HABEAS CORPUS, de Vânia Pontes

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Impetrei um habeas corpus,

Em defesa da minha liberdade.

Dei adeus ao patriarcado jus,

Que tanto ditou sua verdade.

Sou mulher com ar de menina,

E já não me importo em ir e vir,

Livre com corpo de dona divina,

Que me fascina por saber sentir.

Alforriei a liberdade infringida,

Agora na minha medida jurídica,

Não sei mais viver sendo limitada,

Na íntima  alma de mulher cívica.

Este meu libertário remédio judicial,

Além de constitucional, é observatório,    

Do meu corpus preventivo ao salvo sinal,

De habeas corpus tatuado e liberatório.

A partir desse processo em liberdade,

Consigo perceber em mim mais vida,

O que vale a pena mesmo na verdade,

É ser livre para viver plena, mulherada!

Este poema foi selecionado e está publicado no livro VOZES FEMININAS

VANIA PONTES – Graduada em Letras e Psicologia. Doutoranda em Direito. Gestora Pedagógica do curso de Direito da FAL/UNINTA, de Sobral.

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