Educação Biocêntrica

Educação Biocêntrica

NOVA TURMA COMEÇA NESTE SABADO, 3 DE OUTUBRO, COM ESTES FACILITADORES

16 DE ABRIL ANIVERSÁRIO DE RUTH CAVALCANTE

Criadora da Educação Biocêntrica

Um pouco da sua história

“Combati o bom combate,

continuo a minha carreira e guardo a fé. A fé na vida. A fé na humanidade. A crença na união das pessoas. União que só acontece, quando criamos vínculos afetivos profundos. A fé na construção permanente numa vida nova, em que as dificuldades não sejam empecilhos, mas desafios à nossa sensibilidade e à nossa criatividade. Tenho certeza de que nascemos para a felicidade. Esta convicção é que me conduz sempre a novas lutas. Todos os dias”.

Ruth Cavalcante

A Cearense de Pedra Branca

No alto da Serra de Santa Rita, fica a cidade de Pedra Branca, cidade calma e de clima ameno onde, em 16 de abril de 1943, nasceu Ruth, filha de Francisco Vieira Cavalcante e Ana Brasil Barreto Cavalcante. Foram dois casamentos de Seu Francisco, com 20 filhos, sendo 7 do primeiro e 13 do segundo casamento.

Sua infância foi marcada pelo aconchego de uma grande família, feliz, harmoniosa e alegre. Tudo era feito em conjunto pela família: as refeições, a reza do terço da noite e a ida à Igreja aos domingos. Dizia-se que a entrada da Igreja “escurecia” com a chegada da família.

Outro fato marcante foi a separação da família, aos 8 anos. Os irmãos vinham para o Colégio Cearense, dirigido pelos Irmãos Maristas. Ela e suas irmãs vinham para o internato do Colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza.

Nessa família, todo mundo gostava de música. Como diz Ruth, “quase todas as coisas são marcantes para uma criança, mas algumas têm espaço especial na nossa memória. Para nós, a música é uma delas. Quase todos conhecemos músicas antigas, e as ouvimos ou cantamos como se fossem orações. Eram as que nos embalavam na hora de dormir”.  

Em Fortaleza, sua vida, sua luta

Presa pela ditadura, ao dar aulas sobre o Método de Paulo Freire

         Depois de sair do Imaculada Conceição e escapar à rígida formação das freiras, o Colégio Santa Isabel foi sua grande escola para a vida. Foi lá que começou a surgir sua grande vocação para a política, para o trabalho social. Foi presidente do Grêmio, momento em que consolida sua tendência à participação em movimentos sociais. A Juventude Estudantil Católica – JEC também a ajudou a entender melhor a realidade brasileira e a facilitar seu engajamento nas lutas populares.

         Ao sair do Santa Isabel, vai diretamente para a sua melhor e, provavelmente, sua mais rica experiência profissional: em 1964, entra no MEB – Movimento de Educação de Base, pelas mãos da Professora Ivone Garcia. Foram quatro anos de intenso trabalho dedicado ao meio rural, como professora locutora de cursos de alfabetização pela Rádio Assunção Cearense. Foi, à essa época, que descobriu o método Paulo Freire para alfabetização de adultos.

         Dois anos após seu trabalho no MEB, Ruth entra na universidade, matriculando-se no Curso de Pedagogia. Não somente os estudos a atraíam.  Continua suas atividades políticas, elegendo-se Presidente do Centro Acadêmico e Vice-Presidente do DCE –  Diretório Central dos Estudantes.  Inicia, também, sua militância partidária na AP – Ação Popular.

         Chega, então, o momento marcante de sua vida., o fato que vai mudar radicalmente sua história. Em 16 de dezembro de 1968, três dias após o AI-5, é presa pela Polícia Militar. Alegação do crime: ensinar um método de alfabetização, que levava o cidadão a pensar, a ler e a escrever. Tratava-se de um curso de férias para os universitários sobre o método Paulo Freire.

