Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos!

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Texto do Mons. Assis Rocha

A Igreja tem feito, através de sua PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de suas pastorais para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social – falados, escritos ou televisados – para a transmissão do bem, da verdade e da paz. É o que temos tentado, de há muito tempo, usando este site  professorcomprazer.com e a nossa Rádio Pajeú, de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco..   

Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções ministeriais – padre (dia 1º), pai (dia 08) e religiosos (dia 15) – embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes vocacionais e catequéticos dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque são maioria.

Mons. ASSIS ROCHA, de Bela Cruz – Ce.

Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.

A segunda função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.

A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, isto é, autoridade para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os seus.

Do jeito que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas. Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos. Muitas de nossas Dioceses estão bem conscientes disto, estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando Emissoras de Rádio e Redes Sociais. São excelentes meios para evangelizar, não só usados pelo Bispo e pelo Clero, mas por leigos também.

Desde o início, os nossos leigos são chamados a exercer suas funções batismais.

Nosso desejo sempre foi para que eles dessem o bom exemplo com a própria vida através de um trabalho voluntário no exercício de sua Missão catequética, usando os Meios de Comunicação para reunir o povo de Deus, proferir ou ler sua Palavra e explicá-la com competência para melhor desempenharem suas funções conferidas pelo Batismo: de sacerdote, profeta e rei. Os leigos, os catequistas, os Missionários da Palavra têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres e os religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os padres no desempenho de sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo padre. Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada entende”/ deve-se ver nele, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.

Um leigo cristão não pode dar mau exemplo. Não pode ter uma vida irregular, não pode desenvolver uma missão séria se sua vida é desrespeitosa para com as normas da Igreja e da própria sociedade. Há poucos dias, falando sobre o 1º Dia Mundial dos Avós, aos 17 de Julho, eu dizia que um Catequista, um leigo cristão, um casal do ECC, um voluntário para fazer um Programa em Rádio Católica não pode fazer parte das politicagens locais, defender bandeiras políticas negacionistas, ser reacionários, achar que tudo o que é aberto para o social é coisa de comunista, falar contrariamente à Doutrina Social da Igreja e coisas semelhantes.

Como é que alguém que não é casado, que muda de mulher como quem muda de roupa, que tem filhos de várias companheiras, que não tem compromisso com a verdade, que usa o nome de Deus em vão, que se faz de religioso e de que tem fé, sem praticar nada disso/ pode dar algum ensinamento/catequisando ou ensinando algo de bom?

Um leigo, conscientemente batizado – sacerdote, profeta e rei – como já afirmamos, não pode ser um contratestemunho de sua fé ou dar um mau exemplo em seus ensinamentos ou em suas atitudes. Que todos exerçamos bem nossas missões e respeitemos os chamados que Deus nos faz.

 Parabéns, leigos e leigas da Igreja, pelo Dia de Vocês e por engrossarem as fileiras dos 72 discípulos de Jesus. No próximo Domingo, ainda refletiremos sobre a Vocação do Catequista. Nós, os Padres, vamos dando continuidade à Missão dos 12 apóstolos, fazendo aquilo que é específico do Sacerdote realizar: celebrar a Eucaristia e perdoar pecados.

Obrigado por mais esta atenção e tenham todos uma ótima semana!

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