só tirou dos ombros dos pais, o peso de uma vida de medo de uma maldição, mas ainda os compensou pela fé, ao ser escolhida, mais tarde, para ser a Mãe do Filho de Deus.

O próprio nome de “Ana” já era abençoado: significa, em hebraico, “graça”. O nome de Joaquim, outro belo significado: “Javé prepara” ou “Javé fortalece”.

Não temos informações bíblicas sobre o casal: sua vida, seu testemunho, mas temos informações “apócrifas”, isto é, “escritos a respeito deles” na literatura da época, narrada pelos Santos Padres e pela Tradição. Todos testemunham terem sido eles, os pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém e São Joaquim na Galileia. Maria recebeu no lar deste casal bem fundamentado na fé, todo o tesouro das tradições da Casa de Davi, que ia passando de geração em geração. Foi no lar que aprendeu a dirigir-se a Deus com imensa piedade. Foi em seu lar que Maria conheceu as profecias relativas à chegada do Messias.

S. Joaquim e Sant’Ana não somente foram pais responsáveis e carinhosos para com sua filha, mas são para todos nós, avós exemplares, como deve ser todo avô: duas vezes pai, duas vezes mãe, merecedores de todo o respeito por parte dos netos. Eu, que tenho o privilégio de ser “avô” sem ter tido um filho, e pelo bem que quero ao meu sobrinho-bisneto, João Murilo – que há 12 anos mora comigo, desde um ano de idade e me chama de vovô – posso imaginar o tanto que são felizes os avós por terem uma data tão importante e bem fundamentada em história tão linda.

Francisco inicia sua Mensagem, citando Mateus 28,20: “eu estou contigo todos os dias”. É a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao céu; e hoje Ele a repete também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! “Eu estou contigo todos os dias”. São também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso com tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, conosco – preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado.

Bem sei que esta mensagem te chega num tempo difícil: a Pandemia foi uma tempestade inesperada e furiosa, uma dura provação que se abateu sobre a vida de cada um, mas, a nós idosos, reservou-nos um tratamento especial, um tratamento mais duro. Muitíssimos de nós adoeceram – e muitos partiram – viram apagar-se a vida de seu cônjuge ou dos próprios entes queridos, e tantos – demasiados – viram-se forçados à solidão por um tempo muito longo, isolados.

Segundo uma tradição, também Joaquim, o avô de Jesus, foi afastado de sua comunidade, porque não tinha filhos; a sua vida, como a de Ana, sua esposa, era considerada inútil. Mas o Senhor enviou-lhe um anjo para consolá-lo. Ele estava triste, fora das portas da cidade, quando lhe apareceu um Anjo do Senhor e lhe disse: “Joaquim, Joaquim! O Senhor atendeu à tua insistente oração”.

Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de Pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão, repetindo-nos: “eu estou contigo”. Está aqui o sentido deste Dia Mundial dos Avós que eu quis fosse celebrado pela 1ª vez, precisamente, neste ano, depois de um longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá, cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo: os nossos netos, outros familiares, amigos de longas datas, conhecidos, vizinhos tão queridos, todos são benvindos, mesmo que mantenhamos as recomendações e precauções das autoridades sanitárias.

Como já tenho afirmado tantas vezes, “da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores”. Conclamo a todos a sairmos melhores desta tempestade, com filhos e netos. Todos devemos ser “parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas”. O mundo confia na experiência dos Avós e dos Idosos, sobretudo dos pilares em que eles construíram as bases do futuro: os sonhos, a memória e a oração.

Enfim o Papa pede para que cada um de nós alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos últimos/ e capaz de interceder por eles. Que repitamos a todos, principalmente aos mais jovens, estas palavras de consolação que fundamentaram toda a nossa reflexão; eu estou contigo todos os dias.

Avante! Coragem! Que o Senhor vos abençoe!

O que posso eu acrescentar? Obrigado a todos, pela atenção. Feliz dia para os atuais Avós. Que os futuros Avós, aprendam com os atuais, o que disse o Papa: sonhem, guardem os ensinamentos e rezem. Tenham todos um bom dia!

COMENTÁRIO RECEBIDO

De Lourenço Lima, do Rio de Janeiro: sobre “DE FÉRIAS! O QUE FAZER? Texto do Mons. ASSIS ROCHA”:   “Parabéns, como sempre nos trazendo uma bela reflexão . Além dr uma aula de história. Grande abraço.”

DE FÉRIAS! O QUE FAZER? Texto do Mons. ASSIS ROCHA

            Já superamos a metade do mês de julho, sempre tido e vivido como o mês de férias. Todos os anos, por esta ocasião ou no final do ano, fizemos uma reflexão sobre “férias” como queremos fazer hoje, apesar de termos um empecilho que, desde o ano passado está nos incomodando bastante: a pandemia. Com estas, já são 03 férias atrapalhadas por ela, pois a falta de aulas presenciais, a incerteza do aproveitamento das aulas virtuais e a própria desorganização da família, das escolas, da participação na Igreja, da vida econômica, tudo vai dando a ideia de que se está de férias: sem compromisso.

            Aquela ansiedade que se tinha, aquela expectativa pela chegada das férias, as programações do que se iria fazer: viagens, lazer, brincadeiras/, tudo ficou de lado porque “o ficar sem fazer nada” ou “muito pouco” já dava a impressão de que se estava de férias.

Monsenhor ASSIS ROCHA, Mestre, Doutor, Escritor – Bela Cruz -Ce

Quando a Pandemia não existia, o mês de junho já ia criando o clima. As Festas Folclóricas de Santo Antônio, São João e São Pedro, as Quadrilhas, as Fogueiras, as promoções escolares, voltadas para o Folclore, tudo já preparava o ambiente para entrar nas Férias. Muitas atividades já povoavam a mente da estudantada: passeios, recreações de todo tipo, viagens aéreas ou de ônibus, competições esportivas, contanto que tornassem esse período, o mais agradável possível. Todo mundo queria férias mesmo sem saber seu significado.     “Férias” é uma palavra de origem latina (feria – feriae), que significa “dia festivo”. Para os antigos cristãos, todos os dias da semana eram “festivos“, pois em cada um deles se renovavam os louvores a Deus; sendo que o 1o dia, o Domingo, era o mais alegre ou o mais “festivo“, por se tratar do Dia do Senhor – o “dominus” em latim – a partir da Ressurreição de Cristo.

            Depois do 1o grande dia da semana, vinham os outros dias: a “Segunda féria” a “terceira féria“, a “Quarta féria” e assim por diante, como “dias festivos“, subsequentes ao “Dia do Senhor“. A palavra férias, portanto, além de ter origem latina, é também de origem cristã, sempre significando “dia festivo” para a gente comunicar as glórias de Deus e viver a alegria de filhos do Senhor.

            Somente a língua portuguesa conservou, para nominar os dias da semana, essa origem da língua mãe e do cristianismo: 2a feira, 3a feira, 4a feira… etc. As demais línguas, mesmo as filhas do latim, como o espanhol, o francês, o italiano, não seguiram essa nomenclatura. Preferiram a linguagem pagã, ou homenagear aos deuses pagãos, do Olimpo Grego, como a Lua, na 2a feira; Júpiter, na 5a; ou Vênus, na 6a, só para lembrar alguns. Até mesmo o Domingo é chamado Dia do Sol, como em inglês – Sunday – fugindo assim, àquela origem cristã de que falávamos, e que a língua portuguesa conservou.

            O fato é que todo mundo é doido por férias: operários, funcionários públicos e domésticos, professores e alunos, todos tiram férias. Têm seu merecido descanso ou seus “dias festivos” para repousarem e se refazerem do cansaço, adquirido no trabalho físico, mental, espiritual ou intelectual, vivido em qualquer atividade profissional. Hoje em dia, as férias, além de serem uma necessidade, são um direito. Quem tira férias tem obrigação de render mais e produzir muito mais, quando de seu retorno à atividade funcional. É uma chance especial de nos comunicarmos mais, com os de casa, com os de fora, com os amigos e até mesmo, com o próprio Deus. Ninguém se deve orgulhar por não tirar férias. Quem nunca sai de férias, vai cansando, desanimando, diminuindo a produtividade; apanha uma estafa e pode até morrer.

            Quem toma férias, usa de um meio legítimo e necessário para recuperar-se, física e mentalmente, a fim de prosseguir com muito mais força, estímulo e coragem na vida. Quantas férias perdidas, meu Deus! Quanta gente está entrando de férias agora, sem nem as merecer, pois o que fizeram, ou o que produziram ou o que estudaram nesse 1º semestre, não lhe cansou o suficiente para repousar, nem sequer, a duração de um minuto. Quanta incompreensão para o significado de lazer! Quanto mau uso se faz desse tempo, em diversões arriscadas, em recreações perigosas, que levam ao afogamento, à coma alcoólica, ao acidente automobilístico, ao insucesso causado por arma de fogo ou a qualquer outro tipo de tragédia!? Quantos pegam o vírus letal do Corona Vírus, passam pra outras pessoas, para os mais velhos, em casa, ou terminam morrendo!

Quantos professores e alunos voltarão às aulas – quer para ensinar, quer para aprender – com a mesma indisposição com que terminaram o 1º período letivo! É claro que a rotina vai continuar. Aproveitem o tempo que lhes resta; aliás, bastante longo ainda. Agora que passamos da metade. Esse tempo é muito precioso.

            Já estamos com um ano e meio da Pandemia. Não tiramos umas longas férias. Temos que adequar o nosso tempo, que parece livre, para tirarmos dele algum proveito. Adaptemo-nos ao “novo normal” como tanto se fala. Não vamos perder nosso tempo. Vamos aproveitá-lo melhor, aí sim, a Pandemia que nos faz tanto mal, poderá ser útil de algum modo. É como diz a sabedoria popular: “faça do limão, uma limonada”, ou aquela outra expressão tão conhecida: “não há mal que não traga um bem”. Pense nisto e dê um novo rumo em sua vida.

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo”!

Texto do Mons. Assis Rocha

Desde a última Campanha Política para Presidente deste País, que ouvimos falar de “polarização” para nos fazer entender que estamos divididos em dois extremos: ou se fica com a direita, o lado mental conservador ou reacionário/, ou se fica com a esquerda, o lado mais voltado para o social ou para as mudanças exigidas para se viver em sociedade. Isto significa dizer que não há “meio termo” em política, que não tem lugar no centro e quem busca esta posição, fica agradando os dois lados, sem tomar partido, para vender-se a qualquer momento ou negociar o seu voto quando houver necessidade de se tomar uma decisão.

Aliás, há uma Palavra de Deus que se refere bem àqueles que não têm ideologia e que ficam em cima do muro. Está no Apocalipse 3, 15-20: “eu sei o que vocês têm feito. Sei que não são nem frios nem quentes…Mas porque são apenas mornos – nem frios nem quentes – vou logo vomitá-los da minha boca. Um dos extremos diz: somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos. Nem querem reconhecer a sua própria pequenez que eles só veem na outra extremidade: os miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos”…Para todos, Deus diz: “eu corrijo e castigo os que amo. Portanto levem as coisas a sério e se arrependam. Escutem! Eu estou à porta e bato”.

Monsenhor ASSIS ROCHA, de Bela Cruz, Mestre e Doutor em Comunicação Social

Como o texto é do Livro do Apocalipse, nem sempre lido, conhecido, pregado e ensinado – até porque é de difícil interpretação – a gente como que deixa de lado o que Jesus já havia dito em Mateus 5, 37: “que o vosso sim seja sim e que o vosso não seja não”. Ou ainda no mesmo Mateus 6, 24: “não podeis servir a dois senhores ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro”. E conclui Jesus: vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo”.

            Este uso que estou fazendo aqui, da Palavra de Deus, em nada está diminuindo o seu significado ou reduzindo o seu valor na fundamentação da mensagem que eu quero passar. Temos ouvido tanta citação da Bíblia na defesa de pontos de vista errados ou para justificar comportamentos contrários à vontade de Deus que podemos até ser levados a pensar que eu esteja também querendo “tomar o santo nome de Deus em vão”. Não é o que quero.

            Passaram-se as eleições há dois anos e meio. Daqui a mais um ano e meio teremos novas eleições e novos governantes. Estes dois anos e meio não foram suficientes para que o governo empreendesse qualquer reforma que nos garantisse a sua linha de conduta e a sua abertura para um futuro promissor. A preocupação está sendo, muito mais com a sucessão do que com a condução positiva, esperançosa e de melhoria para todos. Para completar o desalento do povo, estamos às voltas com uma pandemia avassaladora da Covid 19, sem um posicionamento equilibrado, responsável e correto das autoridades que dê confiança em todos para os encaminhamentos que estão sendo dados.

            Infelizmente, as autoridades reinantes, em vez de adquirirem confiança, credibilidade e empatia com a população, dão-lhe maus exemplos, provocando aglomerações, contatos físicos, sem usarem máscaras, sem o aconselhável distanciamento, apoiando negacionismos, movimentos contra a democracia, o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional, inaugurando obras que não construíram, aglomerando gente, sem segurança, reunindo desportistas, os mais variados sem nenhuma obediência às normas da Organização Mundial da Saúde ou da Ciência e o pior: querendo impedir qualquer tipo de manifestação feita por quem pensa e age, diferentemente, mesmo que o queiram fazer, seguindo os protocolos de segurança, recomendados pela vigilância sanitária.

            A imposição dos partidos extremistas da situação, promovendo várias aglomerações por todo o País, opondo-se fortemente à participação da outra extremidade polarizadora, fez com que esta também, ultimamente se organizasse e começasse a participar de maneira diferente, sem incorrer nos erros praticados pela situação, mas obedecendo às normas da OMS, à Ciência, aos protocolos de segurança, ao distanciamento regulamentar, ao uso de máscara, à maneira pacífica de se comportar nas vias públicas, num protesto contra governantes e o seu mau comportamento diante da pandemia.

            Suportaram – por mais de um ano – a chacota de governantes, o silencio que lhes era imposto e a ilegal propaganda política que faziam, tendo em vista a reeleição. E pensaram: se um “polo” tem direito, porque não, o outro “polo”? De maio para cá, o outro “extremo” tem caído em campo, com uma diferença enorme de comportamento, pelo menos querendo seguir a orientação certa.

            O número de manifestações tem crescido, bem como os locais onde elas se realizam. Além disso, o uso das redes sociais tem colaborado imensamente, como já vinha acontecendo com os partidários do outro lado. É uma prática comum, em nossos dias, que ajudou muito nas eleições passadas e vai-se repetir e aperfeiçoar nas próximas daqui pra frente. Temos que cuidar muito para que não aconteçam “fake news” que tanto atrapalharam a uns e ajudaram a outros, como faca de dois gumes a ser utilizada.

             O importante é que ninguém faça campanha antes do tempo. É ter paciência e esperar. No momento, o eleitorado está tomando pé na situação, está vendo e ouvindo os passos que estão sendo dados, o que está havendo de negativo ou de positivo no governo atual que, a essas alturas, já se revelou, já mostrou a que veio, deixando o povo fazer suas comparações e avaliações para uma nova escolha.

  • Será que os assalariados estão contentes com o que recebem, mensalmente?
  • As entradas estão cobrindo as saídas a cada mês?
  • E o grande contingente de desempregados, trabalhadores informais, biscateiros, entregadores?
  • Esta gente está satisfeita e aguardando uma boa aposentadoria?
  • Ainda existe uma classe média entre nós?
  • Terá ela, subido para a classe alta, ou descido para uma inferior?
  • Onde está a nossa juventude – estudantil, ociosa, trabalhadora, universitária ou informal – está-se compondo, socialmente, ou perseguindo objetivos que lhe abram a mente e o coração para uma profissão futura?
  • Meu Deus, que futuro tem uma juventude dessas?    Apesar de tudo, é nela que devemos confiar. Os jovens são a nossa esperança.
  • Como confiar em políticos ultrapassados, reacionários, mentirosos, enganadores da boa fé do povo, se eles só pensaram em si mesmos, nos seus familiares e afilhados, sem nunca ter cuidado do bem comum?

Convoco os jovens a estudarem, dedicarem-se à política por um certo tempo, acreditarem na democracia, não envelhecerem no cargo, fazerem questão de se renovarem e renovarem os quadros políticos. Muitos querem ocupar funções, indefinidamente, até a morte. Não dá mais para agirmos assim em qualquer ideologia que abracemos. A democracia exige de nós uma alter-nância no poder, uma renovação de idéias e um crescimento igual pra todos.

Pensem nisto! Voltaremos a este assunto. Obrigado pela atenção e que todos tenham ótima semana. Compartilhem.

PEDRO: “Não podemos calar sobre o que vimos e ouvimos!”

Na 3ª Feira pp, 29 de Junho, Dia do Pescador, tradicionalmente, celebramos a festa folclórica de São Pedro. Amanhã, porém, 04/07, 1º domingo após o dia 29, celebraremos o seu dia litúrgico. Do final da tarde de hoje, sábado, 03, para a noitinha, celebramos a Missa da Vigília da Festa dos Apóstolos, Pedro e Paulo. Com tais motivações – litúrgicas e folclóricas – queremos colocar a nossa reflexão semanal, tentando encontrar em São Pedro, aquilo que já descobrimos nos dois outros importantes santos populares e comemorados dentro de nossas festividades juninas: Santo Antônio e São João, a quem chamamos, respectivamente, de “martelo dos hereges” e de “voz que clama no deserto”. Quando 29/06 for Domingo festeja-se S. Pedro também.

Mons. Doutor ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ce.

Hoje, quero falar sobre o 3o, e importante, santo do mês de junho: S. Pedro que, com seu irmão André, recebeu de Jesus o mesmo chamado de ir pelo mundo e pregar o Evangelho a toda criatura. A ordem era essa: de sair e comunicar, falar, espalhar a doutrina por toda parte. Desde aquele tempo, o apóstolo, o presbítero, o bispo, o sacerdote são comunicadores: têm que pregar. Faz, em torno de, 1988 anos que isso se deu, e tanto os apóstolos de Jesus, como os seus sucessores, “percorreram, inicialmente, toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades” e continuam realizando essa missão por toda parte até o fim dos tempos.

Pedro se destacou com seus defeitos e suas virtudes, seus momentos de coragem e de covardia, por suas perguntas ou respostas contundentes, dada a sua personalidade muito forte e sincera.

            Certa vez, Jesus fez seus discípulos entrarem na barca e a passarem, antes dele, para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Jesus demorou, um pouco, com o povo, depois subiu à montanha para rezar. Na barca, os discípulos remavam, sob o comando de Pedro, e começavam a ter medo, pois a noite se aproximava e o vento soprava forte.

            O medo aumentou, quando viram alguém se aproximando sobre as águas e começaram a dar gritos de horror: ‘é um fantasma’. Ao que Jesus respondeu: “tranquilizai-vos, sou eu, não tenhais medo”. Eis que Pedro, mostrando a sua personalidade, inicialmente, corajosa, disse: “se és tu, Senhor, manda-me ir sobre as águas até junto de ti”. Quando Jesus disse, “vem”, ele atirou-se ao mar, mas, em face da violência do vento e do medo ao se afundar, mostrou o outro lado da sua personalidade – a fraqueza – gritando: “salva-me, Senhor”! Jesus estendeu-lhe a mão e disse: “homem de pouca fé”.  

Foi sobre aquele homem que Jesus confiou a responsabilidade de governar a sua Igreja, ao dizer-lhe: “apascenta as minhas ovelhas, cuida do meu rebanho”. E ele, logo no início, ainda nos Atos dos Apóstolos, ao se sentir ameaçado, proibido de falar no nome de Jesus, pelos chefes dos sacerdotes, anciãos e escribas, disse com toda coragem: “julgai vós mesmos se é justo diante de Deus, que obedeçamos a vós e não a Deus. Quanto a nós, não podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”.  Foi este compromisso com a comunicação da palavra, com a pregação do evangelho, que fez Pedro ir pra Roma enfrentar o império pagão, dar o testemunho da sua fé, rezar nas catacumbas, ser preso, açoitado e crucificado de cabeça para baixo, mas não deixar de obedecer a Jesus e viver o que ele mandou: “ide e tornai discípulos meus a todas as criaturas”. Por isso, comemoramos na 3ª Feira, dia 29, – por causa de Pedro, – o DIA DO PESCADOR; e amanhã – por causa de seus sucessores – o DIA DO PAPA. Rezemos pelo Papa Francisco para que ele continue firme e forte, na Missão que Jesus lhe confiou, exigindo de Pedro e de seus sucessores, apenas o amor pela Missão. (3X/J.C pergunta: tu me amas?).

Ao nos referirmos a esses 03 Santos Juninos – Antônio, João e Pedro – mostramos sua importância, não simplesmente, por causa do folclore ou dos festejos profanos e populares, que o povo faz em torno de seus nomes. Muito mais do que isso – forró, fogueira, canjica e pamonha – sua importância está nas lições de vida cristã, comprometida com o trabalho de evangelização que Jesus confiou a eles. Acrescento que há um grande Santo, festejado no mesmo Dia de São Pedro, e que não há nenhum folclore a seu respeito, mas é uma das pilastras do início do cristianismo, que é São Paulo. Sua celebração litúrgica é no mesmo dia que se celebra São Pedro. Dia 29 de junho, portanto é a Solenidade Litúrgica de São Pedro e São Paulo Apóstolos.

Saulo – seu nome Judeu – é o mesmo que Paulo – seu nome Romano – nasceu em Tarso, na antiga Cilicia, hoje Turquia, um grande centro mercantil e intelectual do mundo romano. Já era o ano 05 da era cristã. Ainda adolescente foi enviado a Jerusalém para familiarizar-se mais profundamente com a religião e a cultura hebraicas, frequentando a Escola da Sinagoga, pois era filho de pais judeus, que gozavam dos privilégios da Cidadania Romana. Com seus estudos greco-romanos ele se preparava para ser um Rabino ou chefe de Sinagoga na mais ortodoxa das seitas judaicas. Apesar de ser contemporâneo de João Batista e de Jesus, nunca se cruzaram ou se encontraram. Também, era impossível. Ambos não haviam começado a aparecer, publicamente. Paulo, ao terminar seus estudos em Jerusalém, havia retornado a Tarso e por lá trabalhava na Sinagoga, como pregador do Judaísmo e na fabricação de tendas, junto a seu pai. Enquanto isso, lá na Judéia, Cafarnaum, Jerusalém e pela Galileia Jesus fundava o Cristianismo, anunciava o Evangelho ou a “boa nova” e transmitia a sua mensagem de salvação, através da instituição de seus 12 Apóstolos e de seus 72 Discípulos para darem continuidade à sua Igreja quando Ele se fosse. Foi quando Saulo apareceu de volta em Jerusalém: Jesus já havia dado o seu recado, fundado a sua Igreja, deixado Pedro no comando, morrido, ressuscitado, retornado ao céu, enviado o Espírito Santo e os Apóstolos já se espalhavam “por toda parte” pregando a boa nova. Já eram uns 5.000 os seguidores de Jesus, mas era muito pouco para o que Jesus queria: “que eles fossem até os confins da terra”. Estava difícil. A maior parte dos judeus, inclusive Paulo, não acreditava que “aquele homem que já se tinha ido” fosse o Messias. Daí, ter ele se tornado um perseguidor das primeiras comunidades cristãs, até colaborando no apedrejamento do Diácono Estêvão. “ele se esforçava para acabar com a Igreja. Ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os jogava na cadeia” (Atos 8, 3).

Para Jesus, só tinha um jeito: era trazer SAULO para o seu lado. Era incorporá-lo ao Grupo dos seus Apóstolos. E assim o fez. Enquanto Saulo se dirigia, a cavalo, para suas perseguições, pelas estradas de Damasco, teve a visão de uma luz incandescente, que lhe cegou os olhos e, ao cair do cavalo, ouviu: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? Ao perguntar (se fazendo de inocente): “Quem és, Senhor”? A voz respondeu: “Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e ali, dir-te-ão o que deves fazer” (Atos 9, 3-6). E assim, Ananias foi ao seu encontro, pôs a mão sobre a sua cabeça e no mesmo instante, Saulo recobrou a visão. Ficou tão impressionado que se tornou cristão, desfazendo toda a imagem negativa que criara.

COMENTÁRIOS RECEBIDOS

Freddy Carvalho, de Fortaleza: Como esse poeta representa bem o sertão em sua poesia, principalmente porque está por demais relacionada com o período Junino. Parabéns!

Chico Ocosta –  também poeta cordelista da Ibiapaba que mora em São Paulo: Que bela e charmosa poesia do sertão do nosso nordeste que encanta quando canta o simples que sai de dentro do coração recheado de poesia que lhe molda o viver no sertão.

Antônio Acelino Mesquita Rego, de Guaraciaba do Norte:  Sobre o NEGACIONISMO DOS NAZIFASCISTAS: Infelizmente a maldita polícia ainda fala mais alto do que os próprios direitos ! Saúde