Mês: agosto 2021

Seja um “leigo consciente”, “por dentro das coisas”, “informado”! Texto do Mons. Assis Rocha

Se vocês prestaram atenção aos meus 04 últimos Comentários devem estar lembrados que eu me referi aos vários chamados que Deus nos faz para viver uma “vocação” ou realizar uma “missão” no mundo e no ambiente em que vivemos. Falei sobre a Vocação do Padre no dia 1º, 1º Domingo de Agosto. A Vocação dos Pais, no dia 08, 2º Domingo. A Vocação dos Frades e das Freiras, no dia 15, 3º Domingo, Festa da Assunção de Nossa Senhora, Vocação à vida religiosa, dizendo que nos dias 22 e 29, falaria sobre a Vocação dos Leigos. Já o fiz no sábado passado e prometia para hoje, aprofundar a Vocação Catequética, como Missão importantíssima, a ser desenvolvida, de modo especial, pelos Leigos, como queremos aprofundar agora.

Autor do texto: MONS. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz -Ce.

Dizia também que, por serem os Leigos a Maioria da população, o tempo de reflexão para eles, também é o maior; daí, 02 domingos seguidos.

            O Documento oficial da Igreja – Apostolicam Actuositatem = Atividade Apostólica – é um Decreto sobre o Apostolado dos Leigos, estabelecendo prin-cípios básicos e dando diretrizes pastorais para seu exercício mais eficaz.

Desde 18/11/1965 que tal Decreto foi votado no Concílio e promulgado pelo Papa Paulo VI com os objetivos específicos de evangelizar, santificar e renovar a ordem temporal com obras de caridade e ajuda social, fundamentado em Colossenses 3,17: “tudo o que façais por palavra ou por obra, fazei em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças a Deus Pai por ele”. Já se vão quase 60 anos desse Decreto Conciliar. Será que todos os Leigos têm consciência disso? Pergunto mais: será que todos os Padres estão confiando e levando a sério o Decreto conciliar, dando ao Leigo o lugar que ele merece? Não é nenhum favor que lhe fazemos. Como eu disse no último comentário/, 2º o Concílio, “os leigos participam do ofício sacerdotal, profético e real de Cristo e, portanto têm sua própria participação na missão de todo o povo de Deus”.

Para mim, é menos ruim pecar por excesso de confiança no Leigo do que ignorar, por completo, a confiança que a Igreja, oficialmente deposita nele. Afinal, os leigos se engajam no apostolado por meio da fé, esperança e caridade que o Espírito Santo difunde no coração de todos os membros da Igreja.

De acordo com números, mais ou menos, oficiais da Igreja do Brasil, 88% das nossas Dioceses, espalhadas por 19 Regionais da CNBB têm estimu-lado e organizado este Decreto sobre a Atividade Apostólica dos Leigos, sobre-tudo com a vivencia das Comunidades Eclesiais de Base. Foram sempre muito efervescentes entre nós. Desde o início têm encontrado nos Leigos a melhor acolhida e vivência, é claro, com o apoio de muitos bispos e sacerdotes. Querer unanimidade é exigir demais, sobretudo diante das exigências sociais, políticas e eclesiais que tivemos de enfrentar. Mas, estamos conseguindo.

Basta pensar nos XIV Encontros Nacionais Intereclesiais realizados por todo o Brasil, reunindo indígenas, ribeirinhos, sem terras, sem tetos, pequenos agricultores, trabalhadores informais, operários urbanos, subempregados, todos provenientes de suas CEBs, muitos acompanhados de seus Bispos e Padres, todos conduzidos por sociólogos, estudiosos da política social, peritos das mais variadas visões para se unirem num senso comum com objetivos comuns. Não é fácil fazer isso, durante dias, enfrentando viagens demoradas, longe de casa, com despesas nem sempre fáceis de cobrir, pedindo ajuda, enfim, os leigos não contam com instituições que lhes dêem respaldo numa hora dessas e nem os liberem para faltar ao trabalho/ sobretudo pq. muitos patrões nem concordam com a motivação do Encontro de que vão participar.