Novos endereços…

         Após quatro meses na prisão, sua fuga para a clandestinidade. Transforma-se em Raquel, fugindo para Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em São Paulo, reencontra João de Paula, seu antigo companheiro de luta, com quem partilha experiência de trabalho no meio rural e com quem passa a viver uma vida amorosa.

         A situação do País continuava insustentável, com o cerco da repressão se fechando sobre as pessoas que viviam na clandestinidade. O único caminho seria o exílio. Em 1973, Ruth e João de Paula saem para Santiago do Chile, país governado por Salvador Allende.

         No Chile, as dificuldades continuam, com a instabilidade do governo de Allende e, posteriormente, sua queda e morte. Assumindo o governo, o ditador Augusto Pinochet passa a perseguir e eliminar os militantes de esquerda e os estrangeiros radicados no Chile. Protegidos pela ONU e a Anistia Internacional, durante quatro meses esperam uma oportunidade para sair do País. Finalmente, em fevereiro de 1974, foram morar em Colônia, Alemanha. Lá, reinicia seus estudos universitários, concluindo o Curso de Psicopedagogia.

         Nasce Mariana. Sua síndrome de Down leva Ruth e João de Paula a desenvolver uma atenção e preocupação com a educação especial. Todo o aprendizado que adquirem com o tratamento da Mariana, na Alemanha, leva os dois, cada um na sua área, a especializarem-se em educação especial e a pensarem em fundar uma clínica nos moldes que conheceram na Alemanha. Nasceria, então, a idéia do CDH – Centro de Desenvolvimento Humano.

A volta ao Brasil

Com a anistia, voltam ao Brasil, em 1979. Ela e João de Paula tomam novos rumos. Ruth casa-se com César Wagner, tendo mais dois filhos, Sara e Davi.

Seu trabalho em educação torna-se mais intenso. Descobre a Bi dança, que lhe aponta os pressupostos da Educação Biocêntrica. Esta passa a ser, então, a base epistemológica de sua atuação em educação, aliada à sua vasta experiência de educação dialógica de Paulo Freire, ao conhecimento do construtivismo de Piaget e à educação holística. As quatro abordagens formam, o que ela chama, “tendência pedagógica evolucionária”.

Juntamente com João de Paula e Fátima Diógenes, funda o CDH – Centro de Desenvolvimento Humano, em 1982. O CDH é uma instituição voltada para o desenvolvimento bio-psicossocial da criança, do jovem e do adulto. Além disso, presta atendimentos internos e externos, realiza cursos de formação e especialização em parceria com instituições universitárias, instituições educativas do Governo do Estado e do Município.

Ruth trabalha, também, numa escola de educação especial conveniada com o município de Fortaleza, como professora da Escola Recanto Psicopedagógico.

Além de palestras e cursos, Ruth encontra tempo para escrever artigos para revistas e jornais sobre suas experiências e descobertas no campo da Educação Especial. É co-autora do livro “Educação Biocêntrica, um movimento de construção dialógica”, publicado em 1999. No mesmo ano, participou, com artigo, do livro “Nossa paixão era inventar um novo tempo – 34 depoimentos de personalidades sobre a resistência à ditadura militar”, organizado por Daniel Sousa e Gilmar Chaves.

Em virtude de sua história, Ruth Cavalcante já recebeu diversas homenagens. Dentre elas, uma que lhe prestou o Senado Federal. Como criadora da concepção de Educação Biocêntrica, já tem ministrado cursos em diversos países. É cada vez maior o numero de pessoas interessadas em conhecer os seus trabalhos. As ideias estão publicadas em dois livros fundamentais: EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA – Um Movimento de Construção Dialógica e EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA -Ciência, Arte, Mística, Amor e Transformação.

A maior referência em Educação Biocêntrica do Ceará

Ruth Cavalcante

Os cursos e educação biocêntrica vem transformando o ensino baseado em metodologias envolvente, trabalha o emocional e torna as relações interpessoais a principal aliada dos trabalhem em grupos. Com todos envolvidos e conhecendo os objetivos de cada atividade, o crescimento se torna algo visível e motivante.

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