Imaginem! O 15º Intereclesial já está programado para se realizar na Diocese de Rondonópolis/Guiratinga, em Mato Grosso, no Centro Oeste, a confirmar a data para 2023 (precisaremos depois). Damos estas informações neste momento em que se fala da Vocação dos Leigos e Catequistas porque o Sexagenário Decreto Conciliar sobre o Apostolado dos Leigos não ficou só no papel. Tem uma vasta e ininterrupta caminhada que honra a nossa história de compromisso cristão em nossas Comunidades Eclesiais. Tais “atividades apostólicas” nasceram um ano depois da “Constituição Dogmática sobre a Igreja” – a Lumen Gentium – que é de Novembro de 1964, abordando, detalhadamente, sobre as Ordens Sagradas e os Institutos Religiosos, embora em seu capítulo 4º já chamasse a atenção sobre a presença dos Leigos na Igreja a estudar depois. De fato, após um ano, em 1965, vem o estudo, a aprovação e promulgação do Decreto sobre o Apostolado dos Leigos de que estamos falando.

Em nosso Comentário da Semana passada dizíamos que um leigo cristão não pode dar mau exemplo, ter uma vida irregular, fazer parte das politicagens locais, defender bandeiras políticas negacionistas, ser reacionário e achar que tudo o que é aberto para o social é coisa de comunista. Os nossos 14 Encontros Intereclesiais Nacionais, já em vista do 15º, têm reunido Leigos dos mais variados matizes sociais que voltam às suas origens ou bases de atividades, mais animados e mais comprometidos com as mudanças políticas, sociais e eclesiais que possam direcionar o mundo e a sociedade para grupos e comunidades mais abertos na busca de uma felicidade maior para todos. Os egoístas e os que pensam só no seu bem-estar, já parecem felizes demais. Nem pensam na possibilidade dos pobres também, um dia serem felizes.

Não podemos resumir uma História de 60 anos a 60 linhas escritas num Comentário como este. Entre o Documento Oficial da Igreja e os altos e baixos dos caminhos que foram abertos, refeitos e seguidos, temos o acúmulo de teorias que se foram aperfeiçoando e práticas que foram experimentadas, vividas e avaliadas, sucessivamente até chegarmos ao ponto em que estamos.

Você, que é leigo na Igreja, é um leigo sem consciência crítica, por ser “beato” ou “barata de Igreja” ou ainda – como eu perguntava sábado passado – “por estar por fora” ou de que “nada entende”/ “é leigo no assunto”?

Seja um “leigo consciente”, “por dentro das coisas”, “informado”. Quando você toma posição política, defende a justiça, busca a paz, luta para que seu grupo tenha consciência, não vende seu voto, não se vende, isto é, não se prostitui, você está no caminho mais acertado. Não fique do lado do seu opressor, daquele que sempre permaneceu rico, à custa do suor que você derramou por ele, do voto que você foi obrigado a dar nele, acorde enquanto é tempo. Valorize o seu batismo que o tornou: sacerdote, profeta e rei. Dê teste-munho de sua fé, atendendo ao chamado que Deus lhe fez e que sua Igreja confirma e apóia. Sinto-me na reta final da minha vida terrena, mas muito feliz por ter aprendido a pensar e a viver com a minha consciência cristã. Aí, é só correr para o abraço, dizendo – como São Paulo – ao meu justo juiz: “combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”.

Obrigado por mais esta atenção e tenham todos um bom dia!     

EM GUARACIABA DO NORTE, na PAPELARIA EDUCATIVA – Trav. José Bezerra, 13

Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos!

Texto do Mons. Assis Rocha

A Igreja tem feito, através de sua PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de suas pastorais para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social – falados, escritos ou televisados – para a transmissão do bem, da verdade e da paz. É o que temos tentado, de há muito tempo, usando este site  professorcomprazer.com e a nossa Rádio Pajeú, de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco..   

Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções ministeriais – padre (dia 1º), pai (dia 08) e religiosos (dia 15) – embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes vocacionais e catequéticos dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque são maioria.

Mons. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ce.

Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.

A segunda função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.

A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, isto é, autoridade para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os seus.

Do jeito que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas. Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos. Muitas de nossas Dioceses estão bem conscientes disto, estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando Emissoras de Rádio e Redes Sociais. São excelentes meios para evangelizar, não só usados pelo Bispo e pelo Clero, mas por leigos também.

Desde o início, os nossos leigos são chamados a exercer suas funções batismais.

Nosso desejo sempre foi para que eles dessem o bom exemplo com a própria vida através de um trabalho voluntário no exercício de sua Missão catequética, usando os Meios de Comunicação para reunir o povo de Deus, proferir ou ler sua Palavra e explicá-la com competência para melhor desempenharem suas funções conferidas pelo Batismo: de sacerdote, profeta e rei. Os leigos, os catequistas, os Missionários da Palavra têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres e os religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os padres no desempenho de sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo padre. Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada entende”/ deve-se ver nele, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.

Um leigo cristão não pode dar mau exemplo. Não pode ter uma vida irregular, não pode desenvolver uma missão séria se sua vida é desrespeitosa para com as normas da Igreja e da própria sociedade. Há poucos dias, falando sobre o 1º Dia Mundial dos Avós, aos 17 de Julho, eu dizia que um Catequista, um leigo cristão, um casal do ECC, um voluntário para fazer um Programa em Rádio Católica não pode fazer parte das politicagens locais, defender bandeiras políticas negacionistas, ser reacionários, achar que tudo o que é aberto para o social é coisa de comunista, falar contrariamente à Doutrina Social da Igreja e coisas semelhantes.

Como é que alguém que não é casado, que muda de mulher como quem muda de roupa, que tem filhos de várias companheiras, que não tem compromisso com a verdade, que usa o nome de Deus em vão, que se faz de religioso e de que tem fé, sem praticar nada disso/ pode dar algum ensinamento/catequisando ou ensinando algo de bom?

Um leigo, conscientemente batizado – sacerdote, profeta e rei – como já afirmamos, não pode ser um contratestemunho de sua fé ou dar um mau exemplo em seus ensinamentos ou em suas atitudes. Que todos exerçamos bem nossas missões e respeitemos os chamados que Deus nos faz.

 Parabéns, leigos e leigas da Igreja, pelo Dia de Vocês e por engrossarem as fileiras dos 72 discípulos de Jesus. No próximo Domingo, ainda refletiremos sobre a Vocação do Catequista. Nós, os Padres, vamos dando continuidade à Missão dos 12 apóstolos, fazendo aquilo que é específico do Sacerdote realizar: celebrar a Eucaristia e perdoar pecados.

Obrigado por mais esta atenção e tenham todos uma ótima semana!

A missão é enorme, e o número de comunicadores ou de pregadores é muito pequeno! Texto do Mons. Assis Rocha

O mês de agosto se está caracterizando pela comunicação ou convocação, que a Igreja faz todos os anos, aos seus fiéis, para refletirem sobre suas vocações: os chamados que Deus vai fazendo a cada um de nós, para bem exercer a nossa missão no mundo.

Autor do texto: MONS. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz

Já pensamos na vocação do padre (no 1º domingo), na dos pais (dia 8), e agora, neste 3º Domingo (amanhã, dia 15), sobre a vocação à vida religiosa, ou o chamado feito aos frades e às freiras para melhor servirem a Deus, por uma missão especial, à semelhança de Maria na Festa da Assunção.

Por que à semelhança de Maria? Porque ela deu seu sim ao Anjo que lhe anunciou que ela seria a Mãe de Deus. Resistiu um pouco, mas aceitou: faça-se em mim, segundo a tua palavra. Os religiosos, homens ou mulheres, dão seu sim a Deus todos os dias na realização de suas funções: nos hospitais, nas creches, nas escolas, nas pastorais, na vida comunitária, em qualquer parte; o frade – ordenado ou não – e a freira devem estar sempre dispostos a fazer a vontade de Deus, a dizer sim, como Maria: eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.

    Há pessoas que não veem muito sentido na vida religiosa. Como é que alguém se tranca num convento, às vezes, sem ter mais nenhum contato com o mundo? Será que foi por algum desengano amoroso que pr’ali foram?

Santa Terezinha do Menino Jesus explicava muito bem o significado de sua vida no Carmelo. A Igreja tem dois grandes grupos de missionários: os que vivem no mundo, se arriscando, enfrentando toda sorte de barreiras ou dificuldades e os que vivem nos conventos. E comparava-os com uma árvore. Aqueles são o tronco, as folhas, os frutos, os galhos que ficam sujeitos à depredação de vândalos ou ao alcance de pessoas que os estragam, maltratam ou destroem. Os que vivem nas casas religiosas ou nos conventos são as raízes, que ficam escondidas, sem serem alcançadas pela destruição, pela maldade humana ou por estragos causados pela própria natureza. No entanto, dizia ela: uma parte não vive sem a outra. Será que a copa da árvore pode viver sem as raízes? Será que nasceriam flores e frutos, sem a seiva que entra pelas raízes ou a força que vem do solo? E pra que essas raízes escondidas, subterrâneas, se não houvesse a copa ou as partes externas da árvore? Perfeita a comparação.

A Igreja tem seus missionários externos, pregando a palavra de Deus, distribuindo os sacramentos, presidindo celebrações, usando de todos os recursos para chegarem mais perto do povo, por exemplo, o rádio, o jornal, a televisão; presentes na escola, na creche, nas comunidades eclesiais, dentro e fora das cidades, na zona rural e na urbana. É a parte externa, arriscada de que fala Santa Terezinha. Tem que haver a outra parte: a da oração, da contemplação, da intercessão a Deus; os que se escondem ou se anulam para darem força aos que se arriscam, aos que levam pedradas, incompreensão ou sofrem calúnias por causa do reino de Deus ou do trabalho duro que fazem. Que bela, a comparação de Santa Terezinha! Não é sem razão que ela é padroeira dos missionários. Como disse Jesus – e já citamos na reflexão do dia do padre – A Messe é grande, mas os operários são poucos. Vamos continuar insistindo ao Senhor para que envie novos operários pra sua Colheita.

Neste momento em que ainda estamos enfrentando a Pandemia, sem muitas perspectivas de chegar ao seu final, a Igreja nos tem feito pensar nesta realidade: o mundo está ultrapassando a casa dos sete bilhões e meio de habitantes. Os poucos milhões a mais que isto, infelizmente se estão indo pela Pandemia, quase sem controle. Desta população, 36% são cristãos; cerca de dois bilhões e meio. Seríamos um bilhão e trezentos milhões de católicos.

Outro bilhão e duzentos milhões estão divididos entre cristãos ortodoxos e protestantes. Os 64% restantes da população mundial não são cristãos. Se contarmos somente os cristãos católicos – cerca de 18% – o número de não católicos é muito maior: são 82% da população mundial.

Por estes dados assim, meio aleatórios, constatamos que a nossa missão é enorme, e o número de comunicadores ou de pregadores é muito pequeno. A frase de Jesus está cada vez mais defasada e atual: “a messe é grande, mas os operários são poucos”.

Vocês se lembram do meu comentário do dia 13 de Março deste ano? – ontem fez 05 meses – em que eu falei da ida do Papa Francisco ao Iraque? Ele ia em busca de um diálogo com irmãos Islamitas, “monoteístas” como nós – cristãos e judeus – todos originados de Abraão, a quem Deus garantira que ele teria uma descendência tão grande quanto o número das estrelas ou quanto aos grãos de areia do mar? Lembram-se disto? Pois bem! É a esta unidade que estamos buscando. É muito difícil, mas não será impossível. Temos que dar início, acreditar e querer, senão Jesus não teria dito: “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti” (Jo.17,21) ou “eis que estou convosco todos os dias até o fim dos séculos” (Mt.28,20) ou “ide pelo mundo e anunciai o evangelho a toda criatura’ (Mc.16,15).

Neste Domingo, o 3º do Mês Vocacional, voltamos nossas atenções para um grande grupo de escolhidos para uma missão especial: aqueles que, como Maria se colocam à disposição, dizem “eis-me aqui… faça-se em mim segundo a tua palavra” e assumem um chamado especial como vontade de Deus. Há muita gente no mundo esperando pelo testemunho desses vocacionados. Dissemos, anteriormente, que 82% da população mundial não é de católicos. Temos muito o que fazer. Apesar de respeitarmos a opção religiosa de todos, não podemos cruzar os braços e ficar calados. Temos que nos unir a todos, dialogar com os mais afastados. O Papa Francisco tem dito que “o cristão deve ser o primeiro a dar o exemplo, começando pelo diálogo ecumênico”.

Muitos nem sabem o que significa “ecumenismo”. Confundem com a visão ideológica de “comunismo”, e ficam atrapalhando muitíssimo a quem está lutando pela união de todos. Nossos irmãos missionários, frades e freiras estão espalhados pelo mundo, atendendo a este chamado para a Missão.

Obrigado por hoje. No próximo sábado falarei sobre a vocação do leigo.

Tenham todos um bom dia!

DIA DOS PAIS: QUE PRESENTES SERÃO IMPORTANTES, HOJE?

Na 1ª Semana de Agosto – Mês Vocacional – como nos demais anos anteriores, refletimos sobre a Vocação do Padre e celebramos, no Domingo passado, dia 1º, o que já se celebra há quase cem anos, como o Dia do Padre em homenagem ao Santo Cura d’Ars ou São João Maria Vianey.

 Hoje, queremos dar continuidade à reflexão sobre as vocações, voltados para a Paternidade, por ser amanhã, o Dia dos Pais: 2º Domingo de Agosto. Sua criação no Brasil é de 1953 para cá. Bem mais recente do que o quase centenário “Dia do Padre” (1929), como falamos no sábado passado. Tal como o Dia das Mães, o Dia dos Pais visa trocar presentes, produzir lucros materiais e gerar benefícios sociais e comerciais.

Mons. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz, autor deste texto

A Igreja tem dado uma conotação diferente desta/, instituindo Pastorais Familiares, como: Encontros de Casais com Cristo, Equipes de Nossa Senhora, Bodas de Caná ou como o Movimento Familiar Cristão ou Cursilhos de Cristandade, entre outros. Aqui, entre nós, a Diocese de Sobral/; aí, entre vós, a Diocese de Af.da Ingazeira/, como todas as Dioceses do Brasil, suas Paróquias e Pastorais da Família estarão realizando deste Domingo, dia 08, até o sábado, dia 14, a 29ª Semana da Família, sob o tema: “a alegria do amor na família” em sintonia com a proposta do Papa Francisco ao convocar o Ano Família Amoris Laetitia. O lema escolhido para vivenciar tudo isto/, é tirado do Livro de Sirac ou do Eclesiástico, 14,1: “dá e recebe, e alegra a ti mesmo”. D. Ricardo Haepers, bispo de Rio Grande e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB explica que esta proposta “quer falar de uma alegria que brota do coração de cada lar cristão, como fruto do fortalecimento dos vínculos conjugais que unem os filhos e vencem juntos obstáculos e as crises porque foram sustentatados pela fé. Somente um verdadeiro amor pode trazer a alegria que vem de Deus.

            Este ano, a proposta é vivenciar, plenamente, a palavra de Deus em nossas vidas, em nossas famílias e em nossas casas, usando o roteiro do livreto “Hora da Família” – de 25 anos prá cá, já tão conhecido por todos nós – a fim de refletirmos e vivenciarmos a dimensão da alegria e do amor, como nos lembrou o Livro de Sirac,14, 1.

            O subsidio nacional se coloca a serviço da Igreja e da construção do Reino de Deus, começando por nossas casas; sugerindo um roteiro de aprofundamento da fé, em família, a serviço da comunidade.

            É claro que este ano – como no ano passado – não podemos seguir as reuniões, os encontros e as propostas que nos chegam/, por causa dos limites impostos pela pandemia. Não devemos usar isto como pretexto, mas temos que fazer o mínimo possível para celebrar, decentemente, o nosso serviço cristão em nossa família.

            Em tudo isso deve fazer-se presente a vocação da família como Igreja Doméstica. A “Comissão para a Vida e a Família” da CNBB está propondo para cada dia desta semana, algumas reflexões, envolvendo crianças, jovens e adultos a partir da Missa virtual do Domingo, dia dos pais. De segunda feira em diante, outros temas são sugeridos para cada dia: “as belezas e os desafios da vida em família”. “Matrimônio, o sacramento do amor”. “O amor no Matrimônio”. “Viver o amor no cotidiano da família”. “O amor verdadeiro mais ama do que é amado”. “O amor perdoa sempre”. “Acompanhar, discernir e integrar”.

            O Papa, a CNBB com seus bispos e sacerdotes fizeram, há 15 dias – por ocasião do dia mundial dos avós – uma reflexão sobre São Joaquim e Santana, Pais de Nossa Senhora, avós de Jesus Cristo, lembrando a importância dos Avós para todos nós. Para melhor festejar a data, o Papa Francisco mandou para o mundo inteiro uma mensagem apostólica, falando da importância da família na sociedade, incluindo filhos e netos e até domésticos, tendo como base os sonhos dos avós, sua memória e sua vida de oração e contato com Deus, que todos os descendentes deveriam vivenciar para sempre. Tudo isso nos deu uma base para melhor comemorar o Dia dos Pais.

Esta sequencia de tantas Semanas da Família – este ano, baseada no Livro do Eclesiástico – proposta pela CNBB/, por certo, levará os casais cristãos à santidade. Além dos bons exemplos dados por São Joaquim e Santana, recordados no 1º Dia Mundial dos Avós, instituído pelo Papa, queremos lembrar outros casais da História do Povo de Deus, que também servem de modelos para qualquer casal cristão em toda a história da salvação, por ex.: Abraão e Sara; Isac e Rebeca; Jacó e Raquel; Zacarias e Isabel; José e Maria; Cléofas e a outra Maria (irmã de N.Sra); Zaqueu e Verônica; Áquila e Priscila; Andrônico e Júnia; Dionísio e Dâmaris; Valeriano e Cecília; Juliano e Basilissa; Timóteo e Maura e tantos outros, beatificados e canonizados pela Igreja, desde o seu início até agora.

Há um casal de brasileiros: Manoel Rodrigues de Moura e esposa, martirizados, juntamente com 29 companheiros, entre eles, um sacerdote – Pe. André de Soveral, nas Comunidades de Cunhaú e Uruaçu, no R.G. do Norte, em 1645, beatificados por João Paulo II no ano 2.000 e canonizados pelo Papa Francisco em 2017. Se estes se tornaram santos, porque outros casais não poderiam ser? É seguir a proposta da CNBB, na Semana da Família de 02 anos atrás, baseada no Livro de Josué, 24, 15: eu e minha casa serviremos ao Senhor e a santidade chegará a todos os lares, a todas as famílias. Se tantos casais galgaram a Santidade, porque os nossos casais atuais, não o conseguirão? Essa história tem que continuar.

Quem estava esperando para este Dia dos Pais, uma reflexão voltada para a troca de presentes, para sugerir esbanjamento de bens materiais ou de criativos lazeres com descobertas de amigos secretos ou de outras invenções que causassem muito prazer e muitas despesas, enfim, uma criatividade que levasse a grandes arrependimentos/, é claro que não estariam no mesmo barco que eu. Meu desejo é que os casais passem por uma reciclagem na sua vida matrimonial, que os jovens se preparem para realizar um casamento todo cheio de amor, de muita vivencia na fé e na constituição de uma família de acordo com a vontade de Deus.

   Que este mês vocacional prossiga todo cheio de graça e de muitas felicidades para todas as famílias. Obrigado pela atenção que derem à minha reflexão de hoje. Pensem sobre ela e tenham todos um bom dia!  

COMENTÁRIOS RECEBIDOS

Sobre DIA DO PADRE

De Lourenço Araújo Lima, Veterinário e Empresário no Rio de Janeiro: Rezemos por mais operários para a messe. Muita força na sua missão evangelizadora. Parabéns,  seja muito feliz. Grande abraço, Deus o abençoe hoje e sempre.

De Freddy Carvalho, cantor, em Fortaleza – Excelente texto do Mons. Assis que nos enriquece com esse profundo conteúdo. Parabéns!

sobre  MAU ATENDIMENTO É INAFIANÇÁVEL 

De Lourenço Araújo Lima, Muito oportuno. Costumo dizer que é a síndrome do que aqui sou o tal.. Infelizmente isso acontece em todos os segmentos. Grande abraço!

De Antônio Acelino Mesquita Rego, de Guaraciaba do Norte: Infelizmente esta situação não muda

De Fernando Furtado, Professor em Guaraciaba do Norte:  Só! Quase que somente um conhecimento unido a uma absorção de Paulo Freire, através de um estudo sério, daria uma oportunidade Humana maior a esses irmãos trabalhadores que trabalham com o público através da Educação como em: “Gosto de ser gente porque a história em que me faço com os outros e cuja feitura tomo parte, é um tempo de possibilidades e não de determinismo.” (Paulo Freire). Dessa forma, educar

Sobre PIRES FERREIRA HOMENAGEIA ESCRITORES

DE  Luzirene Paiva de Sena, de Pires Ferreira:  Excelente